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“A música uma extensão de mim mesma. É quem eu sou. Fazer o meu som é uma necessidade que eu tenho. É como beber água: se eu não toco, eu seco.” Quem afirma é Amandla Rocha, vocalista da La Burca, banda que está na ativa desde fevereiro e faz um pós “punklore”– uma verdadeira mistura do pós-punk com o folk.

Com influências de bandas como The Scientists, Dead Moon, Minutemen, As Mercenárias e das vozes femininas de Patti Smith e Violeta Parra, a La Burca faz um som autoral com músicas compostas por Amandla, que está na estrada há 18 anos e criou a banda para poder mostrar o seu trabalho como compositora. “Nunca tive como gravar o som que eu fazia e tinha muita coisa guardada. Aí, pensei neste formato de duo e chamei o Lucas, que já tocava no cenário underground da cidade, para participar”, conta.

E este som autoral é tão forte para os dois que, até o nome do projeto surgiu como influência de uma composição. Primeiro, Amandla fez um desenho de uma mulher, mesclando traços dos dois músicos e colocou o nome de La Burca. Pouco tempo depois surgiu a música, um som totalmente instrumental que também levava o mesmo nome. Depois da música, eu pensei: “por que não colocar este nome na nossa banda? Aí falei com o Lucas e ele topou!”, relembra.

Com passagens em outras bandas, Lucas e Amandla acreditam que todas as experiências que viveram anteriormente ajudaram na composição da La Burca. “Tudo é uma construção de um perfil musical e tudo influencia de alguma forma”, afirma a cantora. Agora, o plano é focar na La Burca, produzir e ensaiar ainda mais. As apresentações rolam, geralmente, em repúblicas e no Exílio Art Pub, por falta de espaço e até falta de interesse de outras pessoas em abrirem os lugares para apresentações autorais. “Acredito que agora, em 2013, surgiram mais bandas fazendo um som próprio e com isso, tivemos mais oportunidade para tocar, embora isso seja muito tímido ainda”, diz Amandla.

Apesar de ainda estar formando um público fiel, a La Burca é grata pelas pessoas que curtem seus shows e se espelham em seu trabalho: “ouvir que alguém formou uma banda a partir das nossas apresentações é muito gratificante.” Apresentações, que se diferem uma da outra não só pelo som, como também pela maquiagem, realizada em cada show de uma forma diferente.

Para o futuro, a banda deseja poder conseguir gravar mais trabalhos com suas músicas autorais e poder mostrar isso, cada vez mais, para mais pessoas.

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