As mulheres brasileiras estão dominando os jogos digitais! Não acredita? Então saiba que  58,8% das mulheres do país consomem jogos em PC’s, consoles e smartphones. Desse número, 49,3% conhecem ou consomem os e-Sports, segundo o Pesquisa Game Brasil (PGB 2019).

Isso mostra que essa história de que “os jogos digitais são ambientes masculinos” já era. Prova disso é a bauruense Julia Akemi Mullis, que em 2017, com apenas 17 anos, foi a primeira mulher a participar de uma competição profissional de “League of Legends”, mais conhecido como LOL.

Hoje, Julia continua no mundo dos jogos como streamer, pessoa que transmite os vídeos enquanto joga. Todos as transmissões dela são feitas pela plataforma da Twitch. Conversamos com a bauruense para conhecer mais sobre sua paixão pelos jogos, a participação na liga de LOL e a realidade das meninas gamers. Confira:

– Como surgiu esse seu gosto pelo mundo dos jogos?

Meu gosto pelo mundo dos jogos começou quando joguei, pela primeira vez, o Nintendo Wii na casa do meu tio.

– Você lembra qual foi o primeiro jogo que você jogou?

Acredito que o primeiro jogo que joguei foi o Wii Sports.

– Qual o seu game favorito?

Desde final de 2012, meu jogo preferido é o League of Legends.

– Vi que você participou de um campeonato de LOL, é isso? Pode contar um pouco sobre a sua relação com o jogo e como surgiu a oportunidade de participar de um campeonato?

Sim, participei da Super Liga ABCDE em 2017. A equipe CNB e-Sports Club criou um projeto chamado Peneira Preparando Campeões, que escolheu alguns jogadores para formar as equipes secundárias do time. Já que na época eu era Desafiante, ou seja, estava entre os duzentos melhores jogadores do servidor brasileiro, acabei entrando em um dos times com maior ranking, chamada CNB Trinity White. Certo dia, devido a um problema com a equipe principal que estava participando da Super Liga ABCDE, meu time foi chamado para jogar uma série melhor de três contra a equipe ProGaming.

-Ainda joga LOL ou já se dedica a outros jogos?

Ainda jogo League of Legends e raramente jogo outros jogos

– Você também faz lives na Twitch, certo? Por que começar a transmitir seus jogos?

Comecei a transmitir meus jogos porque era um pedido frequente dos meus fãs a fim de aprenderem a jogar bem.

– Na sua opinião, porque os streamers de jogos fazem tanto sucesso hoje em dia?

Os streamers de jogos fazem sucesso porque é um conteúdo totalmente diferente de um vídeo ou um programa de televisão. A todo momento há a interação entre o streamer e o seu público, criando assim um vínculo único, que apenas as streams podem proporcionar.

– Estando no meio do universo gamer, você acredita que as mulheres sofrem preconceito? Você já passou por algum episódio ruim? Como mudar essa visão?

Sim, as mulheres sofrem preconceito. Já passei por vários episódios ruins, mas acredito que a minha participação na Super Liga ABCDE seja um dos piores. Acredito que para mudar essa visão seja necessário muita força vindo das mulheres para deixar de lado esses comentários que recebemos ao longo de nossa vida e focar em nossos objetivos.

 O que você diria para as meninas que estão começando no mundo dos jogos?

Vocês são capazes de fazer tudo o que desejarem. Não deixe que alguém te diga o contrário e lembrem-se que vocês não estão sozinhas na luta de um espaço mais justo para todas.

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