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Na bela e triste canção ” O meu Guri ” , do LP Almanaque de 1981 de Mestre Chico Buarque , uma mãe dá à luz ou seria ( trevas?) a um filho que não se sabe se terá nome, sobrenome, certeza é que será anônimo, terá pseudônimo, quiçá, codinome e não será Beija-Flor, outrora Pica-flor, viverá nos espinhos, nasceu sem ser, gerou-se sem geração, vida indevida de um refém-nascido, velho Chico nunca velho vaticinou: ” Quando nasceu, seu moço, meu rebento, não era o momento dele rebentar…”

Mas como mãe é mãe, a genitora da letra do Chico , boleiro dos bons do Politeama Futebol Clube, segundo o professor, cantor Thiago Lucali , continua a não desvendar o que está à vista e à venda, o Guri oferta-lhe presentes de quem foi náuseas no passado e será vômito no futuro: ” Chega no morro com carregamento, pulseira, cimento, relógio, pneu, gravador… Rezo até ele chegar cá no alto, essa onda de assaltos está um horror. ”

A terça 24 de janeiro jamais será esquecida pelos bauruenses, assim, como o dia em que Ernesto Geisel passou pela Nações Unidas em uma sexta-feira 13 de agosto de 1976 antecedendo a uma explosão que destruiu a principal artéria à época, ou ainda o blecaute que afetou esta Terra do Sanduíche e o país inteiro , culpa de Bauru? Ou algumas aberrações como o Shopping Maksoud Plaza , esse sim com ” loja vazia”, estacionamento vazio, sem consumidores, sem praça de alimentação e sem solução! Ou ainda os ressuscitados personagens de Sucupira de Dias Gomes ou os Buendías de Macondo de Gabriel Garcia Marquez que não queriam a estátua da Liberdade em frente à Havan! Existe cidade assim?

A verdade é que se ” em fevereiro, em fevereiro tem carnaval “, as águas são de março, se existem Cravos em abril de Portugal, maio é das mães, junho é quentão, julho é obesidade, agosto é pai, setembro , ‘” Se Vênus me ajudar virá alguém…” , outubro é rosa Amigas do Peito, novembro é azul próstata Enildécio de Jesus Sartori, o que sobrou para janeiro?

Janeiro assolou Bauru, nada contra o mês, aliás, falando em nada, foi a tônica do mês : ‘” Quer passar pela Nações, então, nada! ” Os problemas que persistem na avenida, de inúmeros governos, fizeram a alameda, mudar o provérbio bíblico: ” Depois da tempestade, vem a Nações! ”

Mas a triste realidade é que o janeiro dos Ipês: IPTU, IPVA, impostos a postos a todo lado, teve o seu maior algoz no exemplar e organizado IPA!

Nunca entendi por que Instituto , pois instituto está no eixo da sinonímia de escola, advento, academia, ironicamente , aquilo que o governo não ofereceu a quem está no instituto, ou seja, educação, oportunidade de ser alguém, ser mais que o Guri do Buarque de Holanda! Com o time do Buffet Vilani , joguei futebol no IPA e fui bem tratado como em um clube , uma organização impecável!

Também nunca entendi por que Penal, sim, cumprem-se penas, alguém com uma pena sem pena destinou outrem a uma pena, que pena! Que polissemia mais leucemia! Um reeducando cumpre pena , mas quem o educou para poder usar o prefixo RE, se não existiu educando, como há reeducando?

E, finalmente, Agrícola,cognato de agricultura, cultura? Sério? Educação, de novo? Cultivar? Plantar? Sementes? Não, Maquiavel, ” os fins não justificam os meios” ! As penas justificam as sementes, príncipe! A mente que caduca é a mesma que educa!

A Sem Limites ficou Com Limites, o comércio, inerte, as pessoas postando à toa, em dúvida se a cidade é boa, os boatos a sair como ratos, dos esgotos como rasgados e rotos! Sequestraram Bauru na terça, a beata rezou o terço, a polícia, teve ser mais que PM para superar TPM, Terror do Público Manipulado!

Homens atrás de jaulas? Seria por falta de aulas?

Quem, realmente, é o refém da educação?

Escolas não são escolhas, são saídas!

Não é questão de PRENDA-SE!

Mas sim de APRENDA-SE!

E na Maternidade de Bauru, quiçá pelas mãos raras e bentas do Dr. Marcos Cabelo dos Santos, falei que era abençoado, nasce mais um rebento, desconhece-se se será outro Guri, Trump, Einstein ou Gandhi, só se sabe que necessita de família, de amor, de prisão ao ventre, de estar preso ao berço, de ser condenado ao perpétuo respeito e cumprir a pena de ter educação!

Professor Sinuhe, ainda preso à vontade de aprender ensinando.

As informações expressam a opinião do autor deste artigo.

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