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Ilustracao: Thomas Musmann / Coletivo Boitatá

A frase que virou bordão e piada para diversas situações nas redes sociais expõe, mais uma vez, os erros gramaticais nestes sites. Tenho que concordar que, mesmo sendo jornalista e tendo a obrigação de escrever corretamente, todos nós cometemos erros. Além disso tenho que concordar com a população: que a língua portuguesa é uma das mais complexas do mundo todo.

Tem hífen? Tem crase? E as vírgulas, onde as coloco? Não é essa a questão. As redes sociais foram criadas para termos acesso a todo tipo de informação e isso também culmina em mais conhecimento, ou seja, todo tipo de conhecimento.

O “pai” Google hoje é referência. Existem páginas com conteúdo ruim? Sim, mas muita informação boa também está ali, inclusive muitos endereços de dicionário online gratuito.

Fico preocupada ao ver crianças e jovens já escrevendo errado. Fico imaginando se isso se tornará um vício no futuro. E quando digo “escrevendo errado”, não é a linguagem virtual, o “eh”, o “tá”, e a risada resumida em “kkkkk”. É trocar um “c” pelo “s”, como a própria frase que virou febre “Tá serto”.

Outro dia, compartilharam um vídeo de uma jovem que não sabia soletrar a palavra “gorjeta”. Fiquei assustada com a reação da moça. Ela não conseguia realmente dizer as letras.

Seria ela analfabeta? Mas qual tipo de analfabetismo, porque hoje o que mais temos é o analfabetismo funcional, aquele que não consegue interpretar textos, problemas matemáticos, entre outros.

Escrever errado não é mais questão de desigualdade social, regionalismo, é questão de educação. E educação já me faz entrar em outro assunto, o da progressão continuada, que aprova os alunos mesmo que não tenham aprendido todo o conteúdo necessário para “passar de ano”.

Enfim, o que quero dizer é que a internet está aí, ao acesso de todos, em todos os lugares. Hoje qual estabelecimento comercial não tem wi-fi? Está ali, gente! É só pedir a senha e navegar!

A internet deve ser usada também para o conhecimento, além do entretenimento, do estreitamento de laços. E, porque não, para o compartilhamento de informações, notícias, factuais. Como repórter, hoje posso dizer que ela se tornou essencial.

Já procurou o seu endereço de dicionário online? É isso aí, galera! Agora é só navegar!

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