Paris, Roma, Salvador… que tal fugir do roteiro comum de viagens e experimentar um lugar totalmente novo? Pois foi exatamente isso que alguns moradores da cidade fizeram. Eles escolheram locais inusitados para explorar e garantem: valeu muito a pena!

Que tal ir para Guatelama, Egito, Vietnã ou Polônia? Nunca pensou nestas possibilidades? Então confira alguns depoimentos que talvez farão você mudar de ideia!

Renan Quinhoneiro visitou Nha Trang, no Vietnâ em setembro de 2015

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“Um país diferente que eu tive a oportunidade de visitar foi o Vietnã. Eu fazia uma viagem pelo sudeste asiático e o Vietnã sempre me despertou uma grande curiosidade por sua história, que infelizmente é permeada pela infame guerra com os Estados Unidos. Moramos em um país tão distante e com tanta influência americana que achei interessante conhecer um pouco mais da história pelo do ponto de vista deles e, claro, poder apreciar a famosa culinária vietnamita. quando perguntado sobre locais inusitados, um dos lugares que me vem em mente é Nha Trang, uma cidade vietnamita com uma característica um pouco curiosa. Ela é uma cidade litorânea, conhecida por ser a capital vietnamita do mergulho e um lugar bem diferente das outras cidades do país que havia visitado até então. Uma cidade bastante moderna, com muitos prédios novos, bastante limpa e repleta de turistas russos, a ponto de ser mais fácil fazer check-in em um hotel falando russo do que em inglês. Português então, nem pensar. Mas foram muitos aprendizados e surpresas a todo momento. Por lá, o simples ato de atravessar a rua é uma aventura. Procure vídeos na internet e vocês entenderão o porquê. É uma loucura a quantidade de motos e a falta de leis de trânsito, mas é um caos que aparentemente funciona. A comida é uma delícia e não faltam boas opções de restaurantes para todos os bolsos. Além disso, Nha Trang e o país como um todo é repleto de belas praias. Outro detalhe: os preços são ótimos. Passagens são realmente mais caras saindo do Brasil, devido a distância. Em compensação, acomodação, alimentação, passeios, compras, tudo é muito barato principalmente se comparado com qualquer país do oeste europeu ou os EUA, que são exatamente os destinos mais procurados por brasileiros. Para os amantes de café assim como eu, o Vietnã é imperdível. É o segundo maior produtor do grão no mundo, atrás apenas justamente do Brasil mas eu prefiro as formas de preparo deles. Café gelado está disponível pra todos os lados, assim como outras opções curiosas, com leite condensado, com água de coco e até batido com clara de ovo, formando uma espuma bem gostosa, acredite!”

 

Giovanna Falchetto visitou o Egito em 2014, por meio da Aiesec
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“Eu escolhi visitar o Egito por causa do projeto social que iria desenvolver lá por meio da Aeisec (projeto sem fins lucrativos). Mas sempre quis fazer um intercâmbio em um lugar fora do convencional e quando pesquisei mais sobre o país e a cultura, eu me encantei. Fechei na hora! O mais incrível foi conhecer as pessoas de lá, com certeza! Eu via que elas estavam se esforçando pra que a minha viagem fosse inesquecível. Os egípcios têm uma energia e hospitalidade incríveis. Apesar de muito acharem uma loucura, principalmente por conta da primavera árabe que tava desenrolando na época, foi incrível. Indico o local por causa das pessoas, cultura, comida e pela praia de Dahab – o lugar mais mágico do mundo inteiro. E ah, não posso das pirâmides, claro, além do mercado Khan el Khalili.”

 

André Prioste visitou a Polônia em 2014, também pela Aiesec
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“Na Polônia eu tive a oportunidade de conhecer seis cidades diferentes: desde Varsóvia (capital) e Krakóvia, que são cidades turísticas, cosmopolitas e marcantes para a história polonesa; até a pequena cidade de mil e quinhentas pessoas de Bychawa, que era capaz de acolher qualquer visitante como um familiar. Nesta experiência, também destaco 2 semanas que fiquei em Lublin, uma cidade universitária de 300 mil habitantes que funcionava como referência para sua região, que nestes aspectos, parece-se muito com Bauru. Eu escolhi estes locais por alguns motivos. O primeiro era de conhecer algum país da Europa, de preferência os que ficassem fora do eixo turístico convencional, por isso, inicialmente, decidi optar por países do leste europeu como Polônia, Croácia, Romênia e Rep. Tcheca. Feito o leque de possibilidades, agora eu devia decidir qual o melhor lugar para realizar meu projeto, que na ocasião era um trabalho voluntário desenvolvido pela ONG AIESEC. A Polônia, além de ter ótimos feedbacks em relação aos projetos desenvolvidos, também possuía um projeto que particularmente me chamava a atenção: dar aulas em inglês sobre cultura brasileira para adolescentes poloneses – essa era uma ótima oportunidade de aperfeiçoar meu inglês e também de mostrar aos jovens poloneses a visão de um brasileiro sobre seu país, sem estereótipos e preconceitos. Além desses fatos, conhecia pouco sobre a história polonesa, essa era uma oportunidade de conhece-la melhor e também menciono o fato da moeda polonesa tem um valor semelhante à nossa, barateando o custo da viagem. Eu indicaria estes locais por dois motivos bem legais. Conhecer a Polônia é uma ótima maneira de vivenciar uma história e formação de sociedade diferente da nossa, isso sem dúvidas é uma experiência muito enriquecedora e legal de se fazer. E segundo, pelas vodcas polonesas. Acreditem, elas são as melhores! Dois locais me deixaram lembranças marcantes. O primeiro, a Krakóvia, uma cidade turística e cheia de história, com inúmeras atrações, bares e passeios – um ótimo lugar para se divertir com amigos. Em segundo, o museu do Campo de Concentração de Majdanek, próximo a Lublin. Um local carregado de história e sentimentos, que nos toca profundamente por nos colocar em contato com o holocausto polonês e com as barbáries cometidas neste período.”

 

Danielle Pinheiro conheceu a Guatemala
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“Eu fiquei um dia na Guatemala, mais especificamente a cidade de Antígua, por um dia, pois fazia parte do roteiro do cruzeiro em que eu estava viajando. Também visitamos também o Panamá, a Costa Rica, o México e a Colômbia. Mas conhecer a cidade de Antígua foi uma boa oportunidade de conhecer mais a história e arquitetura do local, que é bem interessante e rodeada por vulcões. Quando chegamos no país e começamos a viagem com destino a Antígua, vimos muitos vulcões, um deles havia estado em atividade a pouco tempo, e pudemos ver um rio de lava seca, que parecia bastante com cimento por se tornar cinzenta. Ao chegarmos na cidade visitamos umas ruínas, que são bem interessantes, e depois fomos passear pela cidade. O que mais me encantou foi uma cidade tão pequena com tanta história pra contar. Gostaria de voltar ao país e conhecer mais cidades, e até os vulcões. A cidade tem bastante lugares turísticos e históricos. Um lugar que achei bem bacana foi uma loja de pedras, muito bonita. E o museu arqueológico que tem um museu da prata junto. São bem bonitos e diferentes pra se conhecer. Mas gostaria de ter tido tempo de visitar os vulcões mais de perto!”

 

Aline Bertozzo visitou Bruges, na Bélgica, em 2014
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“Fui para Bruges, na Bélgica. Fica a mais ou menos 1h de Bruxelas. Escolhi pois estava na Europa e queria algum lugar que não fosse muito longe dos meus locais de chegada e partida (Paris e Amsterdã). Sou agente de viagens e sempre indiquei essa cidade para clientes que pediam por uma experiência mais autêntica na Europa. Como a Bélgica fica entre França e Holanda, não tive dúvidas em colocar Bruges no meu roteiro! E adorei! Se eu tiver uma oportunidade, com certeza volto para lá! É muito fácil chegar de trem ou de carro. A cidade não tem aeroporto, o mais próximo é o da capital. Fui no fim de 2014, no começo de novembro. Ainda não era inverno mas já estava muito frio. Fiquei apenas uma noite. A cidade é pequena e realmente não é preciso mais de 2 dias para conhecê-la. Mas confesso que achei muito rápido, pois a cidade é linda e não dá vontade de ir embora! A cidade é pequena, cheia de canais. Há a possibilidade de fazer passeios de barco, mas isso é quase inédito nos dias frios. A praça central da cidade, Grote Markt, é o ponto de partida para as atrações. A praça em si é linda, cheia de casas que preservam o estilo medieval. É também onde se localiza a prefeitura e onde montam uma pista de patinação no gelo (no inverno) e o Mercado de Natal, tradicional na Europa. Há muitos pubs espalhados pela cidade, alguns deles subterrâneos. Eu e minha amiga visitamos o Museu da Cerveja, Museu do Chocolate e Basílica do Sangue Sagrado. O que mais gostei com certeza foi andar por aquelas ruas de pedras, cercadas de canais e casas coloridas. É uma cidade muito bonita. Porque é uma experiência completamente diferente de todas as outras cidades europeias que estamos acostumados a ver e visitar. Dizem que lembra um pouco Amsterdã, porque tem canais e muitas bicicletas… Ainda assim, achei as duas cidades bem diferentes! Pela arquitetura medieval e ruas de pedras, Bruges tem um ar mais rústico e é bem menor. Quase não há carros. Algo muito peculiar e turístico que se pode fazer é dar uma volta de carruagem pelo centro! E com muitos pubs e cervejarias ao redor.”

 

Franciele Ierick e Manoela Dias visitaram a China, em 2015
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“Nós viajamos para China, conhecemos Shanghai, ShenZhen e fomos também para Hong Kong. A Manoela iria visitar o pai dela, que mora em Shanghai há 13 anos. Ela acabou me convidando para viajar com ela na época de férias da faculdade e eu aceitei por ser um lugar diferente de todos os outros que as pessoas costumam visitar. Lá, o grande ponto forte é com certeza a culinária chinesa. Levando em consideração que a cultura chinesa é encantadora e completamente diferente da nossa, o que foi um pouco estranho no começo. Porém são pessoas receptivas, assim como nós brasileiros. Muitos lugares nos encantaram por lá, dois deles e talvez o que mais nos chamou atenção foi o templo Budista Jing’an Temple e o jardim Yuyuan Garden. Uma situação muito engraçada que ocorreu durante nossa viagem era que parecia que nós duas éramos atrações turísticas! (risos). Todos os chineses que nos encontravam na rua e pediam para tirar foto. As noites em Shanghai também eram bem interessantes… é possível encontrar festas em qualquer lugar: desde uma festa em um prédio de 94 andares até um barzinho comum. E ah! Não poderíamos deixar de falar do trânsito desorganizado e confuso. O mais engraçado é que, quando nós dizemos que conhecemos a China, as pessoas sempre perguntam: “Você comeu cachorro por lá?”. Quem tiver a oportunidade de ir, não pode deixar de conhecer o famoso World Financial Center, conhecido como ‘Abridor de Garrafa’, os encantadores templos, jardins, museus, zoológicos e a enorme Nanjing Road que você consegue encontrar de tudo por lá, como a nossa 25 de Março.”

 

Jaqueline Alves conheceu a Georgia, na Europa, este ano
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“Durante o meu intercâmbio, aproveitei para explorar o país inusitado que eu estava, Georgia. Conheci a maravilhosa capital de Tbilisi, praias do mar negro como Batumi, igrejas ortodoxas de séculos passados, como a Catedral de Bagrati, e explorei também muito a natureza local em cavernas e grutas como Sataplia e Prometeus, além de sítios arqueológicos por todo o país. A Georgia me surpreendeu muito em todos os sentidos possíveis. É um país com uma história muito rica, carrega marcas de muitas guerras medievais e também atuais como a separação com a URSS. É interessante conversar com as pessoas mais velhas nas praças das cidades e ouvir histórias sobre o período em que a Georgia fazia parte da Rússia, como era a sociedade na época e os conflitos existentes e as marcas isso deixou tanto no país quanto nas pessoas. Não tem nada mais apaixonante na Georgia do que ir conhecer a beleza natural absurdamente rica do local. As florestas parecem ter saído de um conto de fadas! Há muitos vales de montanhas e infinitas opções de lugares para esquiar no inverno, cavernas de tirar o fôlego e praias no Mar Negro muito diferentes das que vemos por aqui. A comida também é apaixonante! Não tem como não voltar de lá sem um quilinhos a mais do vinho feito artesanalmente e os pães e queijos tradicionais. Mas acho que o que mais me encantou de tudo foram as pessoas: o povo georgiano adora receber turistas, já que isso não é muito frequente e me fizeram sentir parte de lá; parte da família. A Georgia é um lugar para quem quer sair dos roteiros tradicionais e conhecer a Europa com outros olhos e explorar além de tudo aquilo que já conhecemos e, melhor, é uma viagem com um custo muito baixo, pois lá é tudo super barato!”

 

Flávia Martins visitou a República Dominicana em 2011
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“Um dos lugares mais legais que já conheci foi a República Dominicana, onde tive a oportunidade de visitar Punta Cana. É um país com muita pobreza, mas riquíssimo em lugares encantadores. Então, apesar da pobreza, todo o povo, inclusive os vários haitianos que moram lá, são todos hospitaleiros e o país é muito seguro. No período que fiquei lá, encantou a Ilha Saona, onde foi gravado Piratas do Caribe e Lagoa Azul. Vale muito a pena conhecer, sair daquela rotina de ir somente aos EUA, Miami e etc. Melhor que compras é poder ver o quanto a natureza é bela e, com certeza, quem vai pra lá não precisa de mais nada.”

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