Quem nunca teve vontade de fazer tatuagem? A arte é conhecida há séculos e vem se popularizando ainda mais. Um dos motivos por mais pessoas terem um desenho na pele são os eventos conhecidos como Flash Days Tattoo.

Pode ser em bares, feiras ou até mesmo eventos que reúnam diversos tipos de arte. Os Flash Days são um dia voltado para os profissionais exporem seus desenhos – os flashs – a um preço mais baixo. Com uma pegada mais express, as pessoas chegam no evento sem marcar horário, escolhem um flash e já são tatuadas.

A moda caiu no gosto dos bauruenses e quem aderiu ao Flash Day foi a bauruense Rebeca Farinelli, que conta sobre a experiência.

“Foi diferente! (risos). Eu nunca tinha tatuado em público, mesmo já tendo participado de um Flash Day (fiz a minha primeira tattoo em um Flash Day na gringa e não me arrependo). Foi bem diferente pra mim. Eu gostei bastante!”, conta.

A tatuagem da Rebeca foi feita pela Vitoria Rod, tatuadora de Bauru que já participou de cinco Flash Days. “Eu particularmente acho incrível. Sem dúvida, é uma forma muito positiva de apresentar o trabalho, porque quando a pessoa chega, a primeira coisa que ela olha são as artes autorais do artista”, diz.

Os Flash Days são uma boa oportunidade tanto para quem quer tatuar quanto para quem quer ser tatuado. Por um lado, os tatuadores têm a chance de exporem o seu trabalho para um número maior de pessoas. Por outro, é a possibilidade para quem quer fazer uma tatuagem pequena, sem gastar muito.

O outro lado dos Flash Days

Apesar dos inúmeros pontos positivos, os Flash Days também podem ser vistos com maus olhos. Para Bianca dos Santos, tatuadora no estúdio Inkorpore, apesar de ser uma ótima forma de divulgação do trabalho, a essência destes eventos podem ter se perdido um pouco.

“Muita gente acha que Flash Day é apenas fazer tatuagens baratas, e não é somente isso! O valor da tatuagem não está somente no dinheiro, mas também no amor e dedicação que colocamos ao organizar esses eventos e produzir nossa arte”, explica.

Bianca do Santos participando de um Flash Day

Quem completa a ideia, é a tatuadora do Lady Ink, Juliana Marques Godoy. “Para mim, o único ponto negativo é quando se comercializa muito. Sempre se faz Flash Day, então fica meio mecânico e perde o diferencial”.

Além disso, é fundamental não esquecer de questões como higiene, biossegurança e iluminação, aponta Bianca: “tudo isso influencia no nosso trabalho e na qualidade final da tattoo”.

Nova moda antiga

Aqui em Bauru, esse tipo de evento é organizado há algum tempo, mas não com esse nome. Segundo Thiago Rodrigues, tatuador daqui de Bauru há 24 anos, isso acontecia quando um profissional vinha para a cidade.

“Não se falava Flash Day, acontecia de vir um tatuador de fora e a gente arrumava um lugar para ele colocar os desenhos disponíveis e a galera ia fazer. Na época, em Bauru, tinha um estúdio além do meu e eram estúdios pequenos. Não tinha como trazer tatuadores, então a gente fazia em barzinhos ou outro lugar”, relembra.

Hoje em dia, Thiago se dedica ao estilo free hand, ou seja, não tem a etapa do desenho no papel, a tatuagem é feita diretamente na pele. Mesmo assim, o tatuador destaca a importância dos eventos como uma ramificação da tattoo como arte.

“Os Flash Days são massa, são um segmento mais old school de ter os desenhos já expostos. Quando se é criativo e desenvolve uma linha autoral e aplica isso na tattoo, é muito legal. A ideia de originalidade e de não copiar o desenho me agrada muito”, diz.

Para quem ainda não conhece…

Quer fazer uma tattoo pequena, mas não tem tempo e nem dinheiro? Aqui em Bauru os Flash Days estão bombando cada vez mais e, para Juliana, vale a pena visitar um.

“Acho que tem cada vez ficado mais bacana essa cena na cidade. O público bauruense está entendendo a beleza de ir em busca de adotar a arte de alguém pra si em um rolê com música, gente bonita e vibes positivas!”, diz.

Juliana e seus flashs (Foto: Eric Solon)
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