intercambistas-topo

Bauru recebe em média 50 intercambistas por ano. Eles chegam de todas as partes do mundo, principalmente da América Latina, para estudar, trabalhar, conhecer a cultura e aprender diversas novas atividades. Tudo isso garante à cidade uma maior movimentação econômica e enriquecimento cultural.

Quando chegam em um novo país, uma nova cidade, tudo é novo e estranho. Muitos encontram a dificuldade de adaptação, enquanto outros se sentem em casa. “Eu me adaptei muito rápido, pois a maioria das coisas eram muito parecidas com as de onde eu vim”, explica Sergio Bardales, que veio da Colômbia. Apesar da rápida adaptação, o colombiano sente muita falta da família. “É como se faltasse algo. Você sente uma solidão quase que permanente, mas eu tento pensar no lado positivo de que estou conhecendo pessoas e diversas outras coisas que eu não conheceria em casa”, conclui.

Em Bauru, os programas de intercâmbio podem ser encontrados em diversas instituições, como USC, Unesp e USP. Além disso, organizações como a AIESEC são voltadas totalmente para os programas de intercâmbio. A AIESEC é uma organização não governamental e não voltada para lucro, afiliada com o Departamento de Informação Pública das Nações Unidas e reconhecida pela UNESCO. A ONG tanto recebe, quanto envia intercambistas para trabalhos voluntários. O foco é, principalmente, com países da América Latina, África, Ásia e Leste Europeu.

Muitos fatores levam um intercambista a escolher determinado lugar. Para Sergio, o Brasil interessou principalmente pela curiosidade que ele tinha em conhecer a cultura. Uma das coisas que o colombiano mais gosta de fazer em Bauru é comer açaí. “O melhor do Brasil”, afirma. Já Nathalia Marroquín Romero, que também veio da Colômbia, responde com o olhar do trabalho voluntário que faz. “Gosto muito de ir trabalhar com as crianças e poder ajudá-las”, conta.

O Brasil ser um dos centros turísticos do mundo é outro fato que atrai as pessoas. “Escolhi o Brasil pelo turismo e por toda sua beleza”, afirma o colombiano Juan Pablo Zapata, de 18 anos. Daniela Nieto, também colombiana, e Nathalia concordam quando o assunto é Bauru, as duas enxergam na cidade um leque de lugares interessantes a se visitar. “É uma cidade pequena, mas com uma diversidade cultural muito grande, apesar de sentir falta de alguns pontos turísticos”, diz Daniela.

O intercâmbio é uma experiência que marca a vida das pessoas de alguma forma e faz com que as pessoas tenham, algumas vezes a vontade de retornar ao local da experiência. Para Sergio, a vontade existe. “Em um futuro, se o destino permitir, quero voltar e ficar por mais tempo”. A resposta é sim também para Juan, Daniela e Nathalia. “Se no futuro eu voltar para Bauru, espero que seja para ajudar e contribuir muito mais”, finaliza Nathalia.

Compartilhe!
Carregar mais em Geral
...

Verifique também

Acadêmicos da Cartola é a campeã do Carnaval de Bauru em 2024

A Prefeitura de Bauru, através da Secretaria de Cultura, realizou nesta quarta-feira (14) …