Os pesquisadores bauruenses estão ficando ousados! Claro que é no bom sentido, já que o objetivo é ajudar o próximo e pensar em melhorias para a cidade.

Nesta matéria vamos apresentar o projeto do Bruno Silva, aluno do terceiro ano do curso de arquitetura da Unesp. Ele criou tijolos sustentáveis, produzidos a partir de óleo usado. Além de Bruno, Anderson Fabri também realizou pesquisas para criação de tijolos sustentáveis. Na produção, é usado somente o solo de Bauru, que faz com que o material seja mais leve. Portanto, estão sendo feitas novas pesquisas para tornar o tijolo mais resistente.

A ideia é produzir esse material para construir casas modelo para Habitação de Interesse Social em assentamentos de sem-tetos que existem em Bauru. Essa ideia nasceu do projeto de extensão junto a coordenadora Kelly Magalhães.

Contudo, muita pesquisa ainda precisa ser feita até chegar ao resultado esperado. Segundo Bruno Silva, o projeto vem sendo desenvolvido há mais de um ano e vai se estender por mais um ano para aumentar a resistência do material.

Projeto de sucesso!

Para a produção dos tijolos são usados dois tipos de solos: um argiloso trazido da cidade de Barra Bonita e o solo de Bauru que é mais arenoso.

O solo de Bauru não possui quantidade significativa de argilomineral para dar estrutura ao tijolo! Já o de Barra Bonita possui uma quantidade saturada. Então, misturando os dois solos temos uma composição mineralógica adequada para a produção dos tijolos”, explica Bruno.

Esses materiais resultam nos tijolos ecológicos que para ficarem prontos demoram de 15 a 20 dias. Assim, são dois dias para produzir a mistura dos materiais e a moldagem. Depois disso, o material fica mais 15 dias no processo de secagem que é feito na sombra.

Foto: Bruno Silva

Produção de tijolo dando resultado!

A partir do acordo entre a Unesp em Bauru e a Santa Fe College, na Flórida (EUA), a pesquisa teve a oportunidade de ser apresentada fora do país. Assim, a orientadora, Prof. Dra. Rosane Aparecida Gomes Battistelle, mostrou o projeto na universidade norte-americana e o resultado foi o reconhecimento internacional.

“O nosso projeto foi apresentado pela Professora Rosane para os professores, pesquisadores e até para o prefeito da cidade de Gainesville – Flórida que ficaram impressionados com a proposta. Dessa forma, fortaleceu ainda mais o trabalho sério realizado por todos nós! Isso permite, futuramente, um intercâmbio, para que os alunos que realizam pesquisas possam ir para lá, assim como já tivemos a presença de dois professores americanos”, comenta Bruno.

Além disso, em outubro, a pesquisa será apresentada na segunda edição do International Congress on Engineering and Sustainability in the XXI Century (INCREASE) na cidade de Faro, em Portugal.

Porém com o corte de verba na educação, os pesquisadores estão buscando maneiras alternativas de custear a viagem em outubro. Dessa forma, Bruno está vendendo bolos para ajudar a pesquisa seguir. As encomendas podem ser feitas pelo número: (14) 98121-5608.

O meio ambiente agradece

A construção civil no Brasil é um dos maiores geradores de resíduos ao meio ambiente. Segundo Bruno, cerca de 60% dos resíduos produzidos no país são da cadeia produtiva ligada a esse setor da economia brasileira. Assim, é preciso buscar técnicas alternativas para diminuir esse impacto no meio ambiente.

A produção dos tijolos chega como um meio para diminuir esses efeitos! Dessa forma, só foi possível chegar ao resultado com o apoio da orientadora junto com o Prof. Dr. Obede Borges Faria. Eles trabalham há anos com materiais alternativos na construção civil, com isso, foram consideradas diversas possibilidades para a produção do tijolo sustentável.

“A proposta não é apenas um caminho promissor para a construção civil, mas também é uma alternativa para a cadeia produtiva reversa da indústria oleaginosa no Brasil”, finaliza o aluno.

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