caco de castro mix tv
Foto: Reprodução/Facebook

Atualmente ele mora em São Paulo, mas foi a partir de sua passagem por Bauru que tudo começou! Caco de Castro, apresentador na MIX TV está prestes a lançar o primeiro trabalho musical, um EP com músicas românticas, já que adora uma ‘sofrência’, como ele mesmo diz.

O trabalho é fruto da amizade com o produtor bauruense Emil Shayeb que, durante uma conversa com o apresentador, percebeu que a carreira, que começou aqui na cidade, poderia render bons frutos.

O Social Bauru conversou com o apresentador sobre esse novo trabalho, a carreira na tevê e claro, sobre Bauru, cidade que ele não esqueceu, mesmo não morando mais aqui há tantos anos. “Eu adoro ir a Bauru. Adoro a região toda, Jaú, Barra Bonita… Eu me sinto em casa, aliás, eu amo estar em cidades menores. Eu moro na capital e fui recebido de braços abertos por aqui, mas nada se compara ao céu azul do interior”.

Confira o bate-papo:

Em que período da sua vida você morou em Bauru?
Caco: Eu morei em Bauru de 1998 a 2004. Fiz 3º colegial no Objetivo e depois entrei na faculdade de direito de Bauru, na ITE. Eita faze boa! Deu saudades só de lembrar! (risos)

Você você morava com a família?
Caco: Morávamos eu e meus irmãos, Rodrigo e Rita, que estudavam odontologia. Acabei indo morar em Bauru porque meu irmão já estudava odontologia e meus pais queriam que eu preparasse para a faculdade em um colégio melhor, já que eu estudei em uma escola pública durante todo o ensino médio. E no fundo ele queria que eu fizesse a mesma faculdade que ele, na ITE. Técnicas de persuasão de meu papai!

E foi aqui que você percebeu que queria ser cantor, certo? Como foi isso?
Caco: Na verdade eu sempre cantei! Eu era o chato que acordava cantando, quer dizer, ainda sou! (risos) E sempre me enfiei no meio das bandas e, na maioria delas, eu era expulso. Eu não sabia cantar, eu gostava cantar, então tinha uma grande diferença. Mas foi durante a faculdade, e já morando em Bauru, que eu tive o meu primeiro êxito na música: entrei em uma banda de Barra Bonita, ainda sem saber cantar direito, mas deu tudo certo. Eles precisavam desesperadamente de uma pessoa de ‘frente’ e eu queria cantar, ou seja, tiveram paciência e me ensinaram muita coisa. Mais ou menos, no começo foi assim: ‘já que não tem tu, vai tu mesmo!’ (risos).

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Foto: Reprodução/Facebook

Você se apresentava em bares daqui?
Caco: Eu ainda peguei uma fase boa das bandas de clube, sabe? Por exemplo, em Bauru, eu pude cantar pra muita gente em festas no BTC, na Hípica, festas do Ticomia, etc… A banda era muito bacana e tinha um público muito grande. Para vocês terem noção, por onde tocávamos, vinham pessoas de Araçatuba, Rio Preto, Birigui, Lins e Ribeirão.

Muitos comentam que a cena musical da cidade é muito rica. Você sentiu isso?
Caco: Eu acho essa região aí muito rica e com muitos músicos de ponta! Bauru é uma cidade formadora de opinião e sempre que passo por aí, gosto de ver as bandas e cantores se apresentando. E eu sou uma salada musical! Talvez seja reflexo de minha antiga banda, onde tocávamos de tudo. E quando falo de tudo, eu falo de tocar um som da Ivete e na sequência vir uma do Guns N` Roses. Aprendi que não existe estilo ruim. Existe música boa e ruim dentro de qualquer estilo. Eu sou Natural de Três Lagoas (MS) e cresci ouvindo os grandes do sertanejo, mas gosto muito de música da Bahia, rock melódico… Heavy Metal! Entendeu porque eu disse que sou uma salada musical? (risos).

Qual o seu estilo musical e as suas maiores referências?
Caco: Posso dizer que meu EP será de músicas que falam de amor. Pensa em um cara que gosta de uma ‘sofrência’…

E lembra de alguma história engraçada envolvendo a música aqui?
Caco: Eu caí do palco uma vez em uma festa… Estava dançando e cantando uma música de axé e tinha muita fumaça, eu pulava feito um macaco, e não deu outra: caí no chão! (risos) Levantei, vi que estava tudo bem, e continuei… ainda bem que não tinha tanta tecnologia, porque se tivesse, eu estaria em alguma video-cassetada.

E por que saiu de Bauru?
Caco: Terminei a faculdade e já estava meio inquieto, já sabia que não queria ser advogado, porque entrei na faculdade achando que eu poderia mudar o mundo, mas… Descobri que as coisas não são bem assim.
Então, resolvi estudar teatro em São Paulo, meio que sem saber que era isso, e aqui foi onde tudo aconteceu. Foi difícil, ralei muito, não tinha dinheiro pra nada, morava de favor, viajava todo fim de semana para fazer shows, mas foi uma fase incrível. Descobri que, quando se quer alguma coisa, mesmo que você não saiba direito, basta focar e correr atrás que elas acontecem.

E hoje você é apresentador da Mix TV. Como surgiu essa oportunidade e há quanto tempo você está trabalhando aí?
Caco: Estou há 9 anos na tevê. Estava um dia no curso de teatro e uma amiga falou que havia sido chamada para um teste na MTV. Ela falou que não gostava, mas que achava quer era a minha cara. Eu fui, despretensioso, mas fui. Imagina o caipira na MTV trabalhando com Marina Person, Casé, João Gordo… E não é que eu passei no teste? Eles riram muito de mim quando me perguntaram qual tinha sido meu último CD comprado e eu, sem titubear, falei: Roupa Nova acústico! Eles devem ter achado bonitinho um cara que não falava de RadioHead. Está aí um lance que a gente tem que ter na vida, ser autêntico! Fiquei por lá no Disk MTV VJ EM TESTE. Não ganhei o reality, mas soube que amava comunicação. Resultado: fiz um teste pra MIX TV em 2006 e lá estou até hoje. Tenho muito a agradecer a emissora, foi e é minha faculdade até hoje, aprendi a fazer externas, programa em estúdio, programa ao vivo, transmissões de show e etc.

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Caco de Castro e Emil Shayeb. Foto: Reprodução/Facebook

Você está gravando um novo trabalho musical com o produtor bauruense Emil Shayeb, certo? Como vocês e conheceram e como está esse trabalho?
Caco: Eu sei que o Emil vai me xingar por falar isso, mas vou falar mesmo assim! (risos) Sempre digo que temos anjos em nossas vidas e o EK Muisk (projeto musical de Emil com Luciana Pires) é um desses. Nos conhecemos em uma entrevista com o EK MUZIK na Mix TV e o ‘santo bateu’. Contei minha história e ele falou pra gente gravar. Eu sou muito enrolado, tenho mil ideias o tempo todo e se não tenho pessoas para me ajudar, muitas delas morrem. Mas isso não aconteceu. Estamos gravando um EP e está ficando ótimo! O Emil é muito bom no que faz e o melhor, ele executa, planeja, tem uma equipe massa, e isso faz toda a diferença.

Tem alguma data para lançamento?
Caco: > Já estamos finalizando, devemos colocar no mercado, com clipe e tudo mais, no meio do ano. Ainda não tenho uma data certa, talvez lancemos singles para experimentar, e depois um CD, estamos definindo ainda. Teremos uma regravação que eu acho que a galera vai amar! #ProntoFalei

Por causa desse trabalho, você está vindo mais para cá. Como é voltar? Ainda se sente ‘em casa’ aqui?
Caco: Eu adoro ir a Bauru. Adoro a região toda, Jaú, Barra Bonita… Eu me sinto em casa, aliás, eu amo estar em cidades menores. Eu moro na capital e fui recebido de braços abertos por aqui, mas nada se compara ao céu azul do interior.

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