Querer é poder e a baruense Nilva Maria Prudente é prova disso! Com 62 anos, ela realizou a sua primeira corrida de rua no último domingo (26). Foram quatro quilômetros correndo entre 11 mil mulheres na Corrida Mulher-Maravilha em São Paulo, mas fôlego é o que não falta para ela. 

Ela conta que se surpreendeu consigo mesma, “Quando acabou a prova, pensei ‘mas já acabou?’. Foi uma emoção muito grande, porque eu estava competindo. Quando você finaliza é mais emocionante ainda, porque você fala ‘eu consegui, eu tenho condições’ e isso é muito bom!”, relata.

Bauruense e a medalha da Corrida Mulher-Maravilha em São Paulo

Se você acha que dona Nilva sempre foi praticante de esportes, saiba que ela começou a correr há apenas cinco meses. A vontade de aprender a correr surgiu depois de ter passado por um longo processo de emagrecimento que começou há cinco anos. 

Com 18 quilos a menos, a bauruense não queria parar de se movimentar, então começou sozinha e, depois, passou a frequentar os treinos organizados pela treinadora.  

“A gente sempre promove alguns treinos e, por ela ser mais de idade, a gente ia dando uma segurada. Mas ela não tem limites, a Nilva não faltava em nenhum treino, aliás, ela era a única que não faltava”, conta a treinadora Maira Cury.

62 anos e muita corrida pela frente! 

A equipe do Social Bauru foi conversar com a Nilva para saber mais sobre a sua história com a corrida. Confira: 

– Por que você escolheu a corrida?

Nilva: Porque eu acho a corrida prazerosa. É algo diferente, não é igual ir à academia e faz os exercícios e pronto, acho isso muito comum. Aí eu pensei em começar a correr, porque muita gente fala que é legal, que é emocionante, que é muito gostoso e dá uma satisfação grande, então eu quis experimentar.

– Para você, como é correr com 62 anos?

Nilva: Como eu comecei o emagrecimento nessa idade também, a euforia e a vontade caminharam juntas. Acho que se a gente quer, é só se preparar pra isso que a gente consegue. Não tem que ficar preso na idade, tem que começar a fazer e ter um bom treino e um bom acompanhamento, para não se machucar. Eu fiz acompanhamento com o médico e eu estava bem, ainda mais com a emoção de ter conseguido emagrecer. Antes, eu estava com problemas de saúde e consegui eliminar tudo isso, então eu me sentia muito melhor. 

– Quais benefícios a corrida trouxe para você?

Nilva: Autoestima, eu consigo e eu posso fazer. Porque nos treinos você fica insegura, pensando ‘será que eu vou conseguir’. Eu corri, não fiquei andando, fui no ritmo de corrida. Por ser a primeira vez e conseguir correr até o fim, foi muito bom.

– E você pretende continuar participando de mais corridas?

Nilva: Eu preciso fazer mais treinos, porque essa corrida era mais tranquila, mas preciso de mais treino pra eu poder ir numa corrida com mais desafios, mas eu quero ainda esse ano fazer mais uma ou duas.

– Para correr, você tem um acompanhamento, certo? Como funciona?

Nilva: As meninas começaram a me ajudar muito, porque existe uma técnica para não se machucar e essa era minha preocupação. Então eu colava nelas para aprender a correr.

Maira: A Nilva treina na academia parceira e os treinos são adaptados conforme as necessidades do aluno. Ela evoluiu demais com os treinos e é muito legal ver essa evolução. Hoje, ela tem um olhar dela pra ela, a Nilva aprendeu a olhar pra ela com mais amor. Ela é nossa mascotinha, é muito querida por todas. É muito bonito ver a mulher voltar a olhar pra si.

– Para quem é mais velho, o que você falaria?

Nilva: Querer é poder, se você quer sua saúde e seu bem-estar, tem que tentar e achar alguém para te dar força. Você tem que querer, porque senão não adianta, é só querer que você consegue.

Turma de Bauru em São Paulo durante a corrida
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