Seja a troca de presentes, a uva passa na comida ou o tio vestido de Papai Noel a verdade é – toda família tem sua tradição de Natal. A data é famosa pelos grandes reencontros dos parentes mais distantes ou apenas uma reunião com os mais íntimos, mas ela nunca é passada em branco.

Atrás das tradições mais diferentes, conversamos com alguns bauruenses para saber o que eles fazem no Natal. Confira as histórias:

Rafael Guarinon

“A maior tradição, na minha família, é reunir toda a família (que é grande), fazer aquele amigo secreto clássico e se divertir bastante. Eu gosto do Natal justamente pelo fato dele proporcionar essa reunião familiar. É uma data em que sei que vou ver primos distantes que gosto, poder conversar, beber e se divertir.”

Beatriz Galazzini

“A tradição da nossa família é começar a programar o Natal em setembro, porque eu e minha bisavó fazemos aniversário na mesma semana, então o churrasco acaba sendo um evento anual. Minha família é bem grande, minha bisa teve sete filhos, então somos em 18 netos e 21 bisnetos. Sempre passamos essa data juntos porque a bisa já tem 93 anos, ficou casada mais de 60 anos com meu bisavô, que faleceu em 2013, então pra gente é bem importante ficar perto dela. Todo ano tem muita comida e confusão até saber o que cada um vai levar na ceia, porque acaba juntando família de namorado da prima, parentes de longe e tudo mais. Mas a hora mais divertida da noite, sem dúvidas, é o “amigo da onça”. É um amigo secreto diferente e que sempre sai alguma história engraçada. Até brincamos que a “joia da família” é um par de brincos que alguns anos atrás apareceu na brincadeira e ninguém quer ficar. Fica o ano todo guardado para aparecer na brincadeira. Ainda nem terminamos de decidir o evento desse ano, porque mesmo começando a organizar em setembro, a gente começa a rir de alguma palhaçada e nunca termina. Mas eu adoro o Natal! É uma das minhas datas preferidas e a minha família é bem unida. As crianças adoram o Papai Noel (sim, a gente sempre obriga alguém a se vestir). Adoramos as brincadeiras e na família é assim, a gente ensina a criança a zoar e a ser muito zoada também, porque a gente não tem limite! (risos). E olha, já teve até pedido de casamento na nossa festa de Natal do ano passado.”

Jô Araújo

“O Natal sempre foi uma tradição. Meus avós são do interior do Paraná e na cidade sempre havia enfeites de Natal por todo lugar, inclusive na casa dos parentes. O Natal sempre foi muito importante e a ceia também. Minha avó materna fazia carneiro, não tinha o costume de comer carne suína e isso minha mãe segue até hoje, inclusive eu mesma já fiz a ceia sozinha. Todo ano enfeitamos a casa e minha mãe tem um gosto peculiar com Natal, tem um milhão de papais-noéis pela casa! (risos). Sobre gostar do Natal, por conta desse espírito que permeava a família, acho que adquiri um gosto pessoal pela data. Por mais que seja uma época difícil (pelo menos pra mim, ao mesmo tempo que é lindo, me sinto triste que nem todos têm uma mesa farta), eu gosto muito. Já tive vivências incríveis. Minha mãe é cientista social e em sua vida toda esteve envolvida com projetos, então mesmo sendo difícil pra mim, sempre foi época de esperança, porque acabei vendo a cada Natal as pessoas se ajudarem em projetos sociais diferentes!”

Isabela Gaspar

“A família que passo o Natal não é de sangue, mas de coração. Somos um grupo de famílias que foram unidas no amor de Deus. Este grupo se reúne por mais ou menos 30 anos, não só no Natal, mas em comemorações importantes como aniversários, batizados e deliciosos almoços dominicais. O começo dessa grande família foi com os meus avós maternos Lourdes (Vó Nina) e Osvaldo (falecido). A partir daí, a turma só foi aumentando. Vieram os filhos e agregados. Hoje, somos 25 pessoas e apelidamos a família, carinhosamente, de Simoneira, por causa da minha tia de coração Simone, que é a nossa porta-voz oficial e aquela que nos acolhe e se desdobra para manter as tradições de todos os anos. Passamos sempre a ceia de Natal todos juntos e este costume vai passando em todas as gerações da família Simoneira. Não tem desculpas, o Natal é sempre com eles. Há um pouco mais de 20 anos, começamos a realizar o tradicional amigo secreto, que já rendeu muitas risadas. Há sempre a tradição do meu pai de elaborar caixas gigantes de presente para o seu amigo ter que adivinhar e brincadeiras com presentes tradicionais, como uma que é inesquecível: uma vez, em um Natal dos anos 2000, começamos a brincar com os presentes recebidos pelos homens que, em sua maioria, era um chinelo Rider ou um perfume Quasar. Quando os presentes eram abertos, todos soltavam aquele: “Ohhh, é um Quasar”. Eu amo o Natal e todo este clima de dezembro. Gosto desta união que a minha família proporciona e destas tradições que me ensinam, todos os anos, sobre amor.”

Julia Dantas

“Na minha família, sempre teve a tradição de juntar a família na casa da minha mãe pra comemorar o Natal. Como era época de férias e vinham parentes de fora, o Natal sempre foi um símbolo de férias e muita alegria, desde pequena. Era muito gostoso montar a árvore e encher a frente da casa de luzes. Não temos nenhuma tradição específica da família, apenas a de nunca deixar essa data passar em branco e fazer disso um momento gostoso de confraternização. Por conta desse histórico, eu aprendi a gostar bastante do Natal e a continuar a tradição na minha casa também – montamos a árvore, acendemos luzinhas e comemos muito Chocottone pra entrar no clima de fim de ano! Acho que esses rituais são muito importantes pra renovar as energias.”

Marisa Sei

“Na minha família tem gente de praticamente todas as religiões, então algumas tradições mais católicas, como montar presépio, acabam sendo deixadas de lado. Mas tenho uma tia católica que todo ano compra um bolo super bonito e decorado pra cantar parabéns pra Jesus. Meus tios e primos mais velhos também faziam caça aos presentes, eles espalhavam brinquedos e jogos com pistas pela casa e as crianças tinham que ir achando as pistas e todos os presentes. As crianças cresceram, então, por enquanto, não temos isso, mas estamos esperando os bebês da família ficarem maiores (risos). Na minha “família de Bauru”, que são as pessoas com quem moro aqui, mas não de sangue, montamos árvore todo ano. Ela é branca, então a gente procura trocar a cor dos enfeites todo ano! E trocamos presentes no dia 24 após a Ceia – o duro é segurar a curiosidade de algumas pessoas até lá. Eu adoro o Natal! Nunca acreditei em Papai Noel, minha mãe não contava essas historinhas, mas sempre curti a reunião da minha família, que é grande. Adoro dar presentes e começo a comprar já em novembro! E todo o clima de mil luzes, pessoas se juntando, mesa posta com aqueles pratos que a gente só come no fim do ano, todo mundo se abraçando: amo! Acho que renova as energias positivas e a bondade pra começar o novo ano.”

Rodrigo Carvalho

“Na minha família, a única tradição que temos é a realização da ceia, onde todos levam um prato. Gosto muito do Natal, pois considero uma data mágica capaz de aproximar as pessoas e resgatar nosso espírito da infância.”

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