juarez

As paredes da Unesp Bauru viraram notícia nos últimos dois anos, por causa de pichações racistas direcionadas a alunos e professores. Um dos nomes lá pichados era o do professor do curso de Jornalismo, coordenador no Núcleo Negro para Pesquisa e Extensão (NUPE) e militante do movimento negro Juarez Xavier. A resposta aos racistas? Veio em forma de prêmio por pesquisas focadas na questão política social de combate e enfrentamento ao racismo.

Juarez foi premiado pelo Movimento pela Liberdade Religiosa e Promoção da Cultura de Paz – As Águas de São Paulo na última semana. O trabalho do professor consiste na defesa de tradições culturais e religiosas africanas no Brasil, além da luta contra o racismo e pela igualdade.

“O significado intelectual e científico pra mim é muito importante, é grande, porque mostra o caminho adequado das pesquisas que nós estamos fazendo na Universidade pública. Nossas discussões estão alinhas a aquilo que é um interesse social brasileiro e essa deve ser mesmo a função das pesquisas, o interesse da sociedade”, explica o professor. A ideia é que a sociedade tenha acesso às pesquisas da Universidade, para que todos possam juntos pensar em políticas públicas de inclusão. “Nós temos tentado desenvolver e ampliar a discussão sobre enfrentamento da intolerância na Universidade”, comenta.

A entrevista completa com o professor Juarez você pode ouvir no site da Rádio Auriverde.

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