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O nome surgiu a partir da “solidão” de Marcelo Bertozzo, que tinha dificuldade em encontrar outras pessoas para tocar e compor. Mas hoje, depois de seis meses de formação, a Esquivo Devoluto está bem distante desta solidão inicial.

Prova disso é a sintonia que Marcelo, Paulinho e Pedro têm entre si. A banda, que toca e compõe surf rock instrumental, acredita que a integração entre todos os músicos é fundamental para o sucesso de uma banda.

“Acredito que uma banda funcione como um time de futebol. Não importa se você contrata um monte de estrela, se eles vão jogar juntos só cinco vezes. Com a gente, é da mesma forma: temos que tocar juntos várias vezes. Assim, um já sabe a linguagem do outro e fica mais fácil compor. O entrosamento é fundamental. Quando vou fazer algo, já penso na frase dos outros e assim por diante. Quanto mais entrosamento, mais fácil de compor”, afirma Paulinho Filho.

Marcelo, idealizador do projeto, também pensou neste nome, Esquivo Devoluto, por serem palavras não tão usáveis e incomuns. E por que não classificar o som da banda da mesma forma? Para surpresa, muitas vezes do próprio público, a banda faz um som completamente instrumental, com pegadas de surf rock, jazz, blues e punk.

“Escolhi fazer um som instrumental porque não gosto muito da minha voz. Até tentei gravar, mas não deu certo. Aí comecei a gravar umas trilhas, sempre tive muita influência do Tarantino (diretor) e eu achei que o som ficou muito mais legal. Surf Music, na verdade, já é instrumental. E a partir disso, resolvemos mesclar mais. O nosso som tem guitarra flamenca, havaiana, blues, punk… tem muita influência de outros ritmos. As linguagens casam entre si.”

O preconceito é encarado a cada show, mas nem por isso, os caras desanimam ou pensam em mudar o estilo da banda. Fazer um som instrumental é a verdadeira paixão para eles.
“Apesar de o nosso som ser instrumental, às vezes fazemos projetos com outros caras que cantam algum cover. Mas a nossa banda é instrumental. É isso o que a gente quer: levar uma proposta diferente. Tem muita banda aqui em Bauru, mas que não toca por que tem medo de mostrar o som, uma proposta diferente e fica pensando no que o público irá pensar. Por isso nós estamos nessa luta: vamos insistir nisso que acreditamos! Tocar para 20 ou para 200, dá o mesmo prazer!”, finaliza Paulinho.

E para o futuro, a Esquivo Devoluto só quer ter mais espaço para tocar na cidade e continuar fazendo um trabalho limpo. Para eles, quem for em um show, terá a certeza que irá encontrar improviso e muita vontade!

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