Os termômetros não param de subir, a vontade de viajar não passa e a grana está curta? Calma, gente. Hoje a coluna é especialmente para quem está com pouca grana e muita vontade de viajar. Que tal um passeio mais “roots”?

Que tal curtir as belas cachoeiras de Botucatu, que estão bem pertinho, aproximadamente a 100 quilômetros. E dizem, algumas superstições, que tomar um banho de mar ou cachoeira no final de ano revigora as boas energias. Afinal, nós do interior, não temos mares, mas não faltam rios e cachoeiras como opção para os banhistas enfrentar esse calor e estreitar os laços com a mãe natureza.

A cidade do bons ares se transformou na terra da aventura. Poucos sabem, mas a geografia de Botucatu se assemelha as regiões da Espanha, e ainda possui, mais de 60 cachoeiras, para agradar a todos os gostos e idades.

Se você curte natureza, vislumbrar paisagens lindas e muita aventura, a dica é ir passar o final de semana em Botucatu ou até mesmo fazer um bate-volta. Se for de carro, vai gastar apenas uma hora de viagem. Para quem curte adrenalina, praticar esportes radicais, como o rapel em cachoeiras, trekking, canoagem ou voos de paraglyder na Cuesta também são algumas das opções deste roteiro.

Todas essas atividades podem ser contratadas em algumas das agências locais a preços acessíveis. A cidade, atualmente, investe no ecoturismo e tem toda a estrutura para recepcionar bem seus visitantes. Pode ir tranquilo, que não passará perrengues.

Trilhas e mais de 60 cachoeiras
Trilha e cachoeira uma combinação perfeita para quem quer dar uma fugidinha da rotina e dar uma revigorada no astral, quem já se banhou em uma cachoeira, já sabe que essa é uma das maiores vantagens de estar no “interiorzão” nos dias ensolarados.

São mais de 60 cachoeiras, mas o importante, é se informar antes sobre o nível de dificuldade das trilhas para se chegar até a cachoeira escolhida, principalmente, quando estiver com crianças ou idosos. As trilhas podem ser feitas a pé, de bike, moto ou até veículos 4×4 (que podem ser locados em agências da cidade).

A maior parte dessas preciosidades naturais ficam na “Cuesta”. Se você já conheceu as áreas de relevo da Espanha e quando for à Botucatu tiver um “dijavou”, não se assuste. Isso tem uma explicação. A área ganhou o nome de “Cuesta” pela grande quantidade de serras e relevos que possuem a geografia com as mesmas características que se encontram nas regiões espanholas, o que justifica o nome em outro idioma.

Gigante adormecido é parada obrigatória
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Além da infinidade de cachoeiras para se banhar, o Gigante Adormecido, é um dos lugares preferidos dos visitantes, um lugar peculiar com uma natureza exuberante e imponente. O nome é justamente porque as pedras ao longe parecem um gigante adormecido. Para os maníacos por selfie, o lugar é propício para fotografar muito mesmo. Esse é um dos cenários que mostram como a geografia de Botucatu é privilegiada.

Como chegar?
O Gigante fica entre Botucatu e Pardinho, na borda da Cuesta, o acesso pode ser pelo quilômetro 198 da rodovia Castelo Branco. Ou então pela rodovia Hipólito Martins, no quilômetro 20. Ou ainda pela Rondon, na altura do quilômetro 230. Todos sentido ao Distrito de Pardinho. A melhor imagem do Gigante pode ser vista após descer a Serra, cerca de 10 quilômetros depois da praça de pedágio. Na divisa entre Botucatu e Pardinho, ainda dá pra conhecer a famosa Venda do Vivan, um dos bares mais antigos do interior de São Paulo. A especialidade deles é a coxinha acompanhada de uma super tubaína. Quer mais o que? Aos finais de semana, essa vendinha se transforma em point dos aventureiros de trilhas. O melhor horário para sentar lá é próximo do pôr do sol, será um dos espetáculos mais lindos ver o entardecer de lá.

Cachoeira Véu de Noiva
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Há pouco mais de 11 quilômetros do Centro, a Cachoeira Véu de Noiva, formada pelo Rio Pardo, têm queda, de aproximadamente, seis metros. Essa é ideal para ir com toda a família, crianças, idosos, não tem faixa etária, pois possui maior infraestrutura no local, tem área de lazer, estacionamento, tobogã aquático, quiosques, churrasqueiras, lanchonete e banheiros públicos. E a trilha é extremamente tranquila, sem nenhum nível de dificuldade.

Cachoeira da Pavuna
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Com entrada pela rodovia Marechal Rondon, na altura do quilômetro 256, está situada a Fazenda da Pavuna, onde existem quatro cachoeiras distintas com quedas que variam entre 20 metros até 80 metros, todas possuem lagos para os banhistas. O passeio no local deve ser previamente agendado e as trilhas são em meio à mata nativa, o nível de dificuldade varia entre médio e difícil, algumas dá até para praticar trekking. É necessário que tenha já uma certa familiaridade com trilhas e o ideal é que contrate um guia em uma das agências locais.

Cachoeira da Marta
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Outra cachoeira que tem a Marechal Rondon como acesso é a da Marta, com entrada pelo km 243, 8, localizado no Bairro Recanto da Amizade localizada a 8 quilômetros da cidade, com uma queda de 38m e piscina para banho. O local abriga o vale do rio Roseira e além da riqueza vegetal, a região conta com fauna diversificada, com elementos significativos, alguns já em risco de extinção como lobo guará, onça pintada, tamanduá, entre outros. A Trilha da Marta tem percurso de curto comprimento (246m), em área relativamente íngreme, equipada em toda sua extensão com escada de madeira de eucalipto tratado, num total de 125 degraus. Essa cachoeira é maravilhosa, mas a trilha é de difícil acesso.

Cachoeira Canela
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Também com acesso pela rodovia Marechal Rondon (SP-300) tem as cachoeiras da Fazenda Canela, não estão entre as mais conhecidas, mas está na lista das mais bonitas quedas d´agua. São 3 cachoeiras, duas delas com 20 metros de queda e outra com 75 metros de altura, todas com lagos e próprias para os banhistas. O acesso é feito por uma trilha em mata fechada, com nível máximo de dificuldade. Portanto, para encarar essa trilha é necessário monitoramento de guias que podem ser contratados em umas agências de ecoturismo do município.

Cachoeira Indiana

A cachoeira da Indiana, fica no bairro rural Demétria, com acesso pela Rodovia Gastão Dall Farra km 04, com várias formações geológicas, conta com cachoeiras como a Skin e Pata Choca que são pequenas, mas com um visual exuberante. A trilha é de fácil acesso e dá para levar crianças e idosos. Mas esse bairro merece um post inteirinho só pra falar só dele, em breve, contamos mais desse lugarzinho chamado Demétria, um paraíso escondido, mais que especial, para quem gosta de aliar natureza com filosofia de vida.

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