Eu sei que é até estranho falar sobre carro hoje, quando se vive uma crise tão grande no país, mas, independente da ocasião, esse é um problema diário na maioria dos bauruenses. E você, que está agora lendo este texto, também deve enfrentar isso.

E ah, não que eu tenha mimimi em andar de ônibus – nada disso! Inclusive, por muito tempo eu já vim ao trabalho e voltei de ônibus para a minha casa. E é até bem fácil: o ônibus sai do lado da minha casa e para poucas (umas sete) quadras aqui do escritório. O problema é o tempo: uma hora para vir e uma hora para voltar, sendo que de carro, eu levo uns 20 minutos no total. Fora o dinheiro: ainda fica mais barato, no meu caso, andar de carro do que de ônibus. Então, prefiro optar pelo privilégio.

Mas aí, quando eu tenho que estacionar, repenso se realmente vale a pena. Para quem não sabe, o Social Bauru está localizado na quadra 14 da Rua Julio Maringoni – rua que corta a Antonio Alves e a Gustavo Maciel. Uma quadra depois da Farmácia Específica, próximo à loja Ferpel, à Brigaderia É muito Amor e ao Pub do Pastel. Pontos de referência não faltam!

E tava dando tudo mais ou menos certo: passava umas raivas e outras, mas geralmente conseguia parar o carro próximo ao escritório. Até que um dia, a Rua Machado de Assis (no caso, a rua que funcionava como meu estacionamento todo dia) virou Zona Azul (ou verde, não lembro o que está na placa).

Resultado? Isso mesmo, caos total. Se a gente fizer uma conta rápida, mais de 30 carros não têm mais aquele espaço para parar de graça (sou péssima de conta e deve ter uma boa margem de erro aí). Mas, além do problema de termos umas quatro quadras a menos próximas a nós para estacionarmos gratuitamente, temos que conviver com a falta de educação e de noção das pessoas.

Geralmente, as ruas já estão demarcadas, com os espaços para cada carro parar corretamente. Mas, mesmo aquelas que não têm, é bem possível sabermos qual o espaço que o nosso carro ocupa, não é mesmo? Então, se já está tão complicado estacionar o carro – eu dei o exemplo aqui perto do escritório, mas isso vale para a cidade inteira – custa colaborarmos uns com os outros?

Um exemplo prático: a quadra em frente ao escritório dá para parar três carros. Mas, quem estaciona, insiste em deixar muito espaço e acaba parando somente dois. Claro que é chato manobrar na hora de sair – estacionar com espaço é muito mais simples. Mas se todo mundo pensar no próprio umbigo, ou melhor, no próprio carro, nós mesmos é que sofreremos sempre as consequências.

E aí, que tal você pensar nisso também?

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