É fácil distinguir um escoteiro, além do uniforme e do lenço no pescoço, eles são reconhecidos pelos seus valores e atividades que realizam. Mas você sabe realmente o que é o Movimento Escoteiro? Hoje em dia, quase todos os países do mundo possuem escoteiros, mas o movimento foi criado na Inglaterra, pelo ex-general Robert Stephenson Smith Baden-Powell, em 1907.

Na época, a Inglaterra precisa de jovens que estivessem dispostos a reconstruir o país, então o escotismo foi idealizado como forma de treinar os jovens para serem ativos na busca do bem comum e no seu próprio desenvolvimento. Apesar de ter sido fundado por um militar, o Movimento Escoteiro não tem relação nenhuma com o militarismo.

Criar melhores cidadãos, segundo Vivian da Silva Lopes, escoteira há 24 anos, esse é o objetivo do movimento. ” Os jovens são estimulados a assumirem seu próprio desenvolvimento a fim de realizar suas potencialidades, sempre como cidadãos responsáveis, participantes e, acima de tudo, úteis para as comunidades em que estão inseridos. Não é apenas tornar o jovem uma pessoa melhor, mas sim, fazer com que ele atue de forma positiva e ativa na comunidade, sempre respeitando as diferenças e buscando auxiliar aquela população em suas necessidades”, explica.

O que faz no Movimento Escoteiro?

Se você acha que escoteiro só acampa, monta barraca e fica no meio do mato, saiba que eles não fazem apenas isso.
“Nossas atividades buscam fazer com que os jovens tenham um desenvolvimento em todas as suas áreas: físico, espiritual, social, afetivo e do caráter. Por isso, o rol de atividades desenvolvidas é amplo”, diz Vivian.

As atividades comunitárias, buscam ajudar toda a sociedade em suas necessidades, como as campanhas de arrecadação. Já as atividades físicas, têm o intuito de proporcionar o conhecimento sobre o próprio corpo e a saúde. Há, ainda, as atividades espirituais que coloca os jovens em contato com outras religiões para que ele tenha consciência de sua própria espiritualidade, mesmo que ele já tenha uma religião definida ou não.

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Todas essas atividades são desenvolvidas de formas diferentes, sempre oferecendo coisas novas, assim elas se tornam atraentes para os jovens e é assimilada de de forma mais fácil. Por isso que o Movimento Escoteiro é praticado ao ar livre, em espaços abertos, em contato com a natureza e de forma divertida.

Mas, por que ser escoteiro?

Depois de saber um pouco mais sobre o assunto, dá para perceber que o Movimento Escoteiro é muito interessante. Mas, para saber como é, realmente, ser escoteiro, nós do Social Bauru, conversamos com alguns integrantes. Confira:

“Eu queria experimentar como era, fui e gostei. A gente faz várias atividades e a gente aprende sobre a história de um filhote de homem chamado Mogli, que se perde na selva e a mãe loba cria ele como se fosse um filho. O escoteiro ensina a fazer o melhor possível e pensar primeiro nos outros depois na gente. A gente aprende a respeitar e ajudar o próximo, então a gente tem que ajudar um ao outro. O meu amor pelo escoteiro é muito grande, eu sinto muita felicidade em ser escoteira. Eu amo muito o escoteira.” – Rafaella Gomes da Silva Tech, 9 anos, escoteira desde 2005.

“Entrei no movimento porque gostei da ideia de pessoas se ajudando e fazendo o que elas acham legal. Pra mim, ser escoteiro é uma experiência muito boa e você aprende coisas que você nunca pensou em aprender, em um lugar aberto. A experiência é muito boa, acho que mudou minha vida, foi a única coisa que me impulsionou pra frente e me trouxe bons momentos nos momentos difíceis.” – Kaio Koiti Nakagawa, 12 anos, escoteiro desde 2001.

“Eu entrei no movimento pra poder socializar mais com as pessoas e experimentar coisas novas e diferentes. Ser escoteiro é uma experiência muito boa, onde a gente sempre está aprendendo algo novo, com nós mesmos, com os chefes e sobre trabalho em grupo. É uma experiência que vou levar para a vida toda.” – Julia Melhem, 17 anos, escoteira desde 2017.

“Pra mim ser escoteiro é conseguir chegar aos seus limites e aprender a transpor eles também. Aprender a trabalhar em grupo, a ser uma pessoa melhor e potencializar todas as coisas que a gente pode, seja o senso de liderança, o trabalho em equipe ou alguma atividade específica. O movimento escoteiro mudou minha vida, tem coisas que eu sei e faço somente porque tenho prazer de ser escoteiro desde criança. Atualmente uma das experiências mais importantes é trabalhar na comissão pioneiro, conseguir realmente representar outras pessoas e trabalhar em prol do movimento e devolver tudo o que ele deu pra mim.” – Maria Cecília Gatti, 19 anos, escoteira desde 2006.

“Há 25 anos, entrei no movimento por causa dos meus filhos. Ser escoteiro é trabalhar o caráter, a disciplina e colaborar com a educação dos jovens. Hoje, eu vejo o mundo de um jeito diferente, praticando o escotismo dentro das regras que passo para as crianças. A experiência é gratificante, vendo o retorno dos jovens e colocando em prática o aprendizado que foi passado a eles e as amizades que perduram há mais de 20 anos.” – Luiz Alberto Peral, 67 anos, desde 1993.

Como faz para fazer parte do movimento?

Qualquer pessoa pode fazer parte do movimento escoteiro, dos seis anos e meio aos 21 anos. Esses jovens serão beneficiários de toda a aplicação do movimento escoteiro. As pessoas mais velhas, mas que também queiram participar, serão escotistas, ou seja, pessoas que praticam trabalho voluntário em prol dos jovens, preparando
as atividades e acompanhando os membros no seu desenvolvimento.

Em Bauru, existem dois grupos escoteiros. o Grupo Escoteiro Guia Lopes faz as atividades regulares aos sábados, das 14h30 às 16h30. Para participar das reuniões, basta comparecer na sede, localizada na Rua Maceió, nº 4-5, aos sábados, a partir das 14h e fazer a inscrição. Já o Grupo Escoteiro Tiradentes, está localizado no Jardim América e tem reuniões das 14h30 às 16h30. Os jovens podem participar por três reuniões para ver se eles se adaptam e então fazer a inscrição.

O Movimento Escoteiro é dividido por faixas etárias e cada uma tem seu respectivo nome: o Lobinho (de 6,5 a 11 anos incompletos), o Escoteiro (de 11 a 15 anos incompletos), o Sênior/Guia (de 15 a 18 incompletos) e o Pioneiro (de 18 a 21 anos incompletos).

A divisão é feita para que as atividades possam ser aplicadas de acordo com cada idade. O ramo Lobinho, por exemplo, é totalmente lúdico, baseado na história do Mogli – Menino Lobo. Já o ramo Sênior, é baseado no desafio, pois é a fase em que os jovens querem ter os seus limites superados. Então eles são expostos a essas situações, mas sempre sob a supervisão de um adulto, que é o escotista ou chefe.

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