Oi, tudo bem? Eu sou a Amanda, editora do Social Bauru e, a partir de hoje, começo uma coluna mensal aqui no site. Além de editora, eu sou geminiana e, por isso, confesso que demorei muito tempo para decidir qual seria o tema da minha coluna. Também, por isso, pode ser que os astros me influenciem e eu acabe mudando de ideia no caminho. Mas, por enquanto, este espaço será dedicado para contar histórias que eu vivo aqui na cidade e, provavelmente, você também.

Espero que os textos sejam leves e cheio de bom humor – quer dizer, este aqui não será (OLHEM LÁ OS ASTROS AGINDO), mas tem a ver com uma conversa que tive com os meus pais esta semana.

Não sei se todo mundo está sabendo, mas semana passada uma menina de oito anos foi estuprada aqui em Bauru e foi salva porque um casal a viu e prestou socorro. Eles passaram de carro por ela e viram que estava chorando; daí, resolveram voltar e descobriram o que tinha acabado de acontecer.

E foi aí que eu comentei sobre isso, o quanto é importante a gente olhar para as pessoas que estão na rua. Falo isso com propriedade: há dois anos, mais ou menos, eu estava passando de carro, num domingo, umas 21h, ali perto daquela praça do Jd Marambá, perto da Avenida Cruzeiro do Sul, sabe? Passei de carro e vi uma mulher andando, com fone de ouvido e, logo atrás dela, um cara estranho. Passei, olhei para eles e andei mais uma quadra, quando decidi voltar com o carro. Pela cena que eu vi, parecia que ela corria perigo e eu resolvi ajudá-la. Dei a volta no quarteirão, acelerada, e quando vi, ele já estava abordando ela (a rua estava deserta e estava muito escuro). Parei o carro, abri a porta e falei: “moça, pode entrar que eu vou te ajudar.” Assustada, ela entrou no meu carro e mal falava comigo. Eu só disse: “fica calma, eu vi que ele ia tentar fazer alguma coisa com você e resolvi parar o carro. Vou te levar onde você quiser, pode ficar calma.” Ela respirou, me explicou para onde ela estava indo e eu a levei.

Mas essa não foi a única vez: eu e meu namorado já andamos atrás do carro de uma moça, por um bom trecho, porque percebemos que ela estava sendo seguida. Quando eles pararam (ela num carro e o cara no outro), também paramos o nosso carro e oferecemos ajuda, mas a moça disse que estava bem, que era o ex-namorado que ainda queria conversar com ela, agradeceu e disse que eu podia ir embora. Claro que nós dois ficamos esperando um tempinho até termos a certeza que estava tudo bem.

Semana passada, perto de uma área residencial da Unesp, eu vi que uma menina estava subindo a rua, de mochila, e dois homens estavam descendo, em direção a ela (bem do lado de um terreno baldio). Nem pensei duas vezes: parei carro e fiquei olhando, para ver se ela iria precisar de ajuda. Mas eles seguiram o caminho e ela foi para a Unesp (fiquei com o carro parado até ter certeza que estava tudo bem).

Estas não foram as únicas vezes – são só algumas para eu poder exemplificar o que eu tô falando. Você, que está me lendo agora: que tal também fazer isso? Claro que não é para ser a Mulher Maravilha ou um super herói qualquer. Não é isso, tá? Só estou dizendo para você praticar mais a empatia, olhar à sua volta porque, talvez, alguém esteja precisando da sua ajuda e você nem perceba.

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