Todos nascemos EU, ao conhecermos ELE, ELA, ELES e ELAS tornamo-nos NÓS! Correto? Creio que sim, mas nascemos para sermos egoístas, uma vez que EU vem do latim EGO! Mas, novamente, ao conhecermos outros, deveríamos ser altruístas, os que pensam nos outros!

No entanto, ensinam-nos a ser egoístas, raros os altruístas, porque sempre nos dão e nos deram prêmios, bônus, por cumprirmos uma lição, uma tarefa, logo começamos a lutar por posses e metamorfoseamo-nos em possessivos! Ou seja, minha mãe, meu pai, meu carro, minha irmã, meus irmãos, meu cachorro, minha cadela, meus amigos, meu Deus, minha igreja, meu dinheiro, meu professor, minha dentista, meu médico, minha psicóloga, chegamos a usar dois possessivos juntos: Minha Nossa Senhora!

Mas e quanto à cidade em que (onde ou na qual) moramos, é nossa? Creio que sim também, nós a adotamos, queremos amá-la e com isso, transformá la em Minha Bauru!

E quando você tem posses, uma delas é uma rua, uma artéria que você aprende a admirá-la! É o caso da Avenida Rodrigues Alves, seu nome homenageia um ex-Presidente da República, entre outros títulos e feitos!

Quero falar da Rodrigues do fim para o começo, lá quase saindo de Bauru, tem nessa artéria, o Horto Florestal, lugar maravilhoso, natureza exacerbada, caminhos e trilhas a serem descobertas, ao lado do arborizado local, está o SESI presidido pelo Clóvis, um exemplo de escola, de esporte, de vida!

Continuando o trajeto, passa-se o pontilhão em cima da Rondon, ali perto fica o SESC, fica na Aureliano Cardia, mas merece ser perto da Rodrigues, o SESC é o lazer essencial a todos, é a vida devida de todos! Mais quadras à frente, o Cemitério da Saudade, muros que escondem humanos que marcaram sua cidade, nossa cidade, o local dos finados parece evidenciar que, mais adiante, a famosa avenida irá finar-se, após cruzar a Avenida Nações Unidas, a Rodrigues padece e desfalece!

Seu asfalto é péssimo, digno de cross, skate, ou trágicas cenas de “Eu, Robô” ou “2012”, ali perto, fica o SENAC, na Saint Martin, outro local de êxito, de formação de profissão e cidadania, o lugar gerenciado pelo competente Emanuel Andrade não merecia aquela Rodrigues mesmo!

Adiante, o tradicionalíssimo Colégio São José, onde começou a Fafil, hoje, USC, incrível como essa instituição não se abalou com o que fizeram com a Rodrigues Alves! Ali, a artéria sofre, agoniza com seu pseudoasfalto, com pessoas sem muita opção de compras, mas o cinquentão Frutal Lima do Sérgio Lima está lá e resiste, com os melhores lanches e sucos, a crises e à ausência dos carnavais, que eram na avenida!

Mais à frente, não há mais o tradicional Liceu Noroeste da Família Ranieri, acho que o Liceu, nome oriundo e cognato de Apolo Lício de lição, de lecionar, não quis mais ensinar a Rodrigues a ser a avenida que foi outrora!

Um passinho adiante, não há mais a Tilibra, persiste a ótima Jalovi, cultura e educação presentes, a outra quadra que já teve a Stalus, onde dancei Michael Jackson, Donna Summer, Bee Gees, onde pensei que era John Travolta e que encontraria Olivia Newton John!

Ironicamente, na penúltima quadra da Avenida Rodrigues Alves, está a Câmara Municipal, reduto dos homens que prometeram representar a sociedade desta Sem Limites, sim nossos vereadores, aqueles que chamam Bauru de sua cidade, e perguntamos: caríssimos, não há um projeto possível para a revitalização de tão importante artéria, não existem maneiras de deixar a Rodrigues mais bela? Ou a última quadra, próxima à antiga e importante Ferrovia Noroeste, realmente será o fim da linha?

Pensem na Rodrigues Alves e se esta rua fosse sua?

Compartilhe!
Carregar mais artigos relacionados
Carregar mais por Professor Sinuhe
  • Vida e viagem seguem as mesmas regras

    Há mais de um ano podemos dizer que vivemos “um novo normal”. O distanciamento…
  • Em nome da pedra

    Navegar foi preciso para o meu aprendizado conquistar porto seguro. No histórico Ciclo das…
  • A Cesar o que é de Cesar

    O ano de 2021 é particularmente especial para Bauru, apesar da pandemia. Mas, como devemos…
Carregar mais em Colunistas
...

Verifique também

Vida e viagem seguem as mesmas regras

Há mais de um ano podemos dizer que vivemos “um novo normal”. O distanciamento…