Quem já foi criança nos anos 80 ou 90 se lembra de jogar, ou ver comerciais na TV, dos antigos videogames. Consoles grandes e meio desajeitados, com fitas que, às vezes, não funcionavam e imagem quadriculadas.

Hoje, mesmo com jogos que parecem cada vez mais reais e com enredos dignos de Oscar, os clássicos voltam a tomar os corações dos gamers.

Uma paixão de gerações

Para os nerds, gamers e apaixonados por videogames, a paixão vem desde criança! Os videogames e fliperamas eram uma forma de ligar os jovens das antigas gerações.

Além disso, agora, os consoles antigos estão acessíveis para quem, naquela época, não tinha condições de comprar os games ou até se desfizeram dos videogames.

Thiago Rodrigues é bauruense e apaixonado por consoles clássicos. No total, ele tem 34 videogames! Para ele, “o videogame, por mais que as pessoas pensam que é apenas um brinquedo de criança, na verdade, tem o poder de
nos transportar e reviver lembranças doces dos tempos de criança”, diz.

Hoje em dia, os jogos se tornaram um passatempo para ele. Além disso, Thiago espera poder passar essa paixão para a filha e jogar, com ela, os games antigos.

As novas tecnologias

A volta dos consoles clássicos está maior nos últimos quatro anos. O que ajudou para o saudosismo voltar, foi a internet. Com ela foi possível resgatar os consoles e reativá-los. Além de tudo, muitas empresas estão investindo em multijogos com consoles embutidos e portáteis.

E mesmo com os consoles super atuais, o apaixonado por jogos, Rodrigo Santana, com mais de 30 videogames, acredita que, o que vale, é a nostalgia!

“A lembrança em si, o tal ‘soprar a fita’, não ter como salvar o jogo, isso tudo traz muita saudade. A parte negativa é que são eletrônicos antigos, difíceis de encontrar peças, de forma que desgastam e se perdem”, ele completa.

Uma questão mercadológica

Mas não vá pensando que os jogos são só diversão! Tem um enorme mercado que é movimentado diariamente com os games.

Agora, os consoles antigos também entraram na área econômica!

“O valor aumenta a cada ano em razão da indisponibilidade deles no mercado”, comenta Thiago, que possui uma assistência técnica de games.

Os jogos ajudam muitas pessoas a terem uma renda extra, como no caso de Rodrigo,  que tem uma loja em que vende consoles antigos e relacionados.

“Pra mim, hoje em dia, além de uma renda extra, os jogos são um hobby muito prazeroso, e que gosto de manter. Além de me alegrar, me ajuda financeiramente”, afirma Rodrigo.

Qual o melhor?

E essa é uma questão que atravessou as décadas: qual o melhor console?  Essa pergunta vai continuar sem ser respondida, afinal, cada console tem seus pontos positivos e negativos.

“Como a maioria dos aficionados por games, quando éramos crianças, nossos pais não tinham condições financeiras para comprar todos os videogames que eram lançados, tínhamos que escolher entre um ou outro. Isso criou os conhecidos fanboys (ou girls). Então, quem tinha dinheiro para comprar um Master System, brigava contra a turma do Nintendo. Nasceram, assim, os Seguistas e Nintendistas, depois, surgindo os Sonystas e afins”, explica Thiago.

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