Ter um carro é viver naquele limbo entre amor e ódio. Afinal, é inevitável que em alguns momentos da nossa vida eles são necessários. Contudo, como o ditado já diz: “ter um carro é como ter um filho”. Isso, porque os gastos aparecem uma hora ou outra, e como (infelizmente) eles ainda não se movem com a força do pensamento, precisamos abastecê-los.

Mas nem tudo está perdido! Dá sim para economizar na hora de visitar o posto de combustível, principalmente para pessoas com carros flex.

Para ajudar com a matemática, o Prof. Dr. Gill Bukvic, do curso de engenharia mecânica da Universidade do Sagrado Coração, coloca no papel os gastos de um automóvel.

Conheça a procedência do seu combustível

Não dá para mentir nessas horas: quando queremos abastecer, sempre procuramos o mais barato. Contudo, em algumas vezes o barato pode sair caro. Postos com preços fora do normal podem estar comercializando combustível adulterado.

Mas tem como saber quando o combustível está fora dos padrões.

“A bomba de abastecimento de álcool do posto possui um densímetro, que acusa se ele está normal ou não. Mas a bomba de gasolina não possui qualquer dispositivo de verificação, o que dificulta uma breve análise. Evitar postos muito baratos ou desconhecidos é um cuidado que pode ser tomado”, explica o professor Gill.

Álcool VS Gasolina

Essa é a grande dúvida dos motoristas, principalmente os que tem carro flex. Qual é o melhor combustível para abastecer?

Quando o quesito é economia, a gasolina sai na frente, porque – geralmente – consegue fazer mais quilômetros com um litro. Um carro a álcool, consome mais combustível para ter o mesmo desempenho de um veículo a gasolina.

Contudo, com os preços altos da gasolina, muitas vezes, o etanol pode ser um opção válida, mesmo rendendo menos. Para saber se o álcool está compensando em cima do seu concorrente, basta fazer uma conta simples:

Pode misturar?

Para quem tem um carro flex, há todo aquele mistério em saber se pode ou não misturar os dois combustíveis. A resposta é sim!

“Não há problema algum em misturar os dois combustíveis! O módulo da injeção de combustível do automóvel está programado para ler qualquer porcentagem de mistura que for realizada no abastecimento. E os dois combustíveis se misturam 100% um com o outro”, comenta o professor.

Uma outra opção

Poucos conhecem, mas ele já dá as caras no Brasil há 15 anos. O gás natural veicular ou simplesmente GNV. Ele começou a ser distribuído, pela primeira vez, em 1991, por um posto da rede Ipiranga no Rio de Janeiro. Mas foi há poucos anos que finalmente começou a ser usado por mais brasileiros.

Com a promessa de ser um combustível econômico e de baixo valor, o GNV é uma ótima opção, mas apenas para pessoas que andam muito dentro da cidade.

“Como o automóvel depende da instalação de um kit de conversão, que possui um valor bem razoável, o custo-benefício do mesmo só vale a pena para quem roda muito na cidade, como taxistas e motoristas de aplicativos. Pois eles irão conseguir ter o retorno do investimento com a economia do abastecimento”, conclui, Gill.

Ponha os gastos na ponto da lápis, para saber qual a melhor opção para você!

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