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Ganhar um ovo de chocolate na Páscoa, uma lembrancinha no Dia das Mães ou dos Pais, um presente no Natal, traz um momento de felicidade durante o ano, que muitas vezes está repleto de momentos ruins. Mas e quem não tem esses pequenos momentos de alegria?

Foi pensando em proporcionar felicidade para as pessoas que surgiu o Grupo Felicidade, daqui de Bauru. “O grupo é um sonho meu. Ele nasceu de uma conversa com algumas amigas, quando eu estava pedindo ajuda com um projeto que eu já tinha em mente. Em um café, conversando, eu pedi socorro e elas não me abandonaram, daí surgiu o Grupo Felicidade há sete anos”, conta a idealizadora do grupo, Luciene Martins.

Além de ajudar, o grupo, que hoje conta com 18 voluntárias, todas mulheres, tem como objetivo conscientizar as pessoas da partilha e mostrar que tudo o que temos pode ser compartilhado, inclusive a felicidade. Para isso, elas fazem grandes campanhas em datas especiais e o “Espaço Felicidade”.

O grupo trabalha com algumas instituições fixas, mas dependendo do tamanho das doações, o número muda a cada ano. “A gente pode pegar por base a campanha do chocolate Bis: ano passado, conseguimos ajudar oito instituições, este ano vamos distribuir em 21. Nós começamos há dois meses, pedindo para o nosso ciclo de amizade quem podia doar Bis, o quanto pudesse. Durante os dois meses arrecadamos e esta semana começamos a distribuição nas instituições. Como ano passado arrecadamos 1.000 e este ano arrecadamos 2.500, a gente tinha que dar vazão a estas doações. Fomos atrás de outros locais e vamos atender 21 instituições”, justifica a voluntária Cristiane Thomazine.

A organização começa logo no começo do ano e já na primeira reunião, todos os eventos que vão ocorrer durante o ano são colocados em uma planilha. Para o funcionamento de cada evento, são feitas reuniões mensais. “Não é todo mês que o grupo faz evento, mas funciona assim: trabalhamos janeiro, fevereiro e março para atender abril que é a Páscoa. Em março começamos a trabalhar para o Dia das Mães. Então de uma campanha já vai para outra”, comenta Luciene.

Espaço Felicidade
Essa ação é feita uma vez por ano. As instituições entram em contato pela página do grupo no Facebook ou no Instagram. Como são muitos pedidos, as voluntárias fazem uma avaliação, conhecem o lugar, veem o que precisam, e escolhem a que tem mais necessidade.

Depois disso, elas arrecadam o material para reformar o espaço, trocar os móveis e fazer as modificações dentro do que é necessário. Normalmente, são espaços como brinquedoteca, cozinha, sala de televisão, etc, pode ser qualquer espaço de acordo com a necessidade do local.

“Se pudéssemos, faríamos umas três vezes por ano, mas não temos verba para isso. Já chegamos a fazer dois espaços por ano, mas é bem apertado pois a arrecadação vem de doações e da pequena contribuição que fazemos mensalmente”, conta Cristiane.

Assim como o espaço, o Grupo Felicidade promove outras ações como arrecadação de chocolate na Páscoa, arrecadação de produtos de higiene para o Dia das Mães e, em meio a essas campanhas grandes, elas fazem campanhas menores como a do agasalho, campanhas para levar cabelereiros aos asilos para aumentar a autoestima das pessoas, eventos como lanches e promovem cursos, entre outros.

“Nós ajudamos de várias formas. A gente tenta minimizar um pouquinho de sofrimento levando felicidade e dando uma condição melhor para as pessoas. A gente não consegue fazer tudo, mas um pouquinho a gente faz. Não conseguimos estar com eles a semana toda, o mês todo, então a gente escolhe datas específicas no ano e a gente monta uma estrutura para distribuir essa felicidade”, detalha Luciene.

Instituições
Além de trabalhar com instituições de Bauru como creches, asilos, escolas especiais, abrigos, orfanatos, etc, o Grupo Felicidade ainda atende instituições das cidades vizinhas como Piratininga e Agudos.

Como participar
O grupo está aberto para as mulheres que têm força de vontade e um tempo para doar. A idealizadora do grupo fala que o essencial para entrar no grupo e permanecer é ter desprendimento: “Tudo na vida toma um tempo, as doações não param, o telefone toca o dia inteiro, então a pessoa tem que querer se doar. A pessoa precisa desse desprendimento, que ela tire duas horas, que é uma reunião no mês, para determinar algumas coisas. Precisa entender o que é o voluntariado é uma coisa linda”.

Doações
As campanhas realizadas necessitam doações específicas que podem ser realizadas entrando em contato com o grupo pelo Facebook e a preferência é que se doem o pedido e não dinheiro. Mas quem prefere doar dinheiro, não tem problema, as voluntárias recebem e compram o necessário.
“Claro que algumas pessoas até procuram a gente para fazer doação, a gente não pega o dinheiro em mão, mas revertemos isso em algo que estamos precisando no momento. Nós somos um grupo claro e transparente, então tudo o que recebemos, tudo o que vamos fazer com a sua doação, você vai ver”, explica Luciene.

Segundo elas, quando as pessoas depositam dinheiro na conta do grupo, as compras dos produtos são feitas e uma foto da nota é tirada, sendo enviada para o doador, mostrando como o dinheiro foi usado.

Depois de seis anos, as voluntárias se mostram realizados com o grupo. Como idealizadora, Luciene conta que está satisfeita com os trabalhos: “eu vejo o grupo realizado, todas muito envolvidas e eu, em especial, como idealizadora do grupo e sonhadora, eu estou em estado de graça” e Valeria completa: “eu estou elaborando algumas coisas ainda no sentido de entender que são momentos então precisamos nos preparas para aquilo, deixo todos os problemas e penso agora é um momento de felicidade. A gente passa por varias situações ao longo do dia, tanto alegria, quanto decepções, mas quando você tem em mente que aquele momento vai ser de felicidade existe uma recompensa.”

Mudanças pessoais
“Eu ainda acho que estou elaborando algumas coisas ainda, no sentido de entender que são momentos. Se é um momento, você precisa se preparar para aquilo, você deixa os problemas e se prepara para um momento de felicidade. A gente passa por várias situações ao longo do dia, mas quando você já tem em mente que aquele momento vai ser de felicidade, existe uma recompensa”, Valéria Paulina Berro Assis.

“Eu acho que cresci como pessoa. Sempre fui uma pessoa que queria ajudar então, quando veio a parceria com a Lu era isso que eu queria. O pouco que eu dou, poderia até dar mais de mim mas pelo dia a dia não consigo, mas é tão gratificante que eu cresci como pessoa e reflete na minha casa. É uma troca muito grande, a gente dá tão pouco e recebe muito. Alivia e ajuda a esquecer o que está lá fora, você está ali para se doar, trazer uma energia para eles e levar um pouquinho dessa energia”, Simone Toneli Graci.

“Eu tive sempre muito contato com isso, então veio comigo desde pequena. Na minha casa sempre tinha crianças especiais, idosos, então o voluntariado cresceu comigo. Eu tinha que fazer isso por Deus. O meu trabalho voluntário é a gratidão por tudo que eu tenho na vida. Eu só tenho a agradecer. Você transmite para a pessoas o que você tem, então a minha partilha é essa: de levar a felicidade e de acalmar os corações. O que o grupo faz é amenizar e a minha realização é poder ver cada sorriso, cada abraço e cada agradecimento para o grupo. Então fazer a diferença é o se doar”, Luciene Martins.

“Paz e evolução”, Cristiane Thomazine.

Planos para o futuro
“Mais felicidade, mais doações e mais conscientização das pessoas sobre a partilha”, Luciene Martins.

“Que a gente consiga atender cada vez mais. Ano passado foi oito, esse ano 21 e que ano que vem seja 50 instituições e assim por diante. Que a gente possa levar um pouquinho de felicidade para cada pessoa. Muitos são esquecidos, a família abandona e são só os voluntários que dão um pouquinho de alento, então o que a gente queria era fazer mais, mas para isso precisamos crescer”, Cristiane Thomazine.

“Espero que as coisas melhorem, que o país melhore, pois, as pessoas ficou desacredita com a roubalheira e fechou as portas. Que os corações das pessoas melhorem e que conseguimos sensibilizar mais”, Simone.

“Nós não somos um País desenvolvido, mas precisamos tentar desenvolver as pessoas”, Valéria.

Serviço
Grupo Felicidade
Facebook: www.facebook.com/grupofelicidade

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