Tem quem já tenha passado há muito tempo por essa fase e tem que acabou de sair dela. Distante ou não, a verdade é que a infância é um período delicioso da vida.

Não é à toa que existe um dia especial para comemorá-lo: o Dia das Crianças. E como tudo que é bom deve ser lembrado, conversamos com alguns bauruenses para saber histórias de infância.

Bebê motociclista

“O que mais lembro na minha infância são das passagens na casa da minha avó Ana (mãe da minha mãe), e os encontros com os primos que moravam em outras cidades e vinham passar as férias aqui. As brincadeiras, nossas ‘artes’ (risos) e como deixávamos minha avó maluca! Lembro com muito carinho das minhas festinhas de aniversário. Tinha dois brinquedos que eu gostava muito e queria ter até hoje: minha moto da Barbie (já nasci apaixonada por moto) e uma boneca de pano que se chamava Rebeca. Têm muitas histórias da minha infância que me marcaram, mas a mais importante delas foi o nascimento da minha irmã Bianca. Achava que ela era minha boneca (risos) e somos muito unidas até hoje. O que eu trouxe da infância para a vida adulta é a pureza da alegria que todas as crianças têm e a essência de acreditar nas pessoas sem julgamento. Quero levar isso pra minha vida toda!” – Bruna dos Santos Furlaneto Dias.

Aventura no outro lado da linha do trem

“O que me faz lembrar é onde eu morava, tive uma infância muito simples e muito alegre. Vivi em um bairro muito distante da cidade, aqui em Bauru, e a quadra que eu vivia era deslocada de todo o bairro. Só na minha rua devia ter mais de 20 crianças e juntava com mais 30 crianças de outras ruas. Era uma multidão para brincar, correr, jogar bola, brincar de elástico, subir em árvore. Era muito bom – imagina nas férias de verão… (risos). Além das brincadeiras comuns, tinha uma linha do trem onde eu sempre brincava lá com a galerinha. Tínhamos vontade de conhecer o que tinha do outro lado da linha do trem, mas não podíamos de ir. Certo dia, desviei o caminho para ir à escola e fui para do outro lado da linha do trem, o bom é que eu estava com a mochila e mais uma lancheira para o recreio, então me desafiei a descobrir o que tinha lá. Peguei uma trilha longa e vi muitas casas de madeiras no meio da mata e no fim da trilha havia uma lagoa com argila e outras crianças brincando. Fiquei encantada com o que vi, reparti meu lanche com eles e voltei, coisas de criança. Chegando em casa, descendo o barranco da linha do trem, meus pais estavam me procurando junto com o tio que dava carona. Estavam todos desesperados. Não esqueço o grito de pavor que meu pai deu quando me viu e veio correndo em minha direção, percebi que tinha feito besteira. Meus pais conversaram comigo e queriam saber o porquê eu fiz aquilo. A única coisa que eu sabia responder era porque eu queria conhecer o outro lado da linha do trem. E assim foi, querer conhecer, desbravar, criar, imaginar, experimentar coisas novas, fazer novas amizades. Lógico que juntei uma galera comigo para ir e até hoje sou assim, levo comigo esses desafios de descoberta com outras pessoas. Não é à toa que sou Guia de Turismo e toda vez que tenho um grupo de viajantes, me foco no maior propósito de minha vida, realizar sonhos! Depois dessa aventura aos sete anos, comecei a mudar meus caminhos para outros lugares e sempre deixava meus pais desesperados, mas eu sempre voltava para casa. Depois disso, já adolescente com 15 anos, planejei uma viagem ao Rio de Janeiro no Rock In Rio, minha mãe descobriu dois dias antes, mas me deixou ir. Juntei uns loucos comigo e fui ser feliz. Na fase adulta, comecei a ir para outras cidades e países. Isso se tornou uma profissão, estudei Turismo, trabalho há 15 anos e sou muito feliz nesta carreira” – Amanda Côrrea.

Nada como casa de vô

“O que eu mais lembro da minha infância é a casa dos meus avós. Fica a meia quadra da minha casa, então passei a minha infância inteira lá. Quando eu era pequena, lembro que morria de medo do meu avô morrer, porque o amor sempre foi imensurável. Meu avô ia todas as noites para a minha casa, tomávamos limonada e ele ficava de mão dada até eu pegar no sono. Foi assim durante anos e eu jamais vou esquecer. Quando eu tinha nove anos, veio para o Bauru Shopping, uma cama elástica de um carioca. O meu pai foi brincar comigo e se divertiu tanto quanto eu. Um ano depois, meu pai montou a cama elástica gigante que ficou no estacionamento por seis anos. Passei a minha infância me divertindo e descobri a minha profissão, que tanto amo. O meu pai sempre foi o meu espelho e sempre será” – Amanda Domiciano.

Compartilhe!
Carregar mais artigos relacionados
Carregar mais por Juliana Oba
Carregar mais em Geral

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Verifique também

Hortas em casa: dicas para os bauruenses cultivarem temperos e muito mais!

Hortas sempre foram muito comuns, mas hoje em dia, por conta do grande crescimento das cid…