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Depois de trabalhar em renomados restaurantes ao lado de chefs reconhecidos no mundo todo, Verônica Bueno decidiu se aventurar. Agora, a bauruense é proprietária do Verô Food Truck, projeto que inaugurou semana passada na cidade. “Eu quis inaugurar esse trailer aqui em Bauru e ele foi muito bem-recebido! Estou muito feliz com o resultado e pretendo voltar para cá a cada 15 dias”, afirma. Nessa entrevista, a chef falava sobre a experiência de trabalhar no restaurante de Alex Atala, Jeferson Rueda, o curso em Paris e os desafios de ter um negócio próprio. Confira!

Quando você começou a cozinhar?
Foi na infância. Minha família gosta muito de cozinhar e eu cresci nesse ambiente. Depois, comecei a trabalhar em uma padaria e a fazer faculdade.

Então você começou a trabalhar na padaria, antes de fazer a faculdade?
Sim, mas logo depois eu já entrei e comecei a estudar Gastronomia, aqui em Bauru. Já era algo que eu queria. Fiquei trabalhando durante a faculdade e, quando me formei, fui para o Hospital da Unimed. Eu era chef de cozinha lá. Depois de um tempo, eu fui para São Paulo e consegui entrar no D.O.M, que é o restaurante do Alex Atala.

E como você conseguiu o emprego lá?
Olha, foi bem complicado. Tinha uma fila de espera bem grande para estagiar lá. Em média, entram 20 pessoas para fazer o estágio que dura três meses. E são todos formados já, não tem estudante. Durante esse tempo, você trabalha sem remuneração, mas aprende bastante. Lá são duas cozinhas e, na época em que eu trabalhei, o D.O.M era o terceiro melhor do mundo.

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E depois, onde você trabalhou?
Aí eu voltei para Bauru e fiquei trabalhando nos Supermercados Confiança. Eu era gastrônoma responsável pelas nove lojas. Eu fazia a gestão dos restaurantes e o controle de compras. Depois, eu fui aceita em uma faculdade em Paris, onde eu fiquei fazendo um curso de dois meses. Quando eu voltei, tive proposta para trabalhar no restaurante Dalva e Dito, em São Paulo, e depois de um tempo, fui para o Maní, que é o 36º melhor restaurante do mundo. De lá, eu fui para o Attimo, que é do chef Jefferson Rueda, o 20° melhor restaurante da América Latina. Foi aí que eu pensei em abrir uma coisa minha e comecei com o projeto do food truck.

Como funciona o Verô Food Truck?
Esse é um projeto só meu que eu resolvi inaugurar essa semana aqui em Bauru. Lá em São Paulo eu trabalho como personal chef e faço eventos. Vou para a casa das pessoas preparar festas e jantares. E agora estou com esse projeto novo. Fico aqui em Bauru até esse sábado (7) e depois vou para São Paulo. A intenção é voltar para cá a cada 15 dias.

E qual o cardápio?
A minha especialidade é comida clássica francesa, mas eu sei que é mais difícil de servir esse tipo de prato. Então, eu optei em trazer um prato refinado, mas que todos gostem que é o risoto. Além do risoto, eu criei um lanche com pernil que é cozido na gordura e fica na pressão por muitas horas, com crispy de mandioca e queijo. Também tem a opção de uma salada que sirvo para as pessoas que querem algo mais light.

E qual o preço?
É de 18 a 25 reais. Só não aceito cartões porque comecei semana passada. Mas quando eu voltar, já vou estar com tudo pronto.

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Vale a pena montar um food truck?
Sim, é um custo menor do que um restaurante. Dá muito trabalho porque eu tive que montar uma cozinha móvel, então não é fácil. E também não é tão barato assim, mas compensa mais que um restaurante e eu tenho a possibilidade de estar em vários lugares. Hoje pode estar ruim aqui e eu posso ir para outro lugar. É muito bom ter essa possibilidade.

E você que já trabalhou em vários lugares e muitos restaurantes famosos, sentiu muita rivalidade?
Olha, na verdade não. Todo mundo se conhece e há muita troca de funcionário entre um restaurante e outro. Isso é totalmente comum. Claro que existe rivalidade, pois se tratam de concorrências. Mas nada exagerado.

Você sentiu muita diferença entre uma cozinha e outra?
Não, é muito igual. A forma de trabalho é igual e os pratos são muito parecidos. Não senti muita diferença.

E quando você está na sua casa, você sempre cozinha ou gosta de comer fora?
Olha, eu adoro comer fora! Aqui em Bauru, na hora do almoço, tem muita gente que volta para casa, mas em São Paulo isso é impossível. Então não é sempre que eu consigo cozinhar. Mas quando acontece, é complicado quando estão por perto. Eu sempre quero ensinar o jeito certo de cortar, a faca correta, e acaba virando briga! (risos). Então, quando estou em casa, prefiro cozinhar sozinha.

E o que você espera desse ano?
Ah, eu estou muito animada com o food truck. Inauguramos aqui em Bauru semana passada e deu muito certo! Vou continuar na Getúlio Vargas hoje, sexta e sábado e, na quinta, vou estar na feirinha de orgânicos, próxima da 96 FM. Espero que possa voltar sempre mesmo para cá e que dê muito certo esse ano em São Paulo. Também estou em processo de fazer um estágio em um restaurante muito renomado da Dinamarca. Espero poder aprender muito lá e voltar com coisas novas para cá.

Serviço:
Verô Food Truck está localizado na Avenida Getúlio Vargas em frente a Copical Tintas, a partir das 18h30, entre os dias 4 (quarta), 6 (sexta) e 7 (sábado). No dia 5 (quinta), o food truck estará na Feirinha dos Orgânicos que acontece das 16h às 20h em conjunto com o trailer Do Fundo do Bauru.

Telefone para mais informações: 11 99700- 7114

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