Do inglês cama de ar e café da manhã, o Airbed and Breakfast, mais conhecido como Airbnb, foi fundado em 2008 na Califórnia e tornou-se um dos principais modos de buscar hospedagem pelo mundo todo. Segundo dados do próprio site, este tipo de serviço cresceu mais de 500% nos últimos anos.

O Airbnb faz parte da economia de compartilhamento, um modelo de economia alternativa baseada em trocas e reutilização, portanto, com custo reduzido e que permite vantagens tanto para quem oferece quanto para quem usa o serviço. Assim, qualquer pessoa pode oferecer um quarto ou casa/apartamento inteiro para viajantes que estão procurando um lugar para se hospedar.

“Nossa missão fundamenta-se na ideia de que as pessoas são essencialmente boas e que uma comunidade é um lugar onde você possa se sentir em casa”, diz o Diretor-executivo (CEO) e Cofundador, Brian Chesky.

Com opções para qualquer gosto e bolso, o Airbnb agrega o lado humanitário do negócio, promovendo a troca de experiências entre o viajante e o morador local, quem oferece dicas de passeios que não estão nos roteiros das agências, ajudando o viajante a diminuir o tempo de planejamento da viagem.

Além da hospedagem, a empresa tem investido em novos serviços como a compra de experiências, onde você vai passar um dia em uma perfumaria fazendo seu próprio perfume ou em reuniões com experts do mundo tecnológico para aprender mais sobre startups, e um guia turístico sobre várias cidades do mundo. Portanto o Airbnb oferece muitas opções de ajuda para quem está planejando uma viagem com um orçamento baixo.

Acessado por meio do site ou do aplicativo, o Airbnb conecta mais de 60 milhões de hóspedes em mais de 191 países e 34 mil cidades, inclusive aqui em Bauru. Se você acha que ficaríamos de fora, está enganado! Os bauruenses já embarcaram na onda da economia de compartilhamento e estão fazendo uma renda extra com aquele cômodo vazio.
Leia aqui as histórias de alguns anfitriões do Airbnb daqui de Bauru e se inspire!

Ana Maria Ferreira – Jornalista
“Decidi abrir as portas da minha casa para um hóspede porque precisava de uma renda extra e, abrigar pelo Airbnb, é bastante tranquilo, ao menos até o momento foi. Pela minha experiência as pessoas que buscam esse tipo de acomodação são maduras e têm sempre um objetivo com a viagem. Até agora, hospedei pessoas que vieram para Bauru por conta de estudo e trabalho. É difícil dizer se quem utiliza o Airbnb, se existe um perfil específico, mas acredito que sejam um pouco mais despojadas do que aquelas que só aceitam ficar em hotel. Para se tornar uma anfitriã é muito simples, o site aceita desde quem oferece o sofá pra dormir até a casa toda. O preço é sugerido pelo site e você faz seus ajustes. O solicitado é limpeza, ambiente agradável, informações sobre o funcionamento das coisas, etc. Não existem barreiras, é uma excelente iniciativa. A relação com o hóspede depende muito da pessoa. Os meus hóspedes foram ótimos e precisavam de privacidade o que, para mim, é bom devido às minhas atividades. Portanto, foi uma boa experiência pra ambos os lados.”

Cris Borin – Empresário
“Sou usuário do Airbnb há quatro anos como hóspede e, tanto no Brasil como na Europa, já aluguei ótimos apartamentos e fui muito bem atendido. Depois que você adere à filosofia do ato de compartilhar as pessoas deixam de serem estranhas; passamos a recebê-las como amigos. O Airbnb trabalha com checagem e validação de telefones, e-mails, pagamento antecipado, bem como um ótimo sistema de referências de seus usuários e por onde passaram, então, o serviço oferecido aos viajantes começa pela confiança. Vejo como positivo pela possibilidade de se fazer novos amigos e ainda ganhar um dinheiro com isso. Forneci hospedagem para atletas de passagem por Bauru e pessoas que vieram para uma grande festa eletrônica. Para mim, quem utiliza o Airbnb são viajantes que gostariam de viver o mais próximo da realidade de um habitante local. Buscar se hospedar desta forma nos tira do ‘turistês’. Ser anfitrião é mais do que uma renda extra, é colaboração. O interior ainda é bastante tímido, mas está sendo descoberto ao passo que as cidades entram em circuito turístico ou de lazer. Este ano, hospedarei um casal de amigos da Alemanha, local onde me hospedei em julho de 2016 da mesma maneira. Eles terão Bauru como base para conhecerem outras cidades e recantos rurais de nossa região. Entre o roteiro dos alemães estão locais como engenhos produtores da nossa famosa cachaça, fazendas, cachoeiras, festas locais, etc. Hospedar é a arte de atender tão bem como você mesmo gostaria de ser atendido, é dar dicas da cidade e região e, muitas vezes, até levar o hóspede para conhecer algum dos bares ou locais agradáveis de Bauru.”

Lucas Rodrigues Alves da Silva – Programador
“Eu ofereço uma área de lazer utilizada com pouca frequência. Há pontos positivos em hospedar, como conhecer pessoas de diferentes lugares, e pontos negativos, pois você não sabe pra quem está alugando e quais as intenções. A parte burocrática é bem tranquila e segura, o Airbnb recebe o pagamento da pessoa para reservar a data e eu recebo quando a ela fizer checkout. Aqui no interior não temos a mesma procura que as grandes cidades ou o litoral, por exemplo. Nossa cidade tem muito menos a oferecer em questão de turismo, mas ainda temos bom público a ser captado como pessoas que vêm para eventos profissionais ou pessoais como casamentos, formaturas. Muitas vezes, estas pessoas, preferem ficar em um lugar como o nosso, onde podem aproveitar mais o lazer do que se ficassem em um hotel. A relação depende do hóspede, os que pedem uma dica ou uma ajuda a gente sempre procura conversar. Um exemplo é o pessoal de São Paulo que alugou no último carnaval para os 4 dias. Eles perguntaram o que tinha para fazer na cidade, eu indiquei o sambódromo e alguns outros eventos e eles gostaram muito.”

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