Jameson Factory

Dublin, capital da Irlanda, foi o destino que Isabella Veronese escolheu para passar um ano, entre 2008 e 2009. O motivo? “A minha dúvida era entre Austrália e Dublin, porém eu queria ter uma experiência bem diferente em relação ao meu país de origem e ter a facilidade de conhecer muitos lugares. Na Europa, eu teria esta experiência e acabei decidindo pra lá”, conta.

Durante esse período, Isabella conheceu os lugares mais famosos como a fábrica da cerveja Guinness, a fábrica do whiskey irlandês Jameson, o Temple Bar (uma rua cheia de pubs, um ao lado do outro), a Trinity College – universidade mais antiga da Irlanda – a cadeia de Kilmainham, o National Botanic Gardens, o parque St. Stephen’s Green, o museu National Museum of Ireland , Catedral Christ Church , a rua Grafton Street, a Catedral de St Patrick’s, Castelo de Dublin e o Phoenix Park, seu maior achado! “O Phoenix Park é o maior parque fechado público e urbano da Europa. As pessoas vão lá para jogar bola, passear, deitar na grama, escutar música e fazer piquenique. Ele também tem um zoológico muito legal”, conta. Outro lugar super interessante são os Cliffs of Moher, que ficam em Galway, uma outra cidade da Irlanda. Segundo Isabella, o lugar é lindo e cheio de penhascos, o que causa medo por causa da altura do penhasco. “Dá medo em ver que podemos chegar da beirada deles”, afirma.

Você vai passar frio!
Enquanto está esse calorão em todo Brasil, na Irlanda o clima é bem diferente. E é por isso, que, apesar de ter gostado do local, Isabella não se apaixonou por Dublin. “Gostei muito da experiência, mas não me apaixonei, principalmente pelo desconforto relação ao clima. Lá faz frio o ano todo! A média de temperatura fica em torno dos 13 graus e no inverno, faz até menos 3 graus e neva muito. Já no verão, temperatura chega aos 24 graus, mas também não duram muitas semanas”, conta. Por isso que a dica de Isabella é: leve roupa de frio! “E não se preocupe com a chuva que irá encontrar. Lá chove quase todos os dias, mas sempre uma chuva fina e sem trovões, e você pode encontrar muitos guarda-chuvas quebrados na rua. Não precisa levar e você pode comprar facilmente em toda esquina, ou até mesmo uma capa de chuva.” Apesar do frio, Isabella pensa sim em voltar à capital Irlandesa para ver o que mudou nestes quase cinco anos que se passaram e conhecer outros lugares da Europa. Em um ano em Dublin, Isabella conheceu 11 países: Inglaterra, França, Irlanda do Norte, Espanha, Itália, Holanda, Alemanha, Hungria, República Tcheca, Bélgica e Escócia.

Nem tudo são flores…
“Vivi muitas coisas incríveis como estar lá no dia de St Patricks, que é um grande feriado, como se fosse o nosso carnaval. Pude ir também ao show do U2 no estádio Croke Park (para quem não sabe o U2 é uma banda Irlandesa), também estava lá quando a Guinness ( a cerveja preta deles) festejou 250 anos. A festa foi incrível e rolou na cidade toda! Porém, tive também situações desagradáveis. O meninos que ficam na rua são chamados de ‘knakers’ e fazem bagunça pela cidade toda. Um dia, eu estava voltando a pé do trabalho por volta de umas 8 da noite e passou um carro cheio deles. Um dos meninos jogou um ovo e acertou em mim. Fiquei assustada, não sabia de chorava, se corria, se limpava aquele ovo escorrendo… bom, fiquei com medo e fui embora correndo, pois não sabia se eles poderiam voltar e jogar mais ovos”, relembra. Apesar do mau momento, Isabella indica visitar capital irlandesa, principalmente quem gosta de lugares ‘medievais’. Como é uma cidade cheia de castelos, é possível imaginar como viviam os vikings em toda a arquitetura da cidade.

Experiência e aprendizado para vida
Isabella viajou em contato com uma agência de Campinas. Durante o tempo que ficou lá, ela morou durante um mês em uma casa de família e depois, foi morar em uma república só de brasileiros, o que atrapalhou a prática do inglês. “Falava-se português o tempo todo. Depois, um belga veio morar com a gente e comecei a praticar mais o inglês”, conta. Isabella também praticava a língua inglesa em seu trabalho, quando cuidava de dois meninos de idade de 6 e 8 anos. “Buscava na escola, dava almoço e esperava a mãe deles voltar do trabalho. Ela também me ensinou muito e tinha paciência para isso. Trabalhei com eles praticamente o tempo todo que fiquei lá. Antes, trabalhei por um mês entregando e recolhendo aqueles livrinhos que vendem coisas para casa de porta em porta. Um dia eu entregava e no outro recolhia o livro com os pedidos”, recorda.

Confira abaixo algumas fotos:

Compartilhe!
Carregar mais artigos relacionados
Carregar mais por Amanda Araújo
Carregar mais em Cultura
...

Verifique também

Bauruenses criam desenho animado para ensinar sobre os cuidados com o novo coronavírus

Apesar de não se conhecerem pessoalmente, os bauruenses Rafael Monti e Rafael Maroubo já t…