Barmaid é o nome dado para mulheres que trabalham produzindo e servindo coquetéis e drinks em bares, baladas e restaurantes. Em Bauru, a mulherada está cada vez mais ligada no assunto e entrando para a área da coquetelaria.

Se colocarmos em uma coqueteleira uma dose de criatividade, ousadia, paixão por drinks e mexermos bem, vamos ter uma barmaid ou um barman. Essa profissão cresce a cada dia e podemos ver isso nos bares da nossa cidade!

O profissional pode se especializar para conseguir realizar receitas mais elaboradas com sabores e aromas diferentes.

A barmaid ou barman precisam ter conhecimentos gerais sobre bebidas, para isso, atualmente existem cursos de profissionalização. Assim, o profissional aprende sobre a história das bebidas, equipamentos usados, combinações de sabores e aromas, além de aprender sobre a criação dos drinks.

As mulheres dominam os bares!

As mulheres já mostraram que são capazes de qualquer coisa, inclusive de fazer drinks! Um exemplo disso é a Thais Caetano, podemos chamá-la de veterana, afinal já são 20 anos trabalhando na área.

A bauruense começou a se interessar por drinks quando trabalhava como bartender de execução, ou seja, ela apenas reproduzia e não criava novas receitas. Com o tempo Thais percebeu que tinha talento e começou a desenvolver suas próprias receitas. Para ela, foi um processo natural!

“Trabalhar na produção de drinks é desafiador, mas atualmente é o que me move. Trabalhar com insumos diferentes, paladares e processo de desenvolvimento é muito bacana!”, explica Thais.

Vontade de criar

Essa é uma questão que move os profissionais da área. A vontade de criar, inventar e produzir bebidas que chamem a atenção é o combustível das barmaids e barmens. Jheniffer Santos de Souza é barmaid e descobriu a paixão por criar drinks quando, em uma roda de amigos, começou a criar e percebeu que levava jeito.

“Eu também já trabalhava em bar, como garçonete e atendente, mas sempre ficava de olho no trabalho do bartender, me imaginava trabalhando atrás daquele balcão”, comenta Jheniffer.

Nas festas e encontros com os amigos, a bauruense fazia a alegria da galera com os drinks. Os amigos sempre gostavam e elogiavam até que ela arriscou e investiu na nova paixão de criar as bebidas.

Para Jheniffer, a liberdade de criar coisas novas é o que mais chama atenção na profissão, “Eu sempre estou experimentando novas receitas e descobrindo ingredientes que combinam. O drink com chá de hibisco, por exemplo, é uma coisa que costuma chamar a atenção das pessoas. É surpreendente e muito bom!”, diz.

Não á fácil ser barmaid

Nada nessa vida é fácil, principalmente se você for mulher e trabalhar em uma área que, na maioria das vezes, é destinada aos homens. Para as barmaids é assim! Mary Gabriela trabalha há um ano e meio na área e sempre gostou de gastronomia, drinks e cafés, a bebida é a área dela!

A sociedade sempre criou estereótipos sobre onde a mulher deve ou não estar ou trabalhar. Porém, com o passar do tempo, isso foi mudando e hoje, as mulheres assumiram o poder de estar e trabalhar onde querem. Na área das bebidas, Mary explica que a situação está mudando, até mesmo a criação da palavra “bartender”.

“Criaram bartender para incluir as mulheres na área!”, explica. Segundo ela, os tempos são outros e o preconceito com mulheres que trabalham em bares ou até mesmo durante a noite estão diminuindo.

Mary é natural da Venezuela e está trabalhado aqui em Bauru. Porém, a paixão por criar aromas, sabores e cores a acompanha em todos os lugares. Para ela, tudo isso torna a profissão mais inspiradora e interessante.

É uma arte!

Quando se faz o que gosta, o trabalho é prazeroso! Isadora Sola estudou hotelaria e se encantou por bares, pela arte de servir e mostrar detalhes do que se esconde atrás de uma bebida.

Para ela, diversão é sinônimo de trabalhar com drinks! A barmaid explica que o que chama a atenção é a forma de desenvolver os sabores e como os coquetéis são servidos.

São tantos pontos positivos que, às vezes, as dificuldades passam despercebidas. Mesmo assim, Jheniffer alerta, “As pessoas precisam entender que não somos máquinas de fazer bebidas, somos pessoas que estão dando seu melhor ali atrás do balcão, trabalhando por várias horas e, ainda assim, com um sorriso no rosto”, comenta a barmaid.

Lidar com as exigências e o cansaço é desafiador, mas o resultado compensa. Eu penso que as mulheres podem e devem trabalhar com o que elas quiserem o importante é mostrar o seu lugar e não desistir!”, finaliza Jheniffer.

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