Thiago encontrou sua cachorra Luciana magra e suja. Hoje, ela está linda e saudável
Thiago encontrou sua cachorra Luciana magra e suja. Hoje, ela está linda e saudável

 

São muitos os motivos que levam as pessoas a adotar um bichinho de estimação mas, antes de tudo, é preciso pensar bem, pois a alegria de ter a companhia de um pet vem acompanhada de muitas responsabilidades.
Adotar, segundo o dicionário da Língua Portuguesa, significa acolher como filho; assumir, isso implica que, como dono, você terá muitas tarefas. Portanto, antes de adotar, considere alguns deveres que os donos de animaizinhos devem ter, pois o abandono e maus tratos aos animais é crime.

O site Arca Brasil traz algumas dicas que devemos prestar atenção, antes de adotarmos:
1- O tempo médio de vida de um animal é de 12 anos, então pergunte à família se todos estão de acordo, se há recursos necessários para mantê-lo e verifique quem cuidará dele nas férias ou em feriados prolongados.
2- Informe-se sobre as características e necessidades da espécie escolhida.
3- Mantenha o seu animal sempre dentro de casa, jamais na rua. Para os cães, passeios são fundamentais, mas apenas com coleira/guia e conduzido por quem possa contê-lo.
4- Cuide da saúde física e psicológica do animal. Forneça abrigo, alimento, vacinas e leve-o regularmente ao veterinário. Dê banho, atenção e carinho.
5- Identifique o animal com plaqueta e registre-o no Centro de Controle de Zoonoses ou similar.

Apesar dos muitos afazeres quando se é “pai/ mãe” de um pet, também há muitas recompensas como a companhia e o amor que os bichinhos dão em troca. Olha só algumas histórias de adoção que mostram que adotar animais de estimação vale a pena:

 

joao-marceloJoão Marcelo Araujo
“Minha irmã veio correndo me contar que sabia de uma história de um filhote de gato preto, pois ela sabia que eu sempre achei o máximo. O bichinho foi soterrado por uma casa que desmoronou numa chuva forte. Quando cheguei em casa, eu vi pela primeira vez, achei tão engraçado o bicho que coloquei o nome de “Banguela” (personagem do filme “Como treinar seu dragão”). O comportamento dela foi o que mais me chamou atenção, além de educada, ela brinca, me espera na porta de casa e dorme comigo todos os dias. O companheirismo dela é algo fora do normal, quando estou meio cansado, vejo nela a ansiedade em me animar. É engraçado, pois eu nunca levei a sério filmes e livros que mostrasse esse equilíbrio nos seres vivos”.

 

gato-camillaCamilla Carletti
“Tenho uma gata chamada Flickr, este é o nome de “registro” dela, mas quase nunca a chamo assim, são muitos apelidos! Ela apareceu na frente da empresa em que eu trabalhava. Alguns amigos foram me chamar pra vê-la, estávamos todos apaixonados e queríamos ajudá-la. Chamamos uma veterinária e ela levou a Flickr a uma clínica para analisar se havia alguma doença. Quando chegou a data de seu retorno, faltava só um detalhe: quem iria ficar com ela? Eu tinha uma hamster que havia partido desta pra melhor há alguns meses. Então, decidi ficar com a Flickr, mesmo morando em um apartamento super pequeno. Ter uma gatinha em casa é tão bom. Ela é manhosa, inteligente, brincalhona e muito fofa. Na minha opinião, os gatos retribuem o nosso amor e carinho. Do jeito deles, é claro. Não me imagino sem ela. Pelo contrário, me imagino com ela e mais uma meia dúzia de gatunos! (risos)”.

 

eduardoEduardo Carbone
“Adotei a Chica, uma gatinha tricolor, em junho de 2015. Eu vi a foto da ninhada no perfil de uma amiga de Agudos e foi amor à primeira vista: fiquei apaixonado pela gatinha com a carinha dividida no meio, metade branca, metade preta. Combinei com minha amiga e seu marido quando eu poderia buscar a gatinha, e quando fui buscar, ela já era o filhotinho ao qual a filhinha deles tinha mais se apegado, mas mesmo assim, a menininha concordou em dá-la pra mim. Como eu já tinha uma gata antes, e já conhecia as artes que eles podem aprontar com vasos de vidro, plantas, cortinas etc., eu já estava mais preparado. Porém, a Patti, a gata mais velha, não estava nada acostumada com isso! Ela detestou a Chica, de início. Mesmo assim, a curiosidade era maior e ela procurava sempre estar perto da filhotinha, mesmo que fosse para ficar brava. Aos poucos, em uma semana, mais ou menos, já estavam as duas rolando juntas, brincando”.

 

julianaJuliana Siqueira
“Eu trabalha em um pet shop e um senhor que morava lá perto tinha adotado dois filhotes de beagle. Fiquei curiosa e fui conhecer. Quando a vi, me apaixonei mas ele ia dar a cachorrinha para seu filho. Passou umas semanas e ele me falou que estava doando essa filhote e perguntou se eu conhecia alguém. Como eu tinha acabado de perder um amigo de quatro patas, conversei com meus pais e os convenci de ficarmos com ela. Não vivo sem ela, chego da rua e já vou vê-la e a ponho pra dormir. Ela se chama Nina”.

 

 

gato-paulaPaula Alves
“Eu moro em uma região que tem muitos gatos de rua e quando resolvi resgatar duas dessas gatinhas que ficavam perto de casa, as duas tiveram cria. Alguns dos filhotes foram adotados, mas outros não, e eu e meu noivo acabamos ficando com os dois que sobraram e mais uma das gatinhas. Mais tarde apareceu a Gordinha, uma outra gata que adotamos, e o Batman, que é o caçula, totalizando cinco gatos. Antes disso, eu já tinha adotado uma outra gatinha, a Sophie, que infelizmente morreu. Sempre levamos nossos gatinhos em uma veterinária de confiança que temos, especialmente o Batman que é paraplégico (ele não movimenta as patas traseiras) e que precisa de cuidados ainda mais especiais do que os outros. Com cinco gatos em casa, tudo muda. Desde a disposição dos móveis até cuidados básicos de higiene e alimentação que você precisa ter com eles – e que exigem tempo e dinheiro. Além disso, como o Batman é paraplégico, ele exige alguns cuidados a mais. Eu nunca havia tido gatos antes, apenas cachorros, e mudei completamente a minha visão sobre eles. Gatos são mesmo mais independentes do que cães, é verdade, mas eles também sabem ser dóceis, também dão carinho e são companheiros. E não consigo me imaginar de maneira nenhuma sem eles!”

 

thiagoThiago Veronese
“Mês passado fui com um pessoal na chácara de um amigo e aproveitei pra levar meu cachorro. Quando estava dando uma volta com ele encontrei a Luciana (o apelido dela é Preta/Pretinha), uma cachorra muito magra e suja, então resolvi levá-la pra dentro da chácara e na hora de ir embora eu não podia deixa-lá sozinha de novo. Impossível. Por encontrá-la abandonada, tomei alguns cuidados. Levei ao veterinário para fazer exames, dei vermífugo, vitaminas e vacinas. Não tive nenhuma dificuldade com o comportamento, muito pelo contrário, foi o que nos fez querer ainda mais ficar com ela! Como eu sempre tive cachorros, não mudou muita coisa. Sempre tem responsabilidades, mas responsabilidades boas pra quem realmente gosta. Se for pra não cuidar é melhor não ter. Eu sempre gostei muito de cachorros e não me imagino morando sem um”.

 

lilianmartinsLilian Martins
“Tenho dois gatinhos adotados. Em 2011, Tunico apareceu na frente da empresa onde eu trabalhava. Era bebezinho, todo pretinho e estava muito machucado, com o rabo quebrado, um furo profundo na testa e quase sem forças. Eu nunca tive e meu coração ficou apertado. Liguei pro meu namorado, pro meu irmão e pra um amigo. Morávamos todos juntos nessa época. Ninguém gostava muito de gatos, mas toparam aceitar o pequeno até encontrarmos um dono. No segundo dia, resolvemos ficar com ele. Juma chegou um ano depois. Dois amigos voltavam pra casa quando viram uma bolinha de pelos no meio da rodovia. Eles recolheram a pequena e a levaram pra casa. Ela não enxergava e tinha tantas pulgas que foi necessário mergulhá-la num balde com remédio até o pescoço. Como não podiam ficar com ela, eu disse pra deixarem ela em casa até encontrarmos um dono. Também não teve jeito: ficamos com ela. Dizem que os gatos são mais individualistas, egoístas. Aqui em casa nós discordamos muito dessa ideia. É impressionante o nível de empatia e sensibilidade deles. Quando penso na adoção deles, lembro da primeira vez que peguei o Tunico no colo e entrei no carro para levá-lo no veterinário. Ele se escondeu a cabecinha no meu braço e começou a fazer um barulhinho estranho muito forte. Eu não entendi nada. Soube depois que isso se chamava ronronar e que os gatos fazem o barulho pra demonstrar gratidão e carinho. Tunico continua fazendo esse barulho até hoje. Como não sei ronronar, minha gratidão por ter colocado essas criaturinhas em nossas vidas é cuidar deles com todo carinho que posso”.

Aqui em Bauru, você pode se informar mais sobre adoção de pets nestes locais:
Centro de Controle de Zoonoses (CCZ): (14) 3103-8055
Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais: [email protected]
Grupo no Facebook para adoção em Bauru: https://www.facebook.com/adocaodeanimaisbauru

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