“Eu sou Maxwell Marques, tenho 28 anos, sou arquiteto e urbanista. Tenho o cabelo grande, armado e amo ele assim”. Foi assim que o bauruense se apresentou ao Social Bauru, mas à profissão e ao cabelo, pode-se acrescentar a solidariedade.

Max viu em uma brincadeira na internet, a possibilidade de fazer o bem. “Eu fiz um post que, se chegasse a 500 likes e 200 comentários, eu rasparia a cabeça. Postei sem pretensão nenhuma, mas no primeiro dia chegou a 300 likes. Eu já estava com a ideia de arrecadar alimentos para o Natal, foi aí que usei o engajamento”, conta.

Dessa forma, Maxwell propôs aos seguidores além das curtidas e comentários, o cabelo só iria embora quando atingisse a mesma quantidade em quilos de alimentos doados.

Será fácil desapegar do cabelo? “Às vezes, precisamos chamar atenção para algo importante e eu usei ele pra isso. Cabelo cresce”, responde Max. Mas você não vai se arrepender? “De maneira alguma. Tomara que essa iniciativa mobilize outras pessoas a fazerem o mesmo. O mundo está precisando de mais empatia e amor ao próximo”, completa.

Mais alimentos menos cabelos

Até o momento, ele já conseguiu 150kg de alimentos e R$170,00 em doações, totalizando 250kg em mantimentos. E a campanha está movimentada, durante a semana Max revelou que já doou 50kg para uma família que estava passando por dificuldades, “mas a maior parte vou fazer uma logística de entrega. A ideia é entregar diretamente para famílias ou entidades que necessitem“, completa.

O bauruense não quer parar por aí, ele conta que a arrecadação vai até o fim de novembro. Quem quiser, está convidado a ajudar também, basta doar alimentos não perecíveis como arroz, feijão, macarrão, entre outros.

A entrega pode ser feita na casa do Max (Rua Guido Padovani, 5-27, Parque Santa Cecilia) ou no Quiosque Kindu Games, no Boulevard Shopping. Além disso, ele disponibilizou o telefone para qualquer dúvida que possa surgir: (14) 99633-6471.

Com tanto trabalho pela frente, Maxwell acredita que “pode ser uma sementinha plantada. Tem bastante gente que já ajuda igrejas e instituições. Acredito que a solidariedade não pode parar e que, para cada falta de empatia tenhamos o dobro de amor ao próximo”.

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