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A música sempre esteve na vida de Daniel Cecci. Desde criança, ele e seus primos ficavam assistindo sua avó tocar no piano, na sala de sua casa. Anos mais tarde, foi a vez de sua mãe – a grande incentivadora até hoje – dar o empurrãozinho que faltava para que o músico trilhasse esse caminho.

Aos 11 anos, Daniel ganhou o seu primeiro violão, instrumento que guarda até hoje com carinho. Na época, ele comprou algumas revistas com cifras de músicas e começou a aprender a tocar o instrumento sozinho.

“Eu ficava ouvindo as músicas e tentava tirar a letra, sozinho. Ficava gravando em fitas, em casa. O problema era quando o locutor da rádio não tocava ou cortava a música bem na hora em que eu estava gravando!” (risos).

Mesmo com tanto incentivo de sua família, Daniel decidiu que iria seguir ‘nesse mundo’ somente há dois anos, quando se mudou para São Paulo em busca de novas oportunidades. Foi lá que o cantor começou a se apresentar na noite, fez amigos e deu à cara pra bater.

“Acreditava que lá seria o caminho certo. Um lugar cheio de oportunidades em que eu poderia seguir essa carreira. Eu precisei voltar porque estava na hora, mas não me arrependo de nada”, afirma.

De volta a Bauru, Daniel aproveita a boa fase em que a cidade está. Apesar do pouco tempo e da concorrência que existe, o cantor garante que já está conseguindo o seu espaço para se apresentar na cena bauruense e fez grandes amigos que estão ajudando na sua recente carreira.

“Encontrei pessoas muito generosas e que estão me ajudando muito. O Thiago Ortigosa (cantor) é um deles. A minha primeira apresentação aqui na cidade foi no intervalo do show dele e quando eu fui conversar, ele disse que eu podia até usar os seus instrumentos! Até hoje, ele está me ajudando muito, é um cara incrível! Além dele, também conheci o Victor Napoleão, que agora se apresenta comigo e me dá muita força!”, diz.

E quem já pode curtir alguma de suas apresentações sabe que no repertório não falta nada: tem desde MPB, pop, rock até sertanejo. Por conta de sua criação e por ter sempre ouvido de tudo, Daniel afirma não ter preconceito com nenhum ritmo musical – afinal, tudo é música!

“Minha mãe me colocava no carrinho de bebê e cantava de tudo para mim. Cresci ouvindo todo tipo de música. Não tenho problema nenhum em falar que ouvi muito pagode nos anos 90 e que em meu repertório tem Backstreet Boys. E acredito também que não estamos vivendo uma fase pobre da música e que tudo era melhor antigamente. Só acredito que hoje, poucos ritmos têm o mesmo espaço. Talvez o que falta é isso: não música boa, mas espaço para todos”, diz.

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