A convivência com os avós pode trazer muitas lembranças boas e acolhedoras, de forma que sua presença pode marcar os netos pela vida inteira.

Hoje, dia 26 de julho, é a data em que se comemora o dia dessas pessoas tão especiais.

Pensando nisso, o Social Bauru reuniu depoimentos de diversos netos bauruenses que contam histórias que marcaram sua convivência com os avós.

Um amor além

A bauruense Isabela Beraldo, coordenadora pedagógica da escola estadual Nilza M. S. Paschoal, não chegou a conhecer seus avós biológicos, mas tem uma história tocante com sua avó adotiva:

Eu não tenho avós biológicas, as minhas morreram e não tive oportunidade de conhecê-las. Quando eu era bebê, tive uma babá que me ensinou a chamar de avó (e consequentemente veio meu avô, tias, etc). Ela sempre me amou e me tratou da mesma forma que tratava seus netos biológicos. Deixei de ter uma babá e ganhei uma família. Me senti tocada de falar sobre ela. Hoje as pessoas estão tão distantes, há famílias que pouco se vêem, mas ainda há pessoas que acolhem”.

O que você quer ser quando crescer?

O publicitário Daniel Barbosa relata que o seu avô o influenciou em um aspecto muito importante da sua vida: a escolha de sua profissão.

Hoje em dia eu trabalho com criatividade, sou publicitário e isso se deve muito ao meu avô. Antes mesmo de eu saber ler, ele comprava gibis da Turma da Mônica e quando eu pedia para ele ler para mim, ele respondia: ‘Se você não sabe ler, pode criar suas próprias histórias’”.

Além disso, outra curiosidade unia Daniel e seu avô. O aniversário deles era no mesmo dia: o Dia dos Avós (26/07)!

avós

Histórias de perder o sono

A estudante de jornalismo e bauruense, Renata Lopes, também conta sobre sua convivência com a avó:

Desde que eu nasci, eu morei com a minha vó e com a minha mãe, meu vô tinha falecido naquele mesmo ano. A relação com a minha vó era como se fosse de mãe e filha, pois minha mãe saía para trabalhar e eu ficava à tarde com a minha vó. E o que ela mais gostava de fazer era contar histórias do passado dela e principalmente histórias macabras. Parecia que ela não queria que eu dormisse a noite de tão real que soavam as histórias. Os filmes de terror perderam uma grande roteirista.

A floricultura da vó Ana

A bauruense e estudante de biologia da USP, Carolina Hilário, relata uma surpresa que marcou sua infância:

Houve um ano em que estava passando na TV, a novela ‘Da cor do pecado’, onde o personagem Raí tinha uma casinha na árvore. De acordo com minhas memórias, eu me lembro que eu via essa tal casinha e pensava em pedir pro meu avô nos fazer uma, pois eu sabia que ele era capaz. Coincidentemente meu avô, na mesma época, começou uma construção em uma das árvores grandes da chácara, a qual ele alegava ser ‘uma floricultura para a vó Ana’. Essa estrutura que ele estava fazendo ficava sempre coberta quando íamos pra chácara”.

 

O tempo foi passando, a estrutura foi crescendo, mas sempre estava coberta. Até que chegou o dia da revelação de como havia ficado a floricultura! Era uma sexta-feira, em maio de 2004. Chegamos na chácara a noite, ainda de uniforme da escola, junto com nossos pais e fomos fazer a inauguração. Então meu avô nos deu uma cordinha na mão de cada uma para soltarmos a lona e, após uma contagem regressiva, soltamos a lona e… ERA A CASINHA NA ÁRVORE! Muito mais linda que a do Raí, diga-se de passagem. Foi memorável, eu não me esqueço desse momento. Então descobrimos que ele e minha avó a haviam construído durante todo esse tempo”.

 

dia dos avós

Conselhos para a vida

A dona do hotel Cats&Pets, Gisele Baracat, foi marcada pelos conselhos de sua avó:

Minha avó Isolina Bresolin deixou um diário que começou a escrever quando nasci, para eu ler quando ela partisse…
Nas primeiras folhas, 3 conselhos:
Fale o que pensa, leia todos os dias e trabalhe sempre”.

Doce lembrança da infância

Bianca Maciel, moradora de Bauru há três anos, na sua infância, morou com sua mãe e seus avós. Quando era criança, ela tinha uma ligação muito forte com seu avô:

Nós éramos muito apegados. Eu lembro que sempre quando minha mãe vinha brigar comigo ele dizia ‘Pra quê brigar com a coitadinha da menina?’ e me pegava no colo. Ele me levava pra comprar doce na padaria que ficava na esquina da nossa casa. Tem um doce que ele me comprava todos os dias, o nome é ‘iô-iô’, são uns canudos de chocolate, até hoje quando eu vejo um desses me lembro dele”, relata Bianca.

Hoje em dia, apesar de morar em Bauru para estudar, Bianca volta todos os finais de semana para Macatuba para ver sua avó, com quem morou sozinha dos oito aos 18 anos.

Tem uma coisa que virou praticamente uma mania minha. Toda sexta à noite, quando eu chego em casa, a primeira coisa que eu falo quando vejo ela é ‘O que aconteceu que você está mais bonita que semana passada?’”

Um gesto de carinho

Professora e gestora da escola Intelecto, a bauruense Nayane Mensato relata a forma que um gesto evidenciava sua ligação forte com o avô:

Meu avô é falecido, faz sete anos. Mas ele tinha uma coisa que ele fazia que não me esqueço. Somos em nove netos, mas comigo era muito diferente. Morei fora para estudar durante cinco anos, mas voltava aos finais de semana. O meu avô, praticamente todas as vezes que me via, chorava de emoção, ficava emocionado de me ver, mas isso não é o que mais me marcou, mas sim o modo que me cumprimentava. Ele dava um beijo na minha mão. Era um carinho tão especial, respeitoso e que mostrava demais nossa ligação.

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