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A banda já existia – de uma forma bem descompromissada – quando Vinícius Marchi, vocalista, assistiu a um ensaio dos meninos, pela primeira vez. Depois do convite: ‘ah Vinícius, canta umas aí pra gente!’, feito por um dos integrantes, a Legalê estava formada. Como a mãe de Felipe Atta, guitarrista, iria viajar, surgiu a ideia de promover uma festa e fazer o primeiro show da banda, em 2003.

A partir disso, a próxima meta era encontrar o nome ideal. Como sempre, essa não foi uma missão muito fácil, como conta Rodolpho: “A gente tinha pensado em uns nomes bem escrotos! (risos) Já tivemos outros nomes e sempre quando íamos tocar, os lugares erravam, escreviam de outra forma. Como estávamos com esse problema, um amigo sugeriu que pensássemos em algo sonoro e sem significado, e foi assim que surgiu Legalê.”

Hoje, as influências musicais são rock nacional, internacional e o reggae. Apesar de ter esses ritmos como foco principal, o som que eles fazem possui diversas influências, já que os integrantes costumam ouvir de tudo. “A gente faz um som e mistura com outros ritmos. Temos influências jamaicanas e aí fazemos com uma ‘pegada’ mais rock. Eu também não conseguia cantar o rock que eles já faziam e por isso acabamos mudando um pouco o repertório. Além disso, nem conseguia cantar em inglês! Aí propus incluir o som nacional e essa mistura existe até hoje”, conta Vinicius.

Em 2007, a banda saiu de Bauru e se mudou para São Paulo para tentar conseguir mais espaço na cena musical. “No começo, eu pensei que tinha sido a pior coisa que a gente podia ter feito! (risos) A gente estava aqui em Bauru, na casa dos nossos pais e conseguíamos ensaiar todo dia. De segunda a sexta nós saíamos da escola e já íamos ensaiar. Foi até assim que começamos a compor. Mas em São Paulo isso não acontecia mais”, relembra o vocalista. E por pouco, a banda não acabou.

Por conta da correria que a ‘cidade grande’ pedia, os meninos pararam de compor e de ensaiar. Como precisavam trabalhar para se sustentar, o tempo vago era pouco. “Pensamos: ‘vamos para a terra da oportunidade!’ Mas não foi bem assim”, diz Rodolpho.

Ainda hoje, os meninos enfrentam dificuldades em conseguir lugar para tocar e ganhar dinheiro fazendo o som deles. Por conta disso, os integrantes ainda não conseguiram viver da música e largar os outros trabalhos. Apesar das dificuldades, pensar em desistir nunca passou pela cabeça e eles seguiram em frente.

Depois de gravar o primeiro EP, a Legalê se prepara para o lançamento de um novo trabalho. “Estamos terminando de gravar um CD com 14 músicas e pretendemos lançar ainda esse ano”, conta Vinícius. Apesar de estarem longe de Bauru, os meninos sempre se apresentam por aqui, a ‘verdadeira casa’. “A gente tem uma história aqui. Os nossos shows são verdadeiros reencontros com os nossos amigos de infância. A gente até procura colocar umas datas em que o pessoal volta para podermos reencontrar e é sempre muito bom voltar”, diz o vocalista.

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