Os pacientes do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo, em Bauru, tiveram uma visita e tanto na manhã deste sábado! O tenista Gustavo Kuerten compareceu ao Centrinho, conversou com os fãs e pacientes que estavam no local e foi homenageado pela Câmara Municipal. Atencioso, Guga ainda falou com a imprensa e comentou um pouco sobre a atual fase do tênis brasileiro e revelou detalhes de seu novo projeto. Confira!

 

Guga, depois que você deixou o tênis, parece que o esporte brasileiro regrediu. O que está acontecendo com os nossos tenistas?
Eu acho que a minha fase foi atípica. Nós ainda somos muito dependentes de projetos. O tênis, assim como outros esportes, fica dependendo de algum “desbravador”, um cara corajoso. O Thomaz Bellucci, por exemplo, tem que ser admirado por estar entre os 20 melhores. Ele chegou onde está por pura força de vontade! Acreditou que seria possível. A gente, de alguma forma, tem que dar melhores condições para esses tenistas. Eu vejo que a Confederação vem aprimorando os seus projetos, mas perdeu-se muito tempo desde a minha época, desde 1997. Hoje que as pessoas estão voltando a deixar tudo estruturado, mas enquanto não houver esta estrutura, vão ficar refém de um maluco lá de Floripa com um treinador sonhador. (risos)

 

E o que você espera do tênis nas Olimpíadas?
Os novos tenistas vêm surpreendo a todos. E eu acho que eles são grandes chances de medalhas. Espero que eles tenham uma semana de inspiração como a minha em 97, em Roland Garros! Temos que torcer para eles vencerem “os feras” do esporte.

 

Sobre o seu livro, o que você pode adiantar do projeto? Já sabe quando será lançado?
A minha ideia é lançar somente o ano que vem. Tem sido uma evolução muito gratificante. Eu estou começando a entender um pouco melhor a minha história. Está muito gostoso! Fico emocionado lembrando de muitas coisas. Estou escrevendo com um jornalista que está me ajudando a destrinchar as minhas histórias. Mas está sendo muito agradável!

 

E o seu segundo filho nasceu no dia do tenista. Será que vem mais um talento da família Kuerten no tênis? Você apoiaria?
Ah… ele já está aprontando pra cima de mim! Sem dúvida, eu irei incentivar para ele seguir no esporte. Sou apaixonado por isso! Acho que é uma plataforma de ensinamento para a vida e inclusive, trabalho com isso no meu Instituto. Acredito que deveria ser mais usada como uma ferramenta de cidadania. A competição é uma consequência. Com certeza irei incentivar os meus filhos e deixá-los envolvidos com a prática esportiva. Acho que o esporte é fundamental para todas as pessoas.

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