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Cinco alunos da Unesp de Bauru estão participando da segunda edição do “Da classe ao mercado”, concurso que tem parceria com a Espanha e que possibilita a chance de estudantes trabalharem em conjunto com grandes instituições. Dessa vez, os participantes terão que promover toda a comunicação do exército brasileiro e produzirão peças que poderão ser utilizadas em todo o país.

Para saber mais detalhes sobre esse projeto, o Social Bauru conversou com a equipe Zeppelin – agência responsável por colocar o plano em prática! Confira:

Como surgiu a oportunidade de participar deste concurso?
Equipe Zeppelin: O Programa “Da classe ao mercado” teve sua primeira edição no Brasil no ano de 2014 a partir de uma parceria entre o Departamento de Comunicação Social da UNESP Bauru, representado pela Prof. Dra. Raquel Cabral, e a Universidade de Sevilha na Espanha, que conta com mais de 20 edições do Programa “De la clase ao mercado”. Nesse ano de 2015 houve o interesse da UNESP em manter o Programa já que sua primeira edição foi um sucesso, que teve a Raízen como cliente. Assim, quando abriram as inscrições para a participação do “Da classe ao mercado”, após a divulgação em salas e pelos meios de comunicação da Universidade, os integrantes da Zeppelin Criações se inscreveram e formaram a agência no primeiro módulo do Programa. Os integrantes Ana Laura, Alana e Vitor já se conheciam entre si e os integrantes João Vitor e Fernanda também, porém a formação atual da agência se deu em um primeiro encontro mediado pela Prof. Dra. Raquel.

Quem poderia participar?
Equipe Zeppelin: Todos os alunos que estão devidamente matriculados na FAAC/UNESP poderiam se inscrever no programa. Atualmente são 8 agências interdisciplinares compostas por uma média de 5 alunos. Na Zeppelin contamos com 3 alunos de Relações Públicas, Ana Laura, Alana e Vitor, e 2 de Design Gráfico, João Vitor e Fernanda.

Como funciona este concurso?
Equipe Zeppelin: O Programa funciona dividido em quarto módulos: a criação das agências; o briefing e contrabriefing do cliente e estratégia; criação e produção campanha e por último a apresentação. Tudo tem a coordenação da Prof. Dra. Raquel Cabral e a colaboração de mais de 20 professores da UNESP para aplicação dos módulos e tutorias. Dessa forma, os alunos se inscreveram separadamente, em sua maioria, ou com grupos já formados e passaram pelo primeiro módulo fundado em teorias e tutorias para a criação das agências. Desde reunião em grupos até criação de uma identidade visual, texto corporativo, divisão de funções e mídias. Apenas no segundo módulo é que as agências souberam qual seria o cliente com que trabalhariam. Tiveram acesso ao briefing e trabalharam em estratégias para atingir o objetivo proposto. O terceiro módulo é dedicado à criação e produção das estratégias propostas para posterior apresentação ao cliente. O quarto e último módulo consiste na preparação das agências apara apresentarem suas estratégias e produções para o cliente real e uma banca de jurados em um evento final, no dia 28 de janeiro de 2016. As agências, por terem a missão de produzirem as estratégias além de traçá-las, também devem, preferencialmente, organizar-se para a arrecadação de fundos, através de patrocínios, investidores, ajudas de custo, ou até mesmo, realizando pequenos trabalhos à externos.

Como surgiu a parceria com o Exército?
Equipe Zeppelin: A ideia de fazer parceria com exército surgiu quando os alunos da FAAC, juntamente com a Prof. Dra. Raquel Cabral foram para Brasília e ficaram hospedados no Batalhão da Guarda Presidencial. Os alunos visitaram as instalações do exército e conheceram os mais diversos departamentos e áreas de atuação da instituição. Com essa visita, surgiu nos professores da FAAC, que estão organizando o programa “Da classe ao mercado”, a ideia de firmar a parceria com o exército, por esta ser uma instituição de grande renome, abrangência e que presta serviços tão importantes à sociedade.

Qual o trabalho que vocês estão fazendo em conjunto?
Equipe Zeppelin: Atualmente, o programa se encontra em seu segundo módulo, ou seja, o módulo da estratégia. Por isso, nesse momento a Zeppelin está estudando o cliente, Exército Brasileiro, e os públicos que pretendem atingir com as ações para iniciar o projeto estratégico de proposta de resolução do briefing.

Independente se vencerem o concurso, o exército irá usar o material de vocês? Em todo o país?
Equipe Zeppelin: O exército utilizará as estratégias da agência vencedora do programa em todo o país. Por isso é para todos nós um desafio e uma oportunidade muito grandes.

E está acontecendo uma ligação dos alunos daqui com os da Espanha, certo? Como está sendo isso?
Equipe Zeppelin: O programa “Da classe ao mercado” teve início na Espanha e consta com um histórico de 20 edições. Em 2014 o programa veio para o Brasil. Essa parceria intercultural entre Brasil e Espanha quer aproximar ainda mais duas culturas através de um concurso no qual as equipes brasileiras e espanholas podem conversar entre si e s e tornarem ‘parceiras’ para que uma possa ajudar a outra durante o processo. Esse contato ainda não está acontecendo formalmente porque o Programa, na Espanha, ainda não teve início, porém no dia 26/08 um aluno espanhol, integrante da agência vencedora da última edição do “De la Clase a la cuenta” esteve em Bauru conversando com as agências da edição brasileira. Agora, a aluna Alana Gomes, responsável pela função de estratégia da Zeppelin Criações, trabalha em uma iniciação científica no Brasil, junto à UNESP e à Prof. Dra. Raquel Cabral, fomentada pela Fapesp, em que estuda os processos interculturais na comunicação. A Alana vai estender sua pesquisa à Espanha e acompanhar de perto a organização do “De la clase a la cuenta” que estará em sua fase inicial — Módulo 1 —nos meses de setembro e outubro.

Quando será a final do concurso?
Equipe Zeppelin: A final do programa será no dia 28 de janeiro de 2016 no anfiteatro Guilherme R. Ferraz “Guilhermão”.

Qual a premiação?
Equipe Zeppelin: A premiação é justamente a aplicação da estratégia vencedora pelo cliente à nível nacional.

Mesmo se não vencerem, ter participado já valerá a pena?
Equipe Zeppelin: A experiência em participar de um programa intercultural já está valendo a pena. Aprendemos muito aplicando conceitos da sala de aula, fora dela. Trabalhar em uma equipe interdisciplinar e com pessoas diferentes entre si é uma experiência intensa e que reflete muito o ambiente que nos espera após a faculdade, independente do setor econômico em que formos trabalhar. Ter contato próximo com a alta patente do Exército Brasileiro é um privilégio que nunca imaginamos ter e é o que estamos vivenciando com a participação no Programa. O desafio é ainda mais interessante por se tratar de uma organização pública, o que foge totalmente do que é foco hoje em dia em todas os cursos de comunicação, que é o segundo setor da economia.

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