9 dicas de livros dos bauruenses

Todo leitor já teve a sensação de estar vivendo a história do livro que lê, mas não é apenas uma impressão. Segundo uma pesquisa feita na Emory University, a leitura é uma atividade que pode causar efeitos no nosso cérebro como se realmente tivéssemos vivenciado os eventos do livro.

Ler é um exercício para o cérebro e, por isso, quanto mais leitura melhor para o funcionamento. Além disso, estimula a criatividade, reduz o stress e ainda previne doenças como o Alzheimer e a demência.

Com tantos benefícios assim, fomos conversar com os bauruenses para saber quais os livros de cabeceira e aqueles que indicariam para todo mundo. Então se você está sem ideias do que ler ou, ainda, não tem o hábito da leitura, mas quer começar, essa matéria é para você.

Confira nove dicas de livros de alguns bauruenses e boa leitura!

– Pintassilgo, da Donna Tartt

“Adoro ler, desde pequena. Acho que esse ano li uns 12 livros até agora. Acho que o livro que mais me impactou foi “O Pintassilgo”, da Donna Tartt. Conta a história de um garoto que perde a mãe em um atentado terrorista em um museu, onde visitavam juntos. Ele conhece uma pessoa após o atentado e depois de uma conversa decide roubar uma das pinturas. A história vai se desenrolando a partir disso até a sua vida adulta. Eu sempre indico esse livro porque a história tem uma abordagem diferente sobre a fase da adolescência. Além disso, traz uma reflexão muito bonita sobre a morte, traumas e superações” – Bianca Landi.

– A Hora da Estrela, da Clarice Lispector

“Gosto bastante de ler! Sempre fui muito incentivada a ler desde pequena, mas conforme a gente vai crescendo outras prioridades surgem. Por isso acredito que meu ritmo de leitura por prazer tenha diminuído, já que a faculdade exige que a gente leia muita coisa também. Esse ano creio que li em torno de seis livros. Um dos melhores com certeza foi “A Hora da Estrela”, da Clarice Lispector. Foi um livro que eu li pela primeira vez aos 12 anos e reli várias vezes, e a cada vez vejo uma coisa nova. A história fala da vida da Macabéa, uma alagoana sofrida e bem inocente que muda para o Rio de Janeiro e tem que lidar com a dificuldade da vida nova. É um livro curto, dá pra ler bem rápido, e de linguagem simples. Mas tem uma mensagem muito profunda sobre a vida, a alienação, o sofrimento e sobre achar alegrias em pequenas coisas. É um livro que dá um alivio positivo ao coração” – Yara Lombardi.

– O apanhador no campo de centeio, do J. D. Salinger

“Ler é um dos meus grandes hobbies, mas gostaria de ter mais tempo para me dedicar à leitura. Até agora, li seis livros esse ano. A melhor leitura da minha vida foi “O apanhador no campo de centeio”. Ele conta a história de um menino chamado Holden que resolve fugir do internato onde estuda rumo a Nova York. Acho que todo mundo deveria ler esse livro porque trata sobre crises existenciais como amor, solidão, família e futuro. O livro conversa com o leitor sobre esses assuntos, mas sem perder a leveza da adolescência” – Livia Cadete.

– A sangue frio, de Truman Capote, e “Capitães da Areia”, de Jorge Amado

“Gosto bastante de ler, tanto ficção quanto não-ficção. Acredito que li apenas uns dois este ano. Apesar de gostar, acabo deixando em segundo plano com a correria. Tenho dois livros favoritos. Um é o “Capitães da Areia”, de Jorge Amado. O livro conta a história de meninos pobres, que moram no cais de Salvador, na Bahia. Eles cometiam furtos para sobreviver. O segundo, é “A Sangue Frio”, de Trumam Capote, que conta sobre um assassinato real que aconteceu nos EUA, na década de 50. O autor criou alguns aspectos de ficção que criam uma complexidade muito diferente de tudo o que já li. Gosto sempre de ter esses dois nomes porque são leituras muito diferentes, cada uma me maravilhou em um momento. “Capitães da Areia” mostra um Brasil real numa história que extrai nossa admiração pelo nosso povo e nossas origens. “A Sangue Frio” faz com que você enxergue toda a trama como se estivesse acontecendo do seu lado, tem presença e interação muito forte” – Ana Luísa Agostinho Hernandez.

– O Iluminado, de Stephen King

“Dificilmente eu passo um dia ser ler (só em situações extremas). Leio em qualquer lugar que der, qualquer momento que eu não tenha nada pra fazer – nem que seja por cinco minutos. Estou sempre na companhia de um livro ou do meu Kindle. Ler é algo muito importante pra mim, é uma forma de relaxar, de aprender coisas novas e de conhecer pessoas incríveis. Até agora eu li 44 livros, minha meta para o ano é de 50! Falar apenas um livro é muito difícil porque já li histórias incríveis e que não podem ser “comparadas” por serem diferentes. Mas acho que é justo citar o meu autor favorito, que é o Stephen King, e colocar como o melhor livro “O Iluminado”. O livro narra a história de Jack, Wendy e Danny Torrance que vão passar a temporada de inverno no hotel Overlook, para que Jack possa trabalhar de zelador e cuidar do local que acaba ficando isolado. Porém, o hotel é maligno e enlouquece o cara, enquanto somos apresentados a situações passadas que ali aconteceram, e ainda parecer assombrar o local. É um livro de suspense e terror psicológico que foi adaptado para o cinema em 1980 e ganhou bastante notoriedade. Acredito que todo mundo que curte histórias do gênero horror e suspense deveriam ler “O Iluminado” por ser uma obra bastante completa. A escrita do Stephen King faz com que a gente mergulhe de fato naquele mundo criado por ele. Quem assistiu a adaptação – que merece todo o sucesso que teve – vai se deparar com algo ainda mais completo sobre os mistérios que acontecem no hotel Overlook” – Maria Victoria, do blog e Instagram “Rascunhos de Maria

– Capitães da Areia, de Jorge Amado; O Guarani, de José de Alencar e Guerra e Paz, de Liev Tólstoi

“Gosto de ler porque é um ato fundamental para o ser humano. Através da leitura, conseguimos criar imagens e lugares que só a mente de cada um é capaz de fazer. Ler é uma forma de imaginar situações, conflitos e até reflexões. Quando lemos temos uma sensação tão ímpar e íntima que, muitas vezes, só conseguimos dizer que o livro é muito bom. Posso dizer que o livro que mais gostei foi “Capitães da Areia”, de Jorge Amado. Em seguida vem “O Guarani”, de José de Alencar e depois “Guerra e Paz” de Liev Tólstoi. “Capitães da Areia” é um livro da década de 1930 mas que parece ser de hoje e do tempo que estar por vir. O autor descreve a situação de meninos que moram nas ruas de Salvador. Eles passam por muitas dificuldades, aventuras e lutas pela sobrevivência, mas a lição do livro é de que devemos lutar pela liberdade e por justiça social. Outro ponto bem importante no livro é a separação entre as pessoas que vivem conosco hoje e que um dia se separará e provavelmente não a veremos mais. Assim é a vida, um dia estamos lutando juntos mas não saberemos se permaneceremos juntos para comemorar a vitória. “O Guarani” é uma obra que mostra a colonização portuguesa nas matas virgens do Brasil. Mas há uma relação de afetividade entre muitos índios e brancos. Desse relacionamento nasce o povo brasileiro miscigenado. Mesmo sendo catequizado pelos portugueses, o índio é tido como o herói e por ser o verdadeiro dono dessa terra merece esse título. Mas nesse romance o melhor são as descrições de nossa fauna e flora, você parece não estar no Brasil que conhecemos nas cidades de hoje. Já “Guerra e Paz” é um livro que estou lendo há um bom tempo. Ele fala da era em que Napoleão tentava invadir a Rússia. Mas não é somente sobre isso, pois a vida da sociedade em geral é descrita, questionada e refletida. Muitos ensinamentos estão contidos nesta obra-prima russa. As pessoas devem ler um livro para ter a sensação de que ela faz parte de algo que muitas vezes está próximo e não percebemos. A necessidade de ler um livro não está apenas em uma forma de aprender a escrever e se expressar melhor. Mas de tentar aprender com as letras que formam palavras e se entrelaçam para construir frases e dar sentido a sua memória e te fazer útil e feliz em um mundo tão paradoxo. Os escritores são pessoas que têm a capacidade de ler a sociedade e escrever nos livros. As personagens criadas por eles possuem verossimilhança com as pessoas que encontramos no dia a dia. A diferença é que no livro ele descreve observações que não percebemos e passamos a notar. Por isso é necessário ter essa experiência tão fundamental para a intelectualidade e para a complementação interna do ser humano que nem o melhor alimento e nem o mais valoroso patrimônio material consegue satisfazer, mas sim, uma boa leitura em seu quarto ou em um canto favorito de sua vida” – Mário Benedito Pereira Lima.

– Roube Como Um Artista – 10 Dicas Sobre Criatividade, de Austin Kleon

“Desde pequena sempre tive muito incentivo à leitura, o que me tornou uma pessoa curiosa e apaixonada pelos livros. Porém, com a correria do dia a dia, ao chegar em casa não tenho muita disposição para ler um grande volume de texto. Hoje em dia, o meu hábito de leitura mudou muito, antes eu lia um livro por mês e agora a minha leitura está mais direcionada para artigos que salvo no Facebook e no LinkedIn. Mas sempre que vejo alguma promoção na internet compro os livros que desejo, já que ainda prefiro o livro físico. O último livro que li foi “Roube Como Um Artista – 10 Dicas Sobre Criatividade”, terminei a leitura dele semana passada. É sobre dicas de como ser criativo nesta era digital e não ter o bloqueio criativo por não pensar em algo inovador. Recomendo que todos o leiam, pois a criatividade não é mais uma qualidade atribuída apenas aos profissionais de comunicação, é necessário utilizá-la​ em todos os âmbitos profissionais” – Lívia Faria.

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