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Foto: Vinicius Fernandes (Social Bauru) / Roupas: Letícia Capelozza

A música está na vida desta jovem desde os seis anos de idade quando aprendeu, sozinha, a tocar a primeira música no violão. Por influência de sua mãe, que costumava tocar com as amigas em churrascos da família, Gaby entrou na música na infância e não saiu mais!

Já aos 15 anos, a cantora começou a se apresentar em bares e formou duas bandas, ainda na época do colégio: uma com um grupo de meninos e uma outra, apenas com meninas. Por causa da personalidade forte e a vontade de imprimir seu próprio estilo nas canções, Gaby decidiu seguir carreira solo e, há menos de dois anos se apresenta profissionalmente em bares e casas noturnas da região.

Hits de Lulu Santos, Ana Carolina, Alcione, Marisa Monte, Cazuza, Paralamas do Sucesso, Titãs, Barão Vermelho e Rita Lee não faltam em seu repertório. Apesar de seus shows serem essencialmente pop, seu som tem fortes influências da MPB de Chico Buarque e Caetano Veloso, que costumava ouvir com sua mãe; clássicos do rock, influência de pai; e do sertanejo – ritmo que aprendeu a apreciar com seus tios e avós. O resultado dessa mistura é a versatilidade que a cantora afirma ter até hoje e que traz para as suas apresentações.

“Na minha família, a gente sempre foi muito eclético e hoje eu misturo tudo isso. Acho que a gente não pode ‘se engessar’ em nada na vida. O mundo pede que a gente seja multicoisas ao mesmo tempo. Porém, acredito que temos que seguir uma linha e a minha é o pop rock, com mais músicas nacionais que internacionais. Sou e sempre fui uma defensora da música brasileira. Acho que temos muitas coisas boas que ficam escondidas”, afirma.

Esta versatilidade está presente em seus shows que se adaptam de acordo com o local e vão de um repertório mais calmo e acústico para o dançante de acordo com o público. Como prova dessa ‘escola musical’ que Gaby teve durante a infância, a cantora está, atualmente, com três projetos paralelos que apresenta em shows totalmente distintos. Um é o show acústico, com um som ambiente mais tranquilo e diversificado, com um amplo cardápio musical. O outro é um projeto ao lado de uma banda, na qual o pop rock cantado por mulheres é o que tem vez. Recentemente, Gaby inaugurou mais um novo projeto musical: um show inteiramente dedicado ao samba. “Não é o Sambô, porque tem um lado mais MPB e é mais um samba como o Bezerra da Silva fazia. Apesar de ter começado há pouco tempo, já foi muito bem aceito e eu estou adorando!”, revela.

Por ser uma artista do interior, Gaby enfrenta desafios diários e afirma não ser nada fácil fazer o seu trabalho longe da capital. Além disso, ser ‘somente’ cantora não é visto com bons olhos. “Existe muito preconceito. Se você não tem fama, você não é considerado músico. Não é a sua profissão. Hoje eu trabalho exclusivamente com música e quando eu falo isso, as pessoas perguntam: ‘mas e o seu trabalho? Não estou perguntando o seu hobby.’

O que muitos não sabem é que a mulher que ‘só canta’ se dedica muito! Hoje, Gaby toca bateria, cavaquinho e baixo, além do violão e está preparando um CD só com composições próprias. Esta mesma mulher também já ganhou um concurso na Hungria, em um evento pela paz mundial com uma música própria, a única em português do evento. “Eu morei na Itália seis meses de 2010 a 2011 e lá eu fiquei sabendo que ia surgir o concurso, um evento pela paz mundial e tinha que ter uma letra dizendo isso, falando sobre a paz. Resolvi entrar por me identificar com isso, lutar pelo bem maior. Escrevi a música e fui chamada. Eram 20 musicas que iam ser escolhidas para compor o CD e a minha foi uma delas. Participei da apresentação do concurso e cantei para 15 mil pessoas do mundo inteiro! Mas esse nem foi o meu maior público, porque eu participei da Facilpa e abri todos os shows. Cheguei a cantar até para 20 mil pessoas e esta, foi a minha maior experiência”, relembra.

Realmente, é melhor ela continuar ‘só cantando’…

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