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Um presente deu o pontapé inicial para o bauruense Bruno Ducatti expandir a sua criatividade. Tudo começou em 1994, quando ganhou uma filmadora de presente de sua mãe. “Fiquei de cara. Eu nem havia pedido! Será que era um sinal?”, comenta. Mas foi a partir de uma temporada que passou no Japão, onde morou durante sete anos, que Bruno teve a oportunidade de passar por um verdadeiro intercâmbio cultural, descobrindo ainda mais a sua veia artística.

“Fui para o Japão com o intuito de pesquisar a tecnologia audiovisual e, de quebra, juntar um ‘dindin’. Morei nas províncias de Tóquio, Hiroshima e Osaka. Voltei para o Brasil em 2006 com muitas novidades, pois o Japão é anos luz a nossa frente, em vários aspectos da vida”, afirma.

Como o Japão já tinha celulares com câmeras ótimas, Bruno desenvolveu ainda mais o seu trabalho. “Como eu disse, eu tinha 14 anos na época em que ganhei a minha primeira filmadora. Eu lembro que chamava meu primo Diego para me ajudar nas ‘produções’ e fizemos vários mini-filmes. Depois disso, peguei gosto pela tecnologia e fui ao encontro dela, lá no Japão”.

De volta ao Brasil, Bruno se especializou em cursos de cinema e audiovisual, em São Paulo. E, logo em seguida, voltou para a sua cidade-natal, onde fundou os Estúdios Magan.

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Há algumas semanas, o trabalho de Bruno vem ganhando a atenção no Facebook, com o chamando ‘drone arteiro’. “As fotos que publicamos foram tiradas com imagens de um drone. Nós, aqui do estúdio, o chamamos de ‘drone arteiro’, porque gostamos muito de artes, como fotografia, pintura, teatro e cinema. O estilo mini-planeta, foto 360, é a mais nova categoria da fotografia, que nasceu recentemente e inclui o drone e o fotógrafo. O resultado é surpreendente. Estamos muito felizes com o avanço da tecnologia em nossa área”.

Ele conta que a inspiração surgiu por meio de uma rede social, semelhante ao Facebook, mas de drones, onde ele tem acesso a vários materiais e arquivos. “Existem vários estilos de pilotos e droneiros. Nem todos são para o audiovisual, e isso é muito legal. A inspiração veio de um amigo turco, chamado Aydin Buyuktas, que fez fotos maravilhosas da Turquia”.

Com formação técnica em Cinema Digital e especialização em movimentos de câmeras e Engenharia de Som (captação de áudio e edição), Bruno comenta que o espírito do estúdio é eclético, priorizando a arte, a natureza e a qualidade de vida. “Escolhemos o nome Magan, para o nosso estúdio, porque quer dizer água em tupi-guarani. E eu me identifico muito com a água. Tem uma frase do Bruce Lee que diz assim: ‘Esvazie sua mente de modelos, formas, seja amorfo como a água. Você coloca a água em uma garrafa, ela se torna uma garrafa. Você coloca ela em uma chaleira, ela se torna uma chaleira. A água pode fluir, a água pode destruir. Seja água meu amigo'”.

Para ele, tudo é inspiração – especialmente os primeiros raios solares, quando a luz é mágica, sem deixar de lado os diferentes elementos da cidade de Bauru. “A nossa cidade me inspira muito. Como costumo dizer, nós temos até um astronauta! É uma verdadeira ‘Springfield’. Tem de tudo um pouco. Ela representa muito bem o seu significado que é cesta de frutas. Acredito que é a nossa diversidade de pessoas brilhantes que moram aqui.”

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