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Pela primeira vez cidade recebe exposições com seleção de obras da Bienal de Arte de São Paulo

Por Camila Turtelli (Rede Bom Dia)
Foto: Divulgação/Jornal da Cidade

Esta é a primeira vez que a cidade recebe um pedacinho da Bienal de São Paulo, a mais visitada exposição de artes da América Latina.

A produção traz obras de artistas que participaram da 30ª edição do evento, realizada entre setembro e dezembro de 2012 na capital que teve a curadoria – assinada pelo venezuelano Luis Pérez-Obama – como um dos seus destaques.

Por aqui, os artistas selecionados foram nomes do cenário mundial das artes plásticas contemporâneas: Ali Kazma (Turquia), Martín Legón (Argentina), Sofia Borges (Brasil), Eduardo Berliner (Brasil), Christian Vinck (Venezuela), Alberto Bitar (Brasil) Thomas Sipp, Iván Argote e Pauline Bastard (Colômbia) que ocupam os espaços desenhados pelo arquiteto Martin Corullón, responsável pelo projeto arquitetônico desta edição que leva o nome de “A iminência das poéticas”.

Os artistas trazem as mesmas obras que estiveram no Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera, porém, com um repertório um pouco reduzido em alguns casos.

Por trás de cada obra, de cada peça ou vídeo, além do trabalho do artista que fica com a sua autoria exposta aos olhos do público, existe também o trabalho de uma equipe de montagem e curadoria.

No caso específico da mostra, que começa hoje, 20 pessoas foram escaladas para montar e afinar a exposição das obras, além da equipe do próprio Sesc Bauru.

A artista plástica Helena Ramos, 26 anos, é assistente de curadoria e acompanhou todo o trabalho da montagem bauruense e também da exposição original. “Em São Paulo foram mais de 30 dias de montagem. Aqui o recorte é menor, mas mesmo assim são muitos detalhes”, conta ela.

A produção durou poucos dias, menos de uma semana, mas equipe enfrentou algumas dificuldades. “Aqui não é como São Paulo, não conseguimos encontrar qualquer tipo de material a qualquer hora. No domingo, por exemplo, precisávamos de mais cabos de aço”, conta. Mas, como a equipe já veio preparada para imprevistos e com um cronograma mais espaçado para atender obstáculos do gênero, tudo foi resolvido. “Além disso, aqui em Bauru estamos com a mesma equipe que trabalhou na Bienal”, revela.

O trabalho do curador e da sua equipe vai muito além da escolha das obras e dos artistas. É também o curador quem afina a exposição, trabalha a disposição das peças, ajusta e direcionada o olhar do público, além de acompanhar a montagem.

“A disposição das obras no espaço, o que cada peça tem a ver com aquele lugar que ocupa, além claro, da própria seleção”, diz o curador em Bauru, Wellington Coelho, sobre como identificar este trabalho.

“Antes havia uma confusão sobre o que este profissional fazia, misturava-se muito com administração e coordenação”, avalia Roberto Chinalha, agente cultural responsável pela galeria Angelina W. Messenberg, do Centro Cultural. “Hoje em dia está surgindo uma vasta literatura sobre o assunto”, completa.

Como assistente de curadoria Helena Ramos também acompanha o processo de montagem e transporte das obras. Tudo extremamente detalhado. Há um profissional, o conservador, que acompanha a abertura de cada obra e faz um laudo sobre o seu estado de conservação, na chegada e na partida.

Na seleção bauruense, as pinturas sem vidro de proteção e gravuras que são “coladas” diretamente na parede, por exemplo, são obras que exigem bastante atenção.

Além disso, para Helena, as videoartes também demandam muito cuidado. Ajustar o som e a imagem de acordo como a obra foi concebida pelo artista também é uma arte.

A seleção de obras chega a Bauru por meio da parceria firmada entre o Sesc São Paulo e a Fundação Bienal de São Paulo. O Sesc Bauru é uma das quatro unidades do interior de São Paulo que recebe a exposição.

Além das exposições, a parceria prevê ainda a realização de encontros de formação para professores e educadores em cada cidade, por meio do Educativo Bienal, com curadoria de Stela Barbieri.

A vinda desta seleção é inestimável. Pouca gente se dispõe ir a São Paulo para acompanhar a Bienal”, avalia o curador Wellington Coelho. “Esta aproximação é importantíssima”, diz Roberto Chinalha. “Gosto particularmente das instalações, você nunca sabe o que vem pela frente em relação à reação do público”, conta Roberto.

Serviço
30ª Bienal de São Paulo – Seleção de Obras
A partir de hoje, às 20h até 23 de junho
Horários de visitação: terça a sexta, das 8h às 12h (exclusivo para grupos agendados) e 13h às 21h30; Sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 18h.
No Sesc (Av. Aureliano Cardia, 6-71)
Entrada gratuita
Informações: (14) 3235-1751

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