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Ela tem uma rotina de exercícios bem puxada, está sempre em dieta, mas garante estar muito feliz com a sua nova vida. Há três anos, a bauruense Thaysa Gonçalves é fisiculturista – prática ainda pouco difundida no interior – e encara, muitas vezes, o preconceito.

“Algumas pessoas ainda acham estranho o corpo de mulher definido. Em época de competição, eu sofro um pouco com isso, mas não ligo. Sou segura e sei o quanto faço e me dedico para isso – quem convive comigo sabe muito bem. A motivação está em mim! A vontade que tenho de me superar a cada preparação, a cada competição, é o que me leva adiante”. afirma a atleta.

Nessa entrevista para o Social Bauru, Thaysa ainda fala um pouco mais sobre a rotina, como consegue conciliar as atividades físicas com a vida pessoal e mais detalhes sobre o campeonato que irá participar ainda esse mês.

Confira:

O que, de fato, significa ser fisiculturista?
Thaysa: Fisiculturismo não é apenas mostrar músculos como algumas pessoas falam e sim um estilo de vida. Não é necessário ter músculos exagerados, mas ter um padrão atlético de acordo com as regras das categorias, sem perder a feminilidade. Esse esporte está crescendo a cada dia, premia não apenas a definição perfeita do corpo, mas também a sutileza feminina. Critérios como a beleza facial, jeito de caminhar no palco, simpatia, biquíni, unhas e delicadeza também contam.

Há quanto tempo você é fisiculturista?
Thaysa: Faz três anos que comecei a participar das competições. Antes de começar, eu já era amante da musculação e alimentação saudável, ou seja, não foi difícil pra mim, pois minha rotina mudou pouco.

Quando e como surgiu o interesse nessa área?
Thaysa: A musculação já fazia parte da minha vida quando conheci meu preparador físico que me convidou para competir há três anos como Bodyfitness. Resolvemos começar a preparação para meu primeiro campeonato e, depois disso, não parei mais. Já estou indo para o terceiro campeonato. Desde pequena eu já gostava de esportes. E, apesar de também já ter gostado de ir bastante à festas, eu sempre optei por alimentação saudável e sempre fui amante de academia. Então, eu sempre soube que nada é impossível – basta querer. E todos conseguem!

Qual a sua rotina?
Thaysa: O meu dia é bem corrido como de todos. Muitos acham que fisiculturista só cuida do corpo – muito pelo contrário! Eu trabalho, estou no segundo ano de nutrição e pretendo atuar na área esportiva. Então eu sempre divido ao máximo meu tempo para que tudo no final do dia corra bem e dê tudo certo. Tenho horário pra tudo, principalmente, para me alimentar. Levo tudo comigo, minhas marmitas são minhas companheiras, não tenho nenhuma dificuldade, pois sei conciliar tudo.

Você enfrentou ou enfrenta muito preconceito das pessoas?
Thaysa: Algumas pessoas ainda acham estranho o corpo de mulher definido. Em época de competição, eu sofro um pouco com isso, mas não ligo. Sou segura e sei o quanto faço e me dedico para isso – quem convive comigo sabe muito bem. A motivação está em mim! A vontade que tenho de me superar a cada preparação, a cada competição, é o que me leva adiante.

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O que mudou no corpo?
Thaysa: Minha dedicação desde o início sempre foi 100%, por isso é tão significante a mudança do meu corpo em poucos anos.

E como é a sua alimentação?
Thaysa: Minha rotina alimentar varia muito, isso depende do período da minha preparação. Eu me alimento sempre de três em três horas. Na minha fase Pré-Contest (pré-competição), eu fico o tempo todo numa dieta bem restrita em carboidratos, juntamente com uma boa fonte de proteína e gorduras saudáveis, como oleaginosas (castanha do pará e amêndoas). Por ser uma atleta de competição, minha exigência física é superior à média. é preciso muita determinação e ter uma disciplina mental extrema. É uma adaptação a longo prazo. Mesmo fora de competição, tenho que manter a dieta. E geralmente eu faço várias dietas ao longo do ano, não tenho uma dieta específica para mim, sempre meu nutricionista e treinador montam algo para o meu perfil. Minhas dietas são equilibradas e que qualquer pessoa deveria seguir para diminuir as gorduras ou manter um físico saudável.

Não pode sair nunca dessa rotina de alimentação? Quando você está com vontade de comer alguma ‘porcaria’, o que come?
Thaysa: Já não sinto falta de comer ‘porcaria’. Mas, se tenho vontade, sempre procuro alimentos saudáveis ou faço minhas receitas fit. Quando a vontade torna-se muito grande, tento ser criativa usando os suplementos e frutas para desenvolver alternativas para saciar estes desejos de forma saudável. Isso é questão de hábito e estilo de vida!

E você vai participar de um campeonato, certo?
Thaysa: Sim, campeonato paulista, no próximo dia 14. Serão várias categorias femininas e masculinas, divididos em dois dias.

E você já ganhou algum título?
Thaysa: Sim, a copa litoral Guarujá 2013, como vice-campeã body fitness.

Qual a melhor coisa e a pior em ser fisiculturista?
Thaysa: Gosto dessa rotina de um atleta, de ter que traçar metas e desafios para conseguir chegar ao meu objetivo, gosto de ser diferente. Não tem nada específico que eu não goste, mas o período pré-contest é muito difícil, porque modifica também nosso humor e mexe bastante com nosso psicológico. A dieta é rigorosa, treinar mantendo o foco e disciplina, aturar o preconceito das pessoas também é difícil. Enfim, exige uma mente equilibrada sempre, se não desistimos. Por mais que seja difícil, não me vejo mais fora desse mundo, que vai muito além de somente belos corpos no palco. Só quem vive pode sentir o processo todo, que é uma verdadeira lição de superação.

Sente alguma dificuldade por estar no interior e atuar nessa área?
Thaysa: Sou uma atleta nova nesse esporte, mas tenho uma equipe que me acompanha, além do meu preparador físico. Os melhores atletas acabam conquistando espaço fora do Brasil, porque lá a sua imagem tem mais respeito e, financeiramente, acaba sendo melhor. A cultura brasileira está praticamente voltada apenas para as modalidades desportivas, com grande foco no futebol. O fisiculturismo, hoje, está crescendo muito e eu acredito que, daqui a alguns anos, a própria imagem feminina dentro do esporte será mais valorizada.

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