Duas pesquisadoras da USP de Bauru ganharam destaque internacionalmente com seus trabalhos científicos, abordando a temática ligada à fissura labiopalatina.

As pós-graduandas Patrícia Baltazar Bodoni e Évelyn Raquel Benati tiveram seus trabalhos selecionados e apresentados na World Conference on Movement and Cognition, na Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, nos EUA, entre os dias 27 e 29 de julho.

Os estudos foram orientados pela professora Maria de Lourdes Merighi Tabaquim, do curso de fonoaudiologia da FOB-USP

A pesquisadora Benati apresentou, em forma de pôster, o estudo intitulado (em inglês): “Perceptual-motor skills and prior skills for reading and writing learning of children with cleft lip and palate”, decorrendo do seu estudo de mestrado, já finalizado.

Já o trabalho da pesquisadora Bodoni foi realizado com uma equipe, formada por Mayara dos Santos Baldin, Djeimy Renata Jeronimo e Matheus Yoshimi Shibukawa. O estudo tratou do tema (em inglês): “Perceptual and visomotor cognitive function and its relationship with visual episode memory in children and adolescents with cleft lip and palate”.

O trabalho de Bodoni ainda foi selecionado pelos organizadores do evento para integrar a mesa da apresentação oral, e a pesquisadora participou de debates com outros participantes.

“Este é um evento mundial de grande abrangência e impacto na área, com consistente política seletiva de trabalhos aceitos, em que foram aprovados dois dos nossos estudos do HRAC-USP. Além disso, o fato do pôster submetido ter sido convidado para a exposição em ambiente oral, foi indicativo de valorização do tema e dos achados apresentados”, concluiu a professora orientadora orientadora.

A pesquisa no Brasil

Nessa quinta-feira (2), o Conselho Superior da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) mandou uma nota para o Ministério da Educação, alertando o corte de bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado de estudantes brasileiros.

O fato se deve ao corte orçamentário previsto para 2019. O alerta do CAPES foi para a confirmação do corte das bolsas caso orçamento para o ano seguinte seja mantido.

“Foi repassado à Capes um teto limitando seu orçamento para 2019 que representa um corte significativo em relação ao próprio orçamento de 2018, fixando um patamar muito inferior ao estabelecido pela LDO”, afirma a nota divulgada pela CAPES.
Em razão da insuficiência de recursos, 93 mil estudantes e pesquisadores podem ser afetados, já cortes nos programas de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid), de Residência Pedagógica e de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor) atingiria 105 mil bolsistas.

Lembrando que, se o corte for confirmado, milhares de pesquisadores brasileiros ficarão sem bolsas de estudo à partir de 2019.

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