Quando a gente pensa em música, logo vem à cabeça os grandes nomes do cenário musical como Taylor Swift, Beyoncé e Ed Sheeran. Mas você já parou para pensar que fora do mercado de música, o independente vem tomando força?

Com a popularização de plataformas de streaming como Spotfy e SoundClound, cada vez mais as pessoas têm acesso a músicos a novas forças de música.

Mas você sabe como é ser músico independente no universo do compartilhamento? A gente conversou com dois músicos bauruenses que contaram para a gente como é a produção nas redes sociais.

As redes na música

Com as redes sociais, a divulgação de uma música ficou muito mais fácil! É só clicar em um botão e seu trabalho pode encontrar milhares de pessoas e isso, para os músicos independentes, é uma forma de se fazer ouvir.

“Os canais de comunicação livre precisam ser utilizados, se o artista quer crescer e mostrar seus trabalhos. Colocar uma faixa para tocar na rádio, participar de um programa de TV ou apenas uma resenha em um jornal/site é bem difícil. Já um vídeo minimamente produzido no YouTube, um post com as hashtags ideais no Instagram ou uma música no Facebook têm um potencial de alcance gigantesco, além da possibilidade de viralização”, conta o músico João Pedro Pinheiro, músico independente.

As redes sociais têm um poder enorme, e não só para quem é independente. Grandes nomes da música nacional e internacional nasceram da internet como Justin Bieber, Shawn Mendes e Luan Santana no Brasil.

Streaming é o que há

Como os CD’s e LP’s eram as formas de se ouvir música nas décadas passadas, as plataformas streaming se tornaram as novas formas do público entrar em contato com as composições de seus artistas favoritos.

Jay Alves faz parte do grupo bauruense Aurora Summer e sobre as plataformas streaming, ele conta:

“Elas, pra quem é independente, só somam. Você mesmo grava, você mesmo coloca lá e pronto, todo mundo já pode ter um pouquinho da Aurora no carro, no serviço, numa festa”.

João Pedro ainda conta um pouco mais sobre o uso desses meios de divulgação:

“O artista que não está nessas plataformas não existe no mundo digital. A venda de CDs ainda é um mercado importante, mas não vai compensar por muito mais tempo. E depender de exposição de marca e shows está fora de cogitação para quem é independente. Além de mais modernas e simples para o usuário, essas plataformas permitem ao músico um alcance amplo às pessoas”.

Ainda que o streaming se mostre uma chave essencial para os músicos independentes, ainda há muito o quê melhorar, principalmente para quem ainda é “pequeno” nesse meio musical.

“Muito se discute no universo da indústria fonográfica a respeito da eficácia dessas plataformas e, principalmente, dos direitos autorais. É verdade, o retorno direto trazido por elas é baixo, ainda mais para quem não possui uma gravadora (para conseguir enviar seu material para as plataformas, é preciso de um intermediador da indústria fonográfica, papel prestado também por alguns networkings de produção musical). Mas estar no Spotify, por exemplo, significa poder ser ouvido. E ser ouvido significa ter seu trabalho à mostra para o mundo”, completa João Pedro.

As dificuldades

E a vida de músico não é nada fácil, principalmente quem embarcou nesse meio de forma independente. É o que confirma Jay.

“Você não tem apoio de ninguém. Você precisa gerenciar a agenda, ver os custos, calcular projeções para ampliação do projeto, fazer sua própria propaganda. De certa forma é mais cansativo, porém você não deve satisfação a ninguém. Você faz e colhe o que planta”.

Gosto pela música

Mas, afinal, sendo músico independente ou não, a paixão pelo trabalho é o que mais importa! E esses dois músicos gostam do que fazem!

“A música é algo fenomenal. É uma das expressões artísticas mais profundas e capaz de atingir as pessoas de forma quase que universal. A música ultrapassa barreiras, ultrapassa idiomas, crenças, visões de mundo. Música é sentimento. Um simples arranjo é capaz de te deixar arrepiado. Um acorde pode derramar uma lágrima. Uma harmonia faz você se emocionar. Ser músico é poder carregar consigo e desenvolver esse sentimento todo”, conta João.

“O que eu mais gosto acho que é o lance de estar fazendo o que gosta e ver a reação das pessoas. Nossos shows são no 220v, ninguém fica parado! Quando você faz shows com 15, 600, 3.000, 20.000,00 pessoas e estão todas dançando, você vê que todo esforço vale a pena. Isso não tem preço”, finaliza Jay.

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