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A vitória do Paschoalotto/Bauru sobre o Caxias do Sul na última sexta-feira (20) teve gosto diferente para um atleta: o armador Stéfano Pierotti de apenas 17 anos.

Nascido em Porto Rico, província de Misiones, na Argentina, Stéfano chegou a Bauru em janeiro de 2015 para integrar as categorias de base do Paschoalotto/Bauru e ganhou destaque dentro de quadra até ser relacionado para o time principal bauruense. Na partida contra o Caxias do Sul, Stéfano se tornou o estrangeiro mais jovem a atuar em uma partida de NBB na história da competição.

“Quando o Demétrius me chamou no banco, meu coração parou”, brinca o argentino. “Sempre trabalhei para evoluir, foi assim quando fui chamado para integrar o time Sub-19. Me senti muito feliz quando fui chamado para treinar no time adulto. Sabia que não podia acomodar que tinha que treinar, treinar e treinar mais. Não consigo descrever aqueles dois minutos em quadra, foi como realizar um sonho, sabia que também estava realizando o sonho do meu pai”, complementa o jovem armador.

Na primeira partida de NBB da carreira, Stéfano permaneceu em quadra por pouco mais de dois minutos, tempo suficiente para anotar três pontos da zona morta e ouvir seu nome ecoando pelo ginásio Panela de Pressão. “Recebi a bola na zona morta e resolvi bater para dentro. Mas a jogada deu volta e na sequência recebi a bola de novo ali na zona morta, era a segunda vez, não tive dúvida, resolvi chutar e naquele momento passou inúmeras coisas na minha cabeça”, descreve o argentino.

Filho de Victor Alejandro Pierotti e Viviana Noemi Alles, Stéfano cresceu envolto ao esporte da bola laranja. Seu avô, Don Victor Anjo Pierotti, foi um dos primeiros treinadores de basquete da província onde vive a família. Seu pai também seguiu o caminho do esporte, hoje é professor de educação física e também treinou a modalidade na pequena cidade argentina de Porto Rico. “Digo que o basquete é muito importante para a minha família, por que a minha família vem do basquete”, conta Alejandro.

Sobre a estreia do jovem jogador no principal time do Paschoalotto/Bauru, Alejandro afirma que teve um palpite certeiro. “Algo me dizia que este jogo seria a estreia dele. Até coloquei no status do meu WhatsApp ‘Amanhã, sexta-feira dia 20, A Grande Estreia’. No momento do jogo, estávamos abastecendo o carro para ir até São Paulo ver o jogo do Sub-19 e Sub-17 e a Francine (administrativo do Bauru Basket) me mandou o vídeo da cesta que ele fez. Foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida”, relembra o pai.

Sobre a conversar com o filho após a estreia, Alejandro relembrou uma frase do técnico da seleção brasileira e campeão olímpico pela seleção argentina em 2004, Ruben Magnano: “agora não pode deixar o trem passar”.

Hermano na Cidade Sem Limites
O caminho de Stéfano até Bauru passou pela capital paranaense; foi em Curitiba que o argentino chamou a atenção de Fabio Pellanda, coordenador técnico das seleções paranaenses. E essa foi a primeira vez que Stéfano deixava a casa dos pais. “A minha vida inteira eu treinei e joguei em minha cidade e sair para outro país era desafiante. No começo senti muita falta da minha família, mas pensar no basquete, que estava fazendo o que eu gostava aliviava a distância”, desabafa Stéfano.

Para a família também foi uma decisão difícil. “Foi muito difícil, mas eu via que ele buscava nesta oportunidade o sonho de se tornar jogador. Fomos até Bauru e a estrutura de lá nos deixou mais tranquilos e confiantes em deixar o Stéfano seguir seu sonho”, apontou o pai do armador.

Stéfano no Sub-17
Armador titular da equipe Sub-17 do Paschoalotto/Bauru, Stéfano é responsável por 302 pontos, em 20 jogos, média de 15,1 pontos por partida no Campeonato Paulista. A equipe Sub-17 está na final da competição estadual e aguarda a série entre Pinheiros e Sesi (Franca) para conhecer o adversário da final.

Ídolo x Inspiração
“Meu maior ídolo no basquete é Manu Ginóbili. Fico fascinado do jeito como ele joga e gosto muito de vê-lo jogar”, diz Stéfano sobre o argentino tetra campeão da NBA, campeão olímpico em 2004 e duas participações no All Star Game (Jogos das Estrelas da NBA).

Mesmo fascinado pelo jogo de Ginóbili, Stéfano aponta outro conterrâneo como inspiração. “Meu ídolo é o Manu, mas me espelho muito no Facundo Campazzo, pelo estilo de jogo dele. Ele é muito intenso, marca a quadra toda, ataca o tempo todo e mantém essa intensidade durante todo o jogo. Me espelho muito nele para melhorar meu jogo”, aponta Stéfano.

Sobre as pretensões futuras, o argentino mantém o foco “Todo atleta de basquete sonha com a NBA, não vou negar que é meu sonho também, mas quero jogar o meu melhor onde quer que eu esteja, seja na Argentina, Brasil, Espanha ou quem sabe na NBA”, finaliza.

Texto: Assessoria Bauru Basket

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