Você sabia que o brasileira é uma das sociedades que passar mais horas conectado? Segundo dados do estudo “Global Digital” de 2018, a população do país passa, em média, nove horas do dia navegando na internet.

O Brasil é um dos dois países que supera as três horas e meia de uso diário das redes sociais, sendo que 94,6% dos usuários usam as redes sociais par trocas mensagens por aplicativos de bate-papo.

Ainda que a internet se mostre necessária e traga muitas facilidade para nosso dia-a-dia, ela também possui seu lado negativo.

As redes sociais e a ansiedade

As redes sociais se tornaram, praticamente, uma parte de nós. Estamos conectados no Facebook, Instagram, Twitter e outras plataformas cotidianamente. Com elas, conseguimos resolver compromissos de trabalho, ter e manter relacionamentos , acessar rapidamente informações e até mesmo mobilização sociais.

Contudo, a psicóloga Rosilene Maria Pinto explica que o mau uso desses recursos podem causar alterações de humor, irritabilidade, baixa tolerância  à frustração, impaciência, além de intensificar os níveis de ansiedade

“Atualmente, a dependência de tecnologia é um fenômeno global, e estima-se que cerca de 5% dos jovens que usam as redes sociais possam ter algum problema decorrente desse vício. Em casos mais específicos, pode desencadear transtorno de ansiedade, fobia social, comportamentos de esquiva, déficit de atenção e concentração, problemas na aprendizagem, insônia, dentre outros”, explica a psicóloga.

Outro fenômeno que cresce com as redes sociais é a busca de suprir as necessidades de aprovação e aceitação. Por exemplo, quando postamos uma foto e ficamos na expectativa para que aja o maior número de curtidas e comentários. “E quando isso não acontece conforme o esperado se frustram, se entristecem e algumas pessoas chegam a ficar deprimidas”, conta Rosilene

Além disso, a exposição da privacidade nas redes sociais cresce a níveis de risco, chegando a casos de violência, sequestro e estelionato.

Em outros casos exacerba seu nível de ansiedade, ficam extremamente preocupadas em relação ao que vão pensar sobre a publicação realizada, se irão curtir ou não, se irão fazer comentários, que tipo de comentários irão fazer e assim por diante. Outros se expõem tanto a ponto de comprometer sua própria privacidade e até mesmo colocando em risco a privacidade alheia.

Desapego da internet

Tem pessoas, que só de pensar em ficar um dia longe da internet e das redes sociais já pira. Entretanto, esse desapego, nem que seja por poucas horas pode trazer ótimos benefícios.

Paula Berlim sempre foi muito viciada no Instagram, além de usar por horas o Facebook e Whatsapp. As redes sociais tomavam um enorme tempo de sua vida, e ela se sentia viciada em atualizar o feed.

Por causa disso, a aluna de jornalismo da Unesp de Bauru ficou sem usar as redes sociais por dois meses! Ela percebeu, então, como o Instagram cria um realizada de “felicidade compulsória”, criando a falsa ideia de que todos são feliz o tempo todo.

“Decidi voltar a usar depois que me senti livre de todos os motivos tóxicos que me fizeram afastar deles. Além do mais, hoje uso o Instagram e o Facebook de maneira bem mais consciente. Evito usar o tempo todo, na verdade só dou uma olhada uma ou duas vezes no dia, e evito postar muita foto também. Tinha época em que eu tirava a foto pensando em postar no Insta”, conta.

Uso moderado

Para quem quer fazer igual a Paula e desapegar da internet, a psicóloga Rosilene deixa algumas dicas:

  1. Identificar quais o problemas e dificuldades que está encontrando me utilizar as redes sociais;
  2. Identificar sua meta diante dessa dificuldade e estabelecer um plano efetivo de ação;
  3. Colocando em prática o desapego, avaliar os resultados obtidos e reavaliá-los sempre que necessário;
  4. Identificar os pensamentos sabotadores que provavelmente surgirão, na medida que estiver colocando em prática seu plano de ação e desafiá-los buscando um pensamento alternativo que lhe ajude a atingir sua meta.

A internet está aí para ser usada, mas o uso consciente é mais saudável!

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