Janeiro é o mês oficial das promessas e das listas para serem realizadas durante o novo ano. Se você é um leitor ávido ou simpatizante da atividade já deve estar separando os títulos que pretende ler em 2018. Pensando nisso, fomos atrás de dicas para complementar a sua lista e conversamos com alguns bauruenses para ver o quais livros eles indicam.

Indicações de livros para 2018:

– Erros Fantásticos: O Discurso “Faça Boa Arte” (Neil Gaiman)

Em maio de 2012 o autor best-seller Neil Gaiman subiu ao palco da University of the Arts na Filadélfia para fazer um discurso de formatura. Durante dezenove minutos ele dividiu com os formandos suas ideias sobre criatividade, bravura e força, encorajando os novos pintores, músicos, escritores e sonhadores a quebrar as regras, pensar de forma inovadora e, acima de tudo, fazer boa arte. O discurso virou um livro, idealizado pelo renomado designer gráfico Chip Kidd, que contém o texto inspirador de Gaiman na íntegra. Seja para um jovem artista no início de sua jornada criativa, ou como sinal de gratidão para um mestre a quem se admira, ou para você mesmo, essa obra é o presente ideal para quem dá tudo de si a fim de fazer bem-feito o que faz.

A indicação é de Melissa Marques: “Já que o ano está só começando, indico o livro do Neil Gaiman (tem muita coisa dele no blog: Resenhas à la carte), porque é a adaptação de um discurso que ele fez. É curtinho e ótimo para nos fazer refletir sobre o que queremos e quem somos”.

– O Conde de Monte Cristo (Alexandre Dumas)

O livro conta a história do marinheiro Edmond Dantés que é preso injustamente, vítima de um complô. Anos depois, ele consegue escapar da prisão, enriquece e planeja uma vingança mirabolante. As personagens criadas por Dumas fazem um retrato da França do século XIX, um mundo em transformação, em que passou a ser possível a mudança de posições sociais. Esse é um dos livros favoritos de Mariana Hafiz: “eu sempre recomendo a leitura de O Conde de Monte Cristo porque nunca se perde com o passar dos anos”.

– MindHunter: O primeiro caçador de serial killers (John E. Douglas e Mark Olshaker)

Outra indicação de Mariana, o livro já tem uma adaptação para a Netflix, “[a série] é muito boa e está bastante em evidência”. MindHunter é um livro que mostra os bastidores de alguns dos casos mais terríveis, fascinantes e desafiadores do FBI e relata a vida de um agente especial do FBI e da mente dos mais perturbados assassinos em série que ele perseguiu. Durante as mais de duas décadas em que atuou no FBI, o agente especial John Douglas tornou-se uma figura lendária. Com uma habilidade fantástica de se colocar no lugar tanto da vítima quando no do criminoso, Douglas analisa cada cena de crime, revivendo as ações de um e de outro, definindo seus perfis, descrevendo seus hábitos e, sobretudo, prevendo seus próximos passos.

– O Navio Arcano – os mercadores de Navios-Vivos (Robin Hobb)

Robin Hobb é uma das mais celebradas e cultuadas autoras contemporâneas de literatura fantástica. “Os Mercadores de Navios-Vivos” é o primeiro volume da trilogia “O Navio Arcano”. A autora faz referências a clássicos como Moby Dick e Mestre dos mares para conduzir o leitor por uma aventura marítima repleta de magia, contando a história de um orgulhoso grupo de famílias que navega por mares bravios repletos de piratas e serpentes a bordo dos seus navios-vivos – embarcações raríssimas e mágicas feitas de madeira-arcana, capazes de adquirir vida própria.

– As tumbas de Atuan (Ursula K. Le Guin)

Quando Tenar é escolhida como suma sacerdotisa, tudo lhe é tirado: casa, família e até o nome. Com apenas 6 anos, ela passa a se chamar Arha e se torna guardiã das tenebrosas Tumbas de Atuan, um lugar sagrado para a obscura seita dos Inominados. Já adolescente, quando está aprendendo os caminhos do labirinto subterrâneo que é seu domínio, ela se depara com Ged, um mago que veio roubar um dos maiores tesouros das Tumbas: o Anel de Erreth-Akbe. Um homem que traz a luz para aquele local de eternas trevas, ele é um herege que não tem direito a misericórdia. Porém, sua magia e sua simplicidade começam a abrir os olhos de Arha para uma realidade que ela nunca fora levada a perceber e agora lhe resta decidir que fim terá seu prisioneiro.

As indicações de “O Navio Arcano – os mercadores de Navios-Vivos” e “As tumbas de Atuan” são de Rafael Marques: “como eu trabalho em uma revista digital de ficção fantástica e científica, boa parte das minhas leituras acaba seguindo o critério de ser algo que contribua com a produção da revista. Existe uma ideia totalmente equivocada de que existem poucas mulheres interessadas em ler e escrever ficção fantástica e científica, então para quebrar essa imagem ultrapassada eu tenho indicado livros de autoras”.

– 1984 (George Orwell)

O autor criou um personagem chamado Winston, que vive aprisionado em uma sociedade completamente dominada pelo Estado. Essa submissão ao poder, é relatada, inclusive, na rotina desse personagem, que trabalha com a falsificação de registos históricos, a fim de satisfazer os interesses presentes. Winston, contudo, não aceita bem essa realidade, que se disfarça de democracia, e vive questionando a opressão que o Partido e o Grande Irmão exercem sob a sociedade. A inspiração do livro vem dos regimes totalitários das décadas de 30 e 40 e, é assim, sob a ótica da ficção, que o autor faz com que seus leitores reflitam sobre o sistema de controle, que depois de tanto tempo ainda é muito questionado.

A indicação é de Larissa Zapata: “Apesar de ser um livro antigo ele é nunca esteve tão atual e tem muito a ver com a nossa sociedade em que estamos vivendo, vale a pena”.

– Outros jeitos de usar a boca (Rupi Kaur)

O livro de Rupi Kaur conta com diversos poemas sobre a sobrevivência. Sobre a experiência de violência, o abuso, o amor, a perda e a feminilidade. O volume é dividido em quatro partes, e cada uma delas serve a um propósito diferente. Lida com um tipo diferente de dor. Cura uma mágoa diferente. Outros jeitos de usar a boca transporta o leitor por uma jornada pelos momentos mais amargos da vida e encontra uma maneira de tirar delicadeza deles.

A indicação é de Larissa Zapata: “Esse livro eu indico pra quem nunca deu chance pra poesia. Vale a pena tentar, é lindo demais!”.

– Kindred: Laços de Sangue (Octavia Butler)

Em seu vigésimo sexto aniversário, Dana e seu marido estão de mudança para um novo apartamento. Em meio a pilhas de livros e caixas abertas, ela começa a se sentir tonta e cai de joelhos, nauseada. Então, o mundo se despedaça. Dana repentinamente se encontra à beira de uma floresta, próxima a um rio. Uma criança está se afogando e ela corre para salvá-la. Mas, assim que arrasta o menino para fora da água, vê-se diante do cano de uma antiga espingarda. Em um piscar de olhos, ela está de volta a seu novo apartamento, completamente encharcada. É a experiência mais aterrorizante de sua vida… até acontecer de novo. E de novo. Quanto mais tempo passa no século XIX, numa Maryland pré-Guerra Civil – um lugar perigoso para uma mulher negra –, mais consciente Dana fica de que sua vida pode acabar antes mesmo de ter começado.

A indicação é de Maria Mazza: “Esse livro foi escrito por uma mulher negra escrevendo sobre ficção científica no final dos anos 70. Ela ganhou um espaço muito importante, ganhando muitos prêmios e o título de dama da ficção científica. Ela busca abordar temas como racismo, empoderamento feminino, divisão de classes, preconceitos, entre outros, que considero pertinentes de discussão até os dias de hoje, mesmo que seus livros tenham sido publicados anos atrás”.

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