Já passou o tempo em que para praticar esporte é necessário colocar uma chuteira, vestir o uniforme, ir para o campo e encestar!

Hoje, a tela do seu computador pode te transportar para um universo gigantesco, tão grande que os jogos digitais já se tornaram esportes profissionais!

Para entender melhor como funciona, conversamos com alguns jogadores de League of Legends, um dos jogos que já entrou para os eSports, para contar um pouco sobre esse universo digital.

Jogos digitais, por que?

League Of Legends é um jogo multiplayer online baseado no esquema de “battle arena”, com equipes que duelam entre si. Criado em 2009 o jogo, conhecido como LOL, se tornou uma febre entre os gamers.

E o sucesso foi tanto que o jogo se tornou um e-sport, com equipes profissionais competindo entre si!

Aqui em Bauru alguns moradores também aderiram à febre do LOL e contam porque gostam tanto do jogo.

Lincoln Gomes joga desde 2014 e conta que “o jogo é divertido, dinâmico e te faz pensar em diversas estratégias para poder vencer as partidas, além de possibilitar uma boa diversão jogando com os amigos. O jogo não é P2W (pay to win, como são chamados os jogos em que você precisa investir dinheiro real para ter vantagens ou usar alguma funcionalidade) então só o que difere os jogadores é sua habilidade”.

O jogo também é flexível e intuitivo, dessa forma, podem jogar tanto iniciantes quanto profissionais, entretendo qualquer tipo de público! É o que confirma Gustavo Agibert, jogador há três anos.

“O LOL é um jogo que consegue espaço para entreter pessoas com pouca habilidade (que inclusive constituem a maior parte dos jogadores), e ao mesmo tempo, possui uma complexidade alta, deixando espaço pra quem curte mais se aprofundar e ser recompensado por isso”.

Essa acessibilidade, que atinge desde os mais novos também, é um ponto positivo para Arthur Medeiros, que joga LOL desde 2012.

“O que vejo de diferente é que cada partida é de um jeito, por causa das combinações dos campeões. As estratégias mudam a cada partida e a sensação de perder por conta de erro do time é o que mais motiva a jogar novamente. Embora o jogo seja estressante, é simples de jogar”, conta Arthur.

Jogos não são “coisa de menino”

Para quem pensa que jogos digitais são coisa de menino, está muito errado! O universo das gamers está aumentando consideravelmente, e já temos grandes nomes de canais no YouTube com gameplays feito por mulheres, como a brasileira Malena, dentre outras.

E aqui em Bauru também não é diferente. Tatiany Garcia é estudante já é jogadora de LOL há cinco anos, mas conta que a paixão por jogos vem desde criança!

“Eu sou gamer desde criança, adoro videogame! Comecei no super Nintendo e hoje sou fascinada por todos os modelos. Curto a modalidade MMORPG, FPS e fazia rede com meus amigos no CS. Fora Assasin’s Creed que eu sou fascinada! Qualquer jogo que saia na Steam, online ou em videogame eu estou testando”, ela conta.

Jogando LOL, Tatiany já fez vários amigos que têm relação até hoje, e já chegou até ser gamer profissional de um MMORPG chama Aika.

“O LOL permite a modalidade competição e isso tem que ser visto como um campo esportivo. As pessoas treinam muito, vivem praticamente pra jogar, fora em investimento para equipamento que fazem. Além disso, o LOL não exige um investimento financeiro no próprio game, como o Aika, que eu joguei há alguns anos. O que ajuda a trazer mais pessoas para esse modelo de game e consequentemente as competições”.

E-sports

No ranking mundial, o Brasil está em 13º lugar dentre os países que mais movimentam o mercado de jogos: cerca de 1,5 bilhão de dólares no último ano. Com esses números dá para se ter uma noção da força dos jogos digitais como um todo.

Para explicar o fenômeno, o professor de Jogos Digitais da Universidade do Sagrado Coração (USC) conta que o crescimento dos jogos no Brasil já acontece há um tempo!

“Acredito que a grande ascensão dos jogos atuais ocorre em função dos celulares, tablets e dispositivos móveis em geral; dos videogames que exigem a movimentação e uma interação muito mais efetiva, por parte do jogador e dos títulos adaptados a maior realidade ou cultura de uma localidade, produzidos em função de profissionais dedicados com esse segmento de produção”, explica o professor Renan Caldeira Menechelli.

Ele conta que o LOL é só um dos títulos novos que amplificaram os eSports, mas outros como Fifa, PES, Dota e Counter Strike também se concretizaram com competições profissionais!

“Fornite é o atual queridinho do público e, me arrisco a dizer, o próximo título a estar fortemente presente nas competições”, ele conta.

Ainda que os jogos digitais estejam ganhando seu espaço, muitas pessoas ainda sentem um certo preconceito e não os aceitam como esporte propriamente dito.

Para acabar com isso, Renan explica:

“É preciso quebrar o preconceito de que esporte é apenas aquilo que exige força e aptidão física extrema. Existe um movimento para que o Xadrez, Poker e, inclusive, os e-Sports se tornem esportes olímpicos. Como dito, trata-se de uma quebra de barreira, de tradição e de cultura. Caso isso de fato aconteça, as justificativas e argumentos estarão muito mais claros e difundidos, contribuindo para a aceitação e, até mesmo, o conhecimento de muitas pessoas”.

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