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Eles estão de passagem por Bauru para apresentar a peça Feliz por Nada, adaptação do best-seller da autora Martha Medeiros. Entre um ensaio e outro, os atores Cristiana Oliveira, Luisa Thiré e Felipe Cunha conversaram com a equipe do Social Bauru e falaram sobre a peça que está em produção desde outubro do ano passado. Pela primeira vez em Bauru, o espetáculo vai subir ao palco do Teatro Municipal na noite deste sábado. “O Feliz por Nada traz uma série de reflexões e principalmente, faz você pensar sobre a forma que está aproveitando o seu tempo a sua vida. Esse é um assunto muito precioso que a gente deixa passar despercebido. Por isso, indico que as pessoas venham ao teatro, hoje às 20h30, para ver a nossa única apresentação na cidade. Tenho certeza que todos vão gostar!”, garante Felipe. Confira o bate-papo realizado há poucos instantes!

SB: Como surgiu o convite para trabalhar com a peça Feliz por Nada?
Luísa:
O convite foi diferente para cada um dos atores. Eu fui convidada pelo produtor do espetáculo. A peça foi adaptada pela Regiane Antonini e ela é uma grande amiga, então, quando recebi o texto, já sabia que era bom! (risos) Eu confio muito nela. Depois, quando vi que tinha a Cristiana, que é minha amiga de 14 anos, eu me empolguei ainda mais! Sabia que eu ia adorar! Aí foi só correr para o abraço. (risos)

Felipe: Eu entrei por uma outra porta. Na realidade, eu entrei para substituir o ator Gil Hernandes, mas como ele está gravando Malhação, fui convidado para participar. Estou só substituindo ele…

Cristiana: Mas já virou irmão! (risos) Na verdade, nós todos somos uma família. Nós, os atores e a produção, somos a família Feliz por Nada. Estamos há tanto tempo junto, passando por tantas coisas, que a nossa amizade fica mais sólida a cada dia. Eu fui convidada pelo Rogério Fabiano que é meu amigo há 40 anos! Ele já produziu 90 peças, mas nuca deu certo de a gente trabalhar junto, por questão de agenda. Então, quando ele me mostrou esse projeto, eu fiquei muito feliz e aceitei participar.

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SB: E vocês já tinham algum contato com a obra?
Cristiana:
Com a obra não, mas sou muito amiga da Martha Medeiros. Somos amigas há muito tempo.

SB: E o que vocês sentem que esses personagens têm de diferente dos outros que vocês já interpretaram?
Luísa:
Para mim, essa personagem é completamente diferente das outras que eu fiz. Eu estava em cartaz com a peça Valsa n°6 de Nelson Rodrigues, que é o único monólogo que ele escreveu. Essa peça é uma tragédia, na verdade. Agora, esse meu personagem que eu faço em Feliz por Nada é uma mulher solar, feliz e de bem com a vida. Normalmente eu faço as sofredoras! (risos) E fazer a Juliana que é tão alto-astral está sendo uma delícia. Eu acabo sendo contagiada pela alegria dela. Essa personagem me trouxe essa alegria de novo. Para mim, faz muito bem fazer esse espetáculo.

Felipe: Bom, no meu último trabalho eu fazia três mulheres! (risos) Na peça eu faço dois personagens e eles estão em um universo bem diferente do que eu estava fazendo. A voz, o corpo, tudo é novo.

Cristiana: A Laura para mim também é bem diferente. Na verdade, quando eu li o roteiro, eu me identifiquei mais com a Juliana, personagem da Luísa. Só que para mim, o desafio era a Laura. É uma mulher que está casada há muito tempo com o mesmo homem e totalmente dependente do marido. Tem uma coisa que para a composição não foi tão fácil. Eu estou acostumada a fazer muitos personagens fortes e esta tem uma delicadeza que eu não faço sempre. Ela está em um universo que eu nunca vivi. Eu fui casada por muitos anos, mas nunca fui dependente e submissa como a Laura.

SB: A peça fala muito sobre amizade. Vocês acham que a amizade masculina é mais leal que a feminina?
Luísa:
Eu não sei se isso é verdade. Acho que é diferente, mas não sei se mais leal. Eu tenho amigas de verdade e que a nossa amizade é muito séria. A gente fala de tudo! E eu costumo ser muito leal nas minhas amizades. Então acho que essa diferença é muito mais de cada um do que do gênero.

Felipe: Eu acho que a mulher demonstra mais afeto…

Cristiana: Ah, com certeza! A gente toca, beija, abraça…

Luísa: Tudo isso vem de uma questão social, a gente pode fazer tudo isso. A gente pode se pegar e abraçar sem ninguém falar nada.

Cristiana: Nossa, se o homem dá um beijo na bochecha do amigo, já é problema! Eu concordo com o que a Luísa falou, acho que isso é muito de cada um.

Luísa: Também acho que as nossas amizades mudam com o tempo, com a maturidade. Hoje eu sou muito mais fiel. Eu dou muito mais valor do que eu dava antes!

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SB: E qual o bônus e o ônus de trabalhar com o teatro?
Luísa:
Ah, o bônus… acho que eu só sei do bônus, na verdade! (risos) Teatro é a coisa que eu mais gosto de fazer! Ele faz parte das minhas escolhas. Estar aqui agora conversando com você faz parte das coisas que eu escolhi. Estar nesse palco, imaginar esse teatro lotado mais tarde, são coisas que eu escolhi para a minha vida. Tudo isso é muito precioso para mim.

Cristiana: Mas eu acho que isso também tem a ver com maturidade. Você dá mais valor a todos os momentos quando você já tem uma certa maturidade. Para mim, o ônus é a questão do público não estar preparado para receber determinada peça, determinado texto. Acho que o público resiste muito ao teatro, ainda. Como um drama ou uma tragédia, por exemplo. Então, a gente tem que lutar muito para defender aquilo que estamos representando.

SB: E o que deixa vocês ‘felizes por nada’?
Luísa:
Fazer teatro!

Felipe: Ah, eu gosto muito dessa energia do teatro. Todo mundo fala que eu viajo muito e cada dia estou em uma cidade diferente, mas, na verdade, cada dia estou em uma casa diferente. E isso me deixa muito feliz.

Cristiana: Viver! Viver me deixa muito feliz!

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