Você sabia que dezembro é considerado o mês do combate e conscientização da AIDS? Para celebrar o Dia Mundial Contra a Aids (1º de dezembro), acontece durante todos os dias do mês ações pelo Brasil mais intensivas para dar voz aos portadores de AIDS, além da prevenção contra vírus.

A campanha foi criada em 1987, pela ONU. No Brasil, o projeto foi adotado em 1988, pelo Ministério da Saúde.

Brasil contra a AIDS

Em 2018, o Brasil completa 30 anos oferecendo o tratamento da doença por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, segundo o Ministério da Saúde, o país diminuiu a taxa de mortalidade, passando de 5,7 a cada 100 mil habitantes em 2014, para 4,8 em 2017.

Ainda assim, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, a cada 15 minutos uma pessoa se infecta com o vírus no Brasil e sete pessoas morrem por dia em São Paulo.

O que é a AIDS?

A AIDS ainda é uma doença pouco debatida pela população, contudo, a professora de biomedicina da Universidade do Sagrado Coração (USC), Fernanda Furlanetto, explica que a síndrome da imunodeficiência adquirida é uma doença provocada pela infecção do vírus HIV.

A doença, portanto, é caracterizada pela redução da eficiência do sistema imunológico com infecções oportunistas, alguns tumores, perda de peso e, às vezes, demência.

aids dezembro vermelho
Foto: Canva/Gabriela Gomes

Infecção e sintomas

O vírus da AIDS pode causar infecção por meio de relação sexual sem uso de preservativo, contraído pelo contato de sangue infectado e de forma vertical, ou seja, quando a mulher que é portadora do HIV transmite para o filho durante a gravidez, parto ou amamentação.

Uma vez infectado, os sintomas podem ser confundidos com uma simples infecção: febre, dor de cabeça e dor de garganta, contudo, muitos casos são assintomáticos. Fernanda também explica que na fase aguda da infecção, o organismo tenta combater o vírus.

A fase sintomática, que é de fato a AIDS, é caracterizada pela redução das células do sistema imunológico. Neste momento, os principais sintomas são febre, diarréia, emagrecimento, além da ocorrência de doenças oportunistas.

“É importante ressaltar, que mesmo presentes os sintomas não específicos dessa síndrome, desta forma a única maneira de confirmar a infecção pelo HIV é por meio da realização de exames laboratoriais, os quais são realizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), nas unidades da rede pública e nos Centros de Testagem e Aconselhamento”, ressalta a professora Fernanda.

Tratamento

O primeiro caso de AIDS foi registrado em 1980, contudo, os estudos em busca da cura desta doença foram colocados em prática dez anos depois, na década de 90.

Mesmo assim, o vírus está em constante mudança, e tudo o que foi possível criar até hoje, para o tratamento é o coquetel.

A professora de farmácia da USC, Daniela Nicolielo, conta que o coquetel é um conjunto de medicamentos que vai agir inibindo a replicação do vírus.

“Os medicamentos que compõe o coquetel serão indicados ao paciente quando começar haver declínio de algumas células do sistema imune e consequente aumento de partículas virais e de acordo com critério médico”, explica Daniela.

O tratamento não pode ser interrompido, pois dá ao paciente soropositivo uma melhor qualidade de vida.

AIDS em Bauru

Entre os anos de 2004 a 2016, Bauru contou com uma queda no número de casos de AIDS em 55%. Segundo dados fornecidos pela Secretaria de Saúde, de 114 diagnósticos de novos pacientes em 2004 em Bauru, esses números caíram para 51 em 2016, sendo 65% deste total homens e 35% mulheres.

Além disso, em novembro de 2018, Bauru recebeu medicamento anti-HIV, contudo, é importante lembrar que a proteção e prevenção nunca devem ser deixadas de lado.

Para quem busca realizar o teste e aconselhamento sobre a AIDS, é possível encontrar em Bauru no CTA (Centro de Testagem e Aconselhamento), que realiza teste de HIV de forma gratuita.

O CTA se localiza na Rua 15 de Novembro, número 336 e pode ser contatado pelo telefone (14) 3234 2576.

Momento na história

A banda de rock inglesa Queen voltou a ser tema das conversas entre as pessoas em 2018 com o lançamento do filme biográfico “Bohemian Rhapsody”, que chegou às telonas do Brasil no começo de novembro.

O filme conta a história da banda com foco no vocalista Freddie Mercury, diagnosticado com HIV no ano de 1987. A morte do cantor aconteceu em 1991.

A data vale ser ressaltada, pois logo em seguida, em 1992 foi aprovado o uso do primeiro coquetel de medicamentos contra o vírus do HIV para pacientes adultos com infecção avançada.

Além de Mercury, nomes do cenário nacional como Renato Russo, da banda Legião Urbana, e o cantor Cazuza, morreram por causa do vírus do HIV.

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