No dia 29 de outubro foi comemorado o Dia Nacional do Livro, data criada em homenagem à fundação da Biblioteca Nacional do Livro, em 1810, pela Coroa Portuguesa.

Para celebrar a literatura nacional, a gente vai te mostrar algumas histórias de bauruenses que, com seus trabalhos, ajudam a valorizar, diariamente, a leitura em Bauru!

Uma paixão que começa cedo

A literatura pode influenciar positivamente na vida de uma pessoa. Abrir uma página de um livro pode se transformar em uma aventura por dentro de reinos, terras distantes e realidades alternativas.

E quando a leitura começa logo cedo, o contato se torna ainda mais especial!

Carolina Bataier é de Duartina, mas bauruense de coração, e é autora do livro “O pôr do sol dos astronautas”, que reúne 41 crônicas escritas ao longo de dez anos. Sua trajetória com a literatura veio com influências de sua mãe, que era professora.

Quando pequena, a mãe de Carolina deixava os filhos na biblioteca da escola, onde trabalhava, para que eles esperassem enquanto ela dava aula.

Enquanto esperava, Carolina ficava lendo os livros da biblioteca, até o dia que encontrou o livro que marcou sua vida! Ela ficou encantada com a história e foi aí que começou a ter seus primeiros pensamentos sobre o universo literário.

Quando Carolina entrou na faculdade, cursando jornalismo, ela se viu criando um blog para publicar seus poemas e textos, contudo, quando começou a trabalhar, deixou de lado o mundo da literatura.

E ela só se reconectou com os livros quando deixou o trabalho e foi viajar para a Irlanda.

“Na Irlanda, eu voltei a escrever e voltei a sentir todo aquele prazer que eu sentia com a literatura!”, conta Carolina.

Ela, então, começou a fazer cursos de escrita criativa, e quando voltou ao Brasil, reatou com o blog e ainda criou um perfil no Medium, plataforma que usa ainda hoje.

“No Medium deu muito certo porque logo o pessoal da Revista Subjetiva me convidou para escrever com eles. Tenho bastante retorno com público, ainda não com financeiro, mas continuo escrevendo!”, ela revela.

Foi no final de 2017 que Carolina se viu cara a cara com a publicação quando o Grupo Editorial Letramento abriu um edital para novos autores.

Agora, Carolina é mais uma bauruense que embarca para o universo da literatura, levando o nome de Bauru para todo o país!

Um livro muda seu dia!

Mas não é só Carolina que dá nome a Bauru no ramo da leitura. A jovem Mariana Akemi Yamaguti também é um exemplo de paixão pela literatura desde cedo.

Para a autora do livro “A vida de Alice”, os livros são algo essencial na vida de qualquer pessoa!

“A literatura é um conjunto de obras denominadas livros. E livros são o algo mais próximo do que o ser humano tem de magia. Todos nós, na nossa vida, precisamos de um pouco de magia. Não dá para viver em preto e branco!”, ela comenta.

Além disso, a menina que teve seu contato com os livros aos dez anos, conta que os livros são fontes perpétuas de conhecimento, além de nos ajudar a passar pelo cotidiano de uma forma muito melhor.

Novos olhares sobre Bauru

Ainda que um livro possa ser uma chave para o conhecimento e a criatividade, é difícil atingir todas as pessoas. A valorização da literatura no Brasil e em Bauru ainda precisa de uma longa caminhada.

Bruno Sanches é escritor bauruense e já participou de várias antologias publicadas na cidade como “Natal, sempre Natal”, “Filho único”, “Expressão 18 anos” e antologias da Academia Bauruense de Letras, onde é membro.

Ele conta que é necessário analisar a cultura da leitura em Bauru de alguns pontos de vista. Para ele, se pensarmos em retorno financeiro e incentivo do poder público, quase não existe valorização.

“A valorização está mais entre as próprias pessoas que vivem a literatura na cidade, que frequentam os saraus, os slams, os clubes de leitura. Ou seja, quem está no círculo literário se apoia, participa dos outros eventos, incentiva quem quer escrever um livro, vai aos lançamentos. Porém, isso acaba restrito a um nicho de pessoas que se interessam pelo tema. Se o poder público não valoriza o suficiente, nós nos valorizamos”, finaliza.

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