Você já ouviu falar em Luta Antimanicomial? O movimento surgiu com o objetivo de acabar com os manicômios, por conta do tipo de tratamento aplicado nesses locais. A luta começou com o psiquiatra italiano, Franco Basaglia, que, depois de testemunhar uma série de abusos e negligências no tratamento dos enfermos, resolveu reformular o modo de tratar pessoas com doença mental.

Dessa forma, a Luta Antimanicomial apresenta a ideia de que não se deve isolar a pessoa com sofrimento mental. O movimento ainda destaca que, como todo cidadão, estas pessoas têm o direito fundamental à liberdade, a viver em sociedade, além do direto de receber cuidado e tratamento sem que tenham que abrir mão de seu lugar de cidadão.

No Brasil, o Movimento da Reforma Psiquiátrica se iniciou na década de 70 e Bauru teve um papel importante na história. O Dia Nacional da Luta Antimanicomial foi escolhido como 18 de maio, porque, em 1987, foi realizado o Encontro dos Trabalhadores da Saúde Mental, aqui em Bauru.

Atenção humanizada à saúde mental

A partir de então, começou a busca dos profissionais por uma sociedade sem manicômios. Então, surgiu o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), em 2002, por meio da Portaria Nº 336, do Ministério da Saúde no Brasil.

O intuito é “ser um serviço alternativo à internação psiquiátrica”, explica a psicóloga e chefe de sessão do CAPS em Bauru, Valéria Moron Perri Gimenes. Dessa forma, o CAPS propõe um tratamento mais humanizado aos pacientes.

Bauru conta com quatro unidades do Centro de Atenção Psicossocial, sendo duas unidades para usuários de álcool e drogas e uma infantil. Além disso, o CAPS conta uma equipe multiprofissional com atuação interdisciplinar para atender a população.

“Nós atendemos pessoas portadoras de transtornos mentais intensos e outras situações clínicas que impossibilitem estabelecerem laços sociais e realizarem projetos de vida, garantindo autonomia e exercício da cidadania”, explica Valéria.

CAPS em Bauru

Em média, 150 pessoas são atendidas no CAPS de Bauru por dia. Mantido pela Secretaria Municipal de Saúde e pela Prefeitura Municipal de Bauru, ele oferece serviços gratuitos para a população, tais como:

“Acolhimento; atendimento em grupos terapêuticos; orientação familiar; consultas clínicas e psiquiátricas; soroterapia; acompanhamento de enfermagem; visitas domiciliares; oficinas terapêuticas e atendimento terapêutico individual”, enumera a psicóloga.

Se você nunca ouviu falar no CAPS, confira as unidades aqui em Bauru: 

  • Centro de Apoio Psicossocial  I (CAPS 1)
    Rua Monsenhor Claro, 6-99, Centro
    Fone: (014) 3227-5022
    E-mail: [email protected]
    Horário de Funcionamento: Das 7h às 18h
  • Centro de Apoio Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD)
    Rua Dr. Lisboa Júnior, 2-66, Centro
    Fone: (014) 3227-4905
    E-mail: [email protected]
    Horário de Funcionamento: Das 7h às 17h
  • Centro de Apoio Psicossocial Álcool e Drogas III (CAPS AD III)
    Rua Azarias Leite, 13-28
    Fone: (014) 3222-3937
    E-mail: [email protected]
    Horário de Funcionamento: 24 horas
  • Centro de Apoio Psicossocial Infantil – CAPS i
    Rua Azarias Leite, 13-38, Vila Mesquita
    Fone: (014) 3227-2574 / (014) 3214-3668
    E-mail: [email protected]
    Horário de Funcionamento: Das 7h às 18h

Anotou? A profissional ainda aponta a importância de um trabalho como esse: “é fundamental na inclusão do portador do sofrimento mental, na criação de vínculos, na reinserção no mercado de trabalho e, principalmente, na redução das internações psiquiátricas”, finaliza Valéria.

Profissionais do CAPS em Bauru
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