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Ela era médica veterinária, trabalhava com cavalos e era responsável por um laboratório em Minas Gerais. Em menos de dois anos, Celni Gouveia deixou a profissão, teve uma filha e mudou de estado para investir em uma franquia totalmente nova. Celni é proprietária da primeira unidade da Brasileirinho – restaurante delivery especializado em comida brasileira servida em caixas.

“Eu fiz várias pesquisas no ramo de franquias, sempre voltadas para a alimentação. Eu pesquisei muito, por um ano. Queria saber o que era melhor e o que era mais rentável. E quando eu descobri a Brasileirinho, eu achei muito inovador, porque a comida é servida dentro da caixinha. É tudo muito prático; a pessoa come em qualquer lugar. Pode comer até dentro do carro, por causa da correria. Além disso, não faz bagunça e é mais fácil. A praticidade que essa caixinha traz para todas as pessoas que hoje não têm tempo de almoçar é muito grande”, diz.

Para realizar esse sonho, Celni trouxe toda a família para a cidade e conta hoje com a ajuda de seu irmão Gabriel Gouveia na administração da franquia. Batalhadora, ela não tem medo dos desafios, sonha grande e vai à luta! “Eu acho que, quando você vai fazer alguma coisa e acredita que dará certo, você não sente medo”, afirma.

Nessa entrevista, a ‘nova bauruense’ falou sobre a mudança na sua vida, os novos planos na carreira e revelou o que não está gostando na cidade: “Eu sou bem tranquila e estou gostando daqui. Mas a única coisa que está me incomodando são os buracos! (risos)”. Confira:

O que aconteceu para você querer mudar de vida e vir para Bauru?
Celni: Eu já queria vir para o estado de São Paulo e comecei a pesquisar algumas cidades, como Ribeirão Preto, Piracicaba e Bauru. Eu já tinha a ideia de vir pra cá. Na verdade, eu mexo com cavalos há muitos anos e vir para cá, para o estado de São Paulo, seria muito melhor para mim. Aqui é muito mais fácil para competir do que lá. Então, eu já estava querendo mudar e estou aqui desde outubro. Como eu já tinha a vontade de me mudar e estava estudando a franquia, deu tudo certo.

E aí você trouxe toda a família toda para cá?
Celni: Pois é! Veio todo mundo junto, porque nós estávamos sozinhos lá, então não teve problema.

E de onde veio essa vontade de abrir uma empresa?
Celni: Eu sou formada em veterinária e era responsável de um laboratório. Trabalhava na região de Ribeirão e Minas Gerais. E era muito desgastante. Mas, ao mesmo tempo, eu sempre gostei de cozinhar. Não tenho medo nenhum de assumir o fogão. Então, já tinha essa vontade. E lá onde eu trabalhava era complicado porque eu sofria muito preconceito por ser mulher, por cuidar de animais e trabalhar na fazenda. Além disso, sofri três tentativas de assalto. Daí, quando eu descobri que eu estava grávida, decidi que ia largar tudo e dedicar dois anos somente à minha filha. E foi isso que aconteceu: ela nasceu, fiquei só com ela e pesquisando com muita calma qual seria a melhor a opção.

E como surgiu a ideia de investir na Brasileirinho?
Celni: Então, eu fiz várias pesquisas no ramo de franquias, sempre voltadas para a alimentação. Eu pesquisei muito, por um ano. Queria saber o que era melhor e o que era mais rentável. E quando eu descobri a Brasileirinho, eu achei muito inovador, porque a comida é servida dentro da caixinha. É tudo muito prático; a pessoa come em qualquer lugar. Pode comer até dentro do carro, por causa da correria. Além disso, não faz bagunça e é mais fácil. A praticidade que essa caixinha traz para todas as pessoas que hoje não têm tempo de almoçar é muito grande.

Quando foi a inauguração do Brasileirinho aqui em Bauru?
Celni: Foi em janeiro, então já estamos há quase três meses com as portas abertas.

A empresa é só sua?
Celni: Hoje é uma empresa familiar e eu cuido junto com o meu irmão. Eu comecei sozinha e, com o passar do tempo, ele foi se interessando. Hoje, somos nós dois.

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Cada dia tem um cardápio diferente?
Celni: Não, nós trabalhamos todos os dias com 12 pratos diferentes. E eu também prezo pela qualidade, então, faço compras a cada três dias e carne eu compro toda semana, para deixar todos os alimentos mais novos. O arroz a gente faz todos os dias e o feijão, a cada dois dias. Não gosto de congelar o feijão, por exemplo. Gosto do sabor da comida feita todos os dias. Também procuro usar pouco óleo, tanto que nem fazemos frituras. Além disso, não misturamos toda a comida, porque nem todos os clientes gostam. Então, a gente está conseguindo fazer algumas modificações, de acordo com o cliente.

E você pode fazer essas modificações mesmo sendo franqueada?
Celni: Sim, porque eu falei com eles e chegamos no acordo de que temos que fazer de acordo com o gosto do cliente. Inclusive, podemos modificar algum prato e deixa-lo ainda mais com a gosto do cliente, como a opção para vegetarianos. Tiramos a carne e mudamos prato. Então, não tive problemas com a matriz. Até porque sem o cliente, a gente não sobrevive.

Você sente falta da vida que levava em Minas Gerais?
Celni: Eu sinto falta de trabalhar com animais. Tanto que eu vou começar a levar a empresa para eventos. Comprei um trailer, já que agora é moda o food truck e o caminhão estava muito caro. Então investi no trailer e agora vamos estar nos eventos voltados aos cavalos quarto de milha.

A sua vida mudou em pouco tempo, né?
Celni: Sim, muito!

E você não sentiu medo em nenhum momento?
Celni: Medo não, mas eu fico ansiosa. Eu acho que, quando você vai fazer alguma coisa e acredita que dará certo, você não sente medo. E hoje, o que mais me dá força é a minha filha.

Quantos anos ela tem?
Celni: Fez três anos. E já decidi que em todos os eventos, ela irá me acompanhar. Está dando tudo certo. Mas, claro, nem sempre foi assim. Poxa, eu mudei minha vida completamente em pouco tempo. Mas está tudo bem.

E você está gostando de Bauru?
Celni: Sim, muito. É uma cidade bem tranquila e eu nunca gostei muito de Uberlândia. Eu sempre gostei mais de cidade do interior, lugares menores. Eu acho que eu nasci para morar em fazenda, na verdade! (risos)

Tem alguma coisa aqui na cidade que te incomoda?
Celni: Eu sou bem tranquila e estou gostando daqui. Mas a única coisa que está me incomodando são os buracos! (risos)

E se você puder citar apenas uma coisa, qual o seu maior sonho hoje?
Celni: Nossa, que difícil! (risos). Eu acho que é montar meu rancho. Voltar às minhas origens. Meu pai foi pecuarista por 45 anos, então eu cresci com isso. Gosto de estar perto dos animais e acho que hoje é tudo muito diferente, as pessoas perderam alguns valores. Está todo mundo muito ambicioso. Nossa, eu não estou acostumada com isso! O que é diferente dos animais, né? Eles são mais amorosos.

Sua vida virou do avesso em dois anos. Mas o que você acha que não mudou e continua em você?
Celni: Ah, a minha personalidade. Eu vou ser desse jeito aqui ou no Japão! (risos) Hoje eu sou uma pessoa mais calma do que eu era antes. Sinto que hoje eu sou mais ponderada. Como teve essa mudança muito brusca na minha vida, eu penso mais antes de fazer alguma coisa. Melhorei muito, mas jamais vou mudar.

E você é uma pessoa que não vive sem sonhos, né?
Celni: Sim, com certeza. E é até engraçado porque, quando eu sonho com algo, a minha força dobra para conquistar.

A Brasileirinho Delivery Bauru está localizada na Avenida Getúlio Vargas, 23-181
Horário de funcionamento: 10h às 14h, de segunda a sexta.
Mais informações: 3204-7454 ou brasileirinhodelivery.com.br/

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