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A oferta de dietas que prometem o corpo ideal está crescendo cada vez mais. Todo dia é possível ler sobre estudos que provam a inocência de alimentos que, antes, faziam mal para a saúde. Grupos no Facebook onde pessoas compartilham dietas variadas (sem carboidratos, induzem ao jejum e muito restritivas), podem seduzir pelos resultados, mas será que é esta dieta que funciona para você?

Muitas vezes, essas dietas permitem poucos tipos de alimentos nas refeições, o que leva muitas pessoas a desistirem no meio do processo, causando o efeito sanfona – processo de emagrecer e engordar – além de não ser um hábito saudável.

Foi observando esse comportamento que a nutricionista Denise Real e o empresário André Duarte decidiram criar o “Projeto Emagreci”, de emagrecimento em grupo, onde os interessados recebem o respaldo de uma equipe multidisciplinar com profissionais da nutrição, educadores físicos, fisioterapeutas e psicólogos para aprender a mudar os hábitos da alimentação.

“Nós somos profissionais que querem mudar a mentalidade das pessoas frente à vida. Vamos mostrar o modo correto de se alimentar, falar sobre atividade física, etc. Algumas pessoas nos procuram porque estão apenas 3kg acima do peso. Porém, elas sabem que o problema maior não é o peso e, sim, o que está fazendo para chegar nisso. O objetivo das reuniões é promover hábitos novos com informações, explicar sobre saúde, dizer porque não se deve tomar líquidos durante as refeições. Ou seja: promovemos a educação. As pessoas não devem chegar ao limite para buscar o resultado”, explica a nutricionista.

Para André Duarte, que aceitou um desafio de emagrecimento proposto por Denise há 4 anos, o principal objetivo do “Projeto Emagreci” não é emagrecer. “São pessoas que querem mudar os hábitos, mas não sabem de que forma irão fazer. A partir do momento que aprendem, elas têm como consequência a perda de gordura. Não é difícil fazer; o projeto vai se adaptar a cada pessoa”, comenta André, que emagreceu 16kg em 40 dias com o acompanhamento da nutricionista e mais 45kg sozinho, utilizando as informações que aprendeu durante o desafio.

Para Denise, uma boa alimentação é 70% do resultado final, e deve ser atrelada à prática de atividade física. Mas se você acha que compensar o que come na academia resolve, fique sabendo que esse é um pensamento viciante e acaba em um ciclo que não leva a lugar nenhum. Por isso, antes de começar, consultar um nutricionista é fundamental, pois, juntos, paciente e profissional, escolherão o cardápio que melhor funcionará.

“Primeiro tenho que entender como é o metabolismo de cada um, o que surte efeito na pessoa, preciso entender o histórico para ser mais assertiva. Eu tenho que entender o que é difícil para você, às vezes, o que você come é um apego psicológico, é mais afetivo. No grupo, a gente quer uma desintoxicação e o cérebro demora em torno de 20 dias para assimilar uma rotina nova, por isso persistimos em não sair do cardápio proposto. Isso não quer dizer que depois não vão ingerir mais, mas depois que perde o vício, você vai escolher os alimentos com mais consciência”, conta Denise.

Se você acha que um dos grandes problemas da alimentação saudável é fazer com que as pessoas que moram com você se adaptem também, saiba que o projeto pensou nisso. Para resolver a grande questão de como variar o cardápio eles oferecem aula de culinária com uma chef de cozinha. “Pensamos em algo que conseguisse estender e contagiar a todos, mesmo porque, é esse movimento que a gente quer, de contagiar mais pessoas e que comece em seu entorno e que consigam fazer a refeição sem falar que é algo da dieta e é ruim”, garante a nutricionista.

Além do cardápio personalizado, o projeto é interessante por ser em grupo. Muitas pessoas precisam de um estímulo para atingir as metas sem sair do planejamento, e o grupo permite que os participantes percebam que as dificuldades são as mesmas e com a interação tem esse apoio entre eles.

Apesar de ter feito sozinho, André abriu sua rotina dentro do projeto para as redes sociais e com isso ganhou o incentivo de muitas pessoas: “todos começaram a torcer e a me cobrar, então, eu pensei que não podia decepcioná-los. Eu recebia muitas mensagens de pessoas que emagreceram junto comigo. O projeto tomou outras proporções”.

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Como funciona o projeto?

O próximo grupo será a sexta edição do projeto terá, no máximo, 15 pessoas e é livre para todas as idades. Durante 30 a 35 dias, o participante vai passar pela nutricionista para montar um cardápio personalizado, fazer avaliação de medidas e bioimpedância, análise completa do seu peso corporal. Haverá quatro encontros semanais para a prática de exercícios, sendo que um deles é ao ar livre no fim de semana. Também terá um encontro para conversar com a psicóloga, fundamental para entender a relação com a comida, além de consultar a fisioterapeuta para evitar lesões na hora da atividade física. Normalmente, os encontros acontecem às 20 horas, pois é o mais flexível para todos e a não presença, por qualquer motivo, não exclui o participante do grupo.
Pode parecer pouco tempo, mas o “Projeto Emagreci” vai proporcionar um conhecimento que os participantes levarão para a vida toda. “Eu tinha que perder 15kg em 40 dias. Nos 40 dias perdi 16kg, deu certo e acabou aí. Depois, esses 16kg viraram 60kg eliminados. O que aconteceu foi que eu aprendi como me alimentar. O pessoal fala que é pouco tempo, mas a gente passa todo o conhecimento, o passo a passo e tem todo o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar”, diz André.

Ao final do projeto, os resultados surpreendem a todos os participantes: “todo mundo sai com uma energia de ‘eu consegui, eu fiz a minha parte, olha o que meu esforço gerou’. O que eu sinto é que todos os participantes saem do projeto com o sentimento de ‘o pouco que eu fiz já deu resultado’. Você vê que eles começam a se portar diferente, melhoram a autoconfiança, se arrumam mais, se animam. Acredito que melhora em um aspecto amplo: no trabalho, na vida com a família, nos relacionamentos”, relata Denise.

Depois dos 35 dias de projeto, os participantes poderão sentir a diferença na hora da refeição, já que o nosso paladar é adaptável. Segundo André, logo após acabar o projeto, sua mentalidade já havia mudado: “nos 40 dias eu não escorreguei. Quando acabou, eu pensei ‘vou comer o que eu mais gosto porque eu mereço’ e o que eu mais tinha vontade era leite com Nescau e Coca-Cola. Decidi tomar Coca e o primeiro gole que eu dei, percebi que era horrível, porque eu desacostumei. O legal é que no projeto você tem contato com as comidas que você não pode comer, mas você tem autocontrole: ‘se isso não é bom, pela quantidade de açúcar, e não me fez falta nesses 40 dias, porque eu vou voltar a tomar? ”.

Assim, o “Projeto Emagreci” não serve como uma muleta, mas promove a educação para uma mudança na qualidade de vida, ensinando-as a fazer melhores escolhas.

Serviço
Para saber mais, acesse: www.facebook.com/ProjetoEmagreciOficial
Telefone: (14) 99736-6249

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